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PetroRio fecha o 1T22 com lucro de US$ 228 milhões e recorde de produção de 35,1 Mboepd

EBITDA ajustado (ex-IFRS 16) de US$ 229 milhões (vs. US$ 78 milhões no 1T21)

Redação TN Petróleo/Assessoria
05/05/2022 07:25
PetroRio fecha o 1T22 com lucro de US$ 228 milhões e recorde de produção de 35,1 Mboepd Imagem: Agência Petrobras Visualizações: 2763

A PetroRio, maior empresa independente de óleo e gás do Brasil e especialista em recuperação de campos maduros, fechou o primeiro trimestre de 2022 comemorando o menor lifting cost já registrado (redução de 21% na comparação com o 1T21), a alta eficiência operacional no trimestre, o recorde de produção média de 35,1 Mboepd e a quantidade de offtakes no período, aproximadamente 2,8 milhões de barris vendidos (45% maior do que a registrada no 1T21). Combinado à alta do preço do Brent, o incremento nas vendas contribuiu significativamente para o aumento da receita da companhia no trimestre.

A venda de 2,8 milhões de barris em três offtakes, dois em fevereiro e um em março (este último no regime de co-load, um blend dos óleos de Frade e Polvo e TBMT), totalizou 1,6 milhões de barris vendidos em Frade e 1,2 milhão de barris no cluster Polvo e TBMT, com preço médio bruto de venda de US$ 110,28 e um aumento de 45% no volume vendido quando comparado ao 1T21.

No cluster Polvo e TBMT, o volume produzido no trimestre foi 24% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, devido ao início de produção do poço TBMT-10H no final do ano passado e à estabilidade operacional alcançada pelo cluster no trimestre, o que também explica o aumento de 14% na produção na comparação com o 4T21.

“2022 começou com diversos acontecimentos, impactantes na cotação do petróleo Brent. Vimos preços de petróleo subindo expressivamente, com o Brent chegando perto do seu pico dos últimos 10 anos. Assim, em conjunto com a estratégia de busca constante por um lifting cost reduzido, e manutenção de uma performance alta operacional, conseguimos atingir diversos recordes, dentre eles, receita por barril, margem de contribuição, e EBITDA”, afirmou o CEO da empresa, Roberto Monteiro.

O primeiro trimestre foi marcado pela estabilidade operacional tanto do cluster de Frade / Wahoo como no cluster de Polvo / Tubarão Martelo, a finalização do projeto de compressor de gás do FPSO Bravo, permitindo a utilização plena do gás produzindo no cluster Polvo / TBMT para geração de energia, reduzindo substancialmente o consumo de diesel da plataforma. Assim, foi dado mais um passo na redução de emissões da companhia, além da redução de custos que permitiu a PRIO chegar ao mais baixo lifting cost já registrado em sua história.

Em 27 de abril, a PRIO iniciou a primeira fase do Plano de Revitalização do Campo de Frade, utilizando a sonda NORBE VI, com o início da perfuração do poço produtor ODP-4. Esta etapa engloba a perfuração de um poço produtor e dois poços injetores horizontais, com previsão de conclusão ainda em 2022.

O Plano de Revitalização do Campo de Frade busca aumentar o fator de recuperação do ativo e atende às condições da ANP para a extensão da concessão até 2041, como divulgado na aprovação do Plano de Desenvolvimento do Campo. O projeto global considera a perfuração de quatro poços produtores e três injetores, que foram selecionados com base na maximização do fator de recuperação do campo.

No trimestre, o cluster Polvo e TBMT apresentou média de produção diária 24% superior à registrada no 1T21 e 14% superior à registrada no 4T21, positivamente impactada pelo início da produção do poço TBMT-10H no final de outubro e pela estabilidade operacional. A eficiência operacional do cluster no trimestre foi de aproximadamente 97%, representando uma eficiência recorde desde o tieback, o que ilustra a curva de aprendizado do time PRIO com o projeto.

Albacora Leste é da PRIO

A PRIO assinou, em 28 de abril, Contrato de Compra e Venda com a Petrobras para a aquisição de participação de 90% e operação do Campo de Albacora Leste.

Assim, o novo consórcio será formado pela PRIO, operadora do Campo com 90% de participação, e pela Repsol Sinopec Brasil, RSB, com 10% de participação. O negócio está sujeito às condições precedentes usuais para este tipo de operação, como aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, aprovação do CADE, e waiver do direito de aquisição por parte da RSB em até 30 dias.

O pagamento terá parcela fixa de US$ 1.951 milhões, sendo US$ 293 milhões pagos na assinatura do contrato, e mais US$ 1.658 milhões na conclusão da aquisição e transferência da operação para a companhia, sujeito aos ajustes devidos até o fechamento da transação (contados a partir de 1º de outubro de 2022) e ao cumprimento de condições precedentes.

O negócio também contempla a possibilidade de pagamentos adicionais de até US$ 250 milhões, a depender da média anual da cotação do barril de petróleo tipo Brent nos anos de 2023 e 2024.

“Estamos muito entusiasmados com as possibilidades que o Campo traz à PRIO, quase dobrando a produção da empresa, mais que dobrando as reservas 1P, e consolidando ainda mais um caminho de forte crescimento orgânico para os próximos anos”, afirma Roberto Monteiro.

Albacora Leste fica localizado em lâmina d’água de 1.200 metros, no norte da Bacia de Campos, a 23 km do campo de Frade.

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