Os piratas que se apoderaram em 30 de outubro de um petroleiro em frente à costa da Nigéria devolveram o navio, depois de roubar parte de sua carga, e libertaram cerca de 20 membros da tripulação, anunciou neste sábado (5) a agência marítima nigeriana Nimasa.
O "Halifax", de bandeira de Malta, foi localizado neste sábado pela manhã pelas Forças Armadas nigerianas em frente ao terminal petroleiro do sul do Delta do Níger, afirmou a Nimasa.
"Todos os membros da tripulação estão sãos e salvos. Uma parte da carga foi roubada", afirmou por mensagem de texto a porta-voz da Nimasa, Lami Tumaka.
"O navio está sendo escoltado rumo ao porto de Harcourt", completou por e-mail.
O Escritório Marítimo Internacional, que informa sobre os eventos da pirataria marítima no mundo, afirmou na quinta-feira que cerca de 25 marinheiros estavam a bordo do navio, sem informar sua nacionalidade.
A costa da Nigéria, maior produtor de petróleo da África, são consideradas perigosas há anos. Em águas da vizinha Benin, o perigo também existe, ao menos 20 atos de pirataria foram registrados desde o início de 2011. Em 2010, não foi registrado nenhum caso, segundo o Escritório Marítimo Internacional, que teme que o Golfo da Guiné se torne o próximo "ponto quente" da pirataria.
Diferentemente dos piratas da costa oriental da África, principalmente da costa da Somália, que tomam a tripulação dos navios como reféns para obter resgates, os do Golfo da Guiné se interessaram até agora pela carga, geralmente petróleo, que conseguem revender no lucrativo mercado negro regional.