Internacional

Petróleo volta a subir e pressiona cotações do açúcar

Redação TN Petróleo/Assessoria UDOP
18/03/2022 07:52
Petróleo volta a subir e pressiona cotações do açúcar Imagem: Divulgação Visualizações: 2487

Os contratos futuros do açúcar fecharam a quinta-feira (17) em alta nas bolsas internacionais, pressionados pela valorização do barril de petróleo que disparou "devido a preocupações com uma possível escassez de oferta decorrente de sanções à Rússia", destacou a Reuters.
A pressão no mercado leva em conta que, com o petróleo em alta, as usinas tendem a direcionar mais cana para a produção de etanol, em detrimento do açúcar. Em Nova York, na ICE Futures, o açúcar bruto no vencimento maio/22 subiu 13 pontos, contratado a 18,69 centavos de dólar por libra-peso, 0,7% a mais no comparativo com os preços da véspera. Já a tela julho/22 foi contratada a 18,61 cts/lb, valorização de 14 pontos. Os demais contratos oscilaram entre alta de 13 pontos e desvalorização de 4 pontos.
"Um corretor dos EUA disse que o etanol no Brasil agora está sendo vendido pelo equivalente em açúcar, a 19,40 centavos de dólar por libra-peso, acima do preço atual de Nova York", destacou a Reuters.

Açúcar branco
Em Londres, na ICE Futures Europe, o dia foi de alta em todos os lotes do açúcar branco. A tela maio/22 foi contratada a US$ 526,00 a tonelada, valorização de 3,40 dólares no comparativo com os preços de quarta-feira. Já o lote agosto/22 subiu 3,80 dólares, negociado a US$ 512,70 a tonelada. Os demais contratos fecharam no azul entre 2 e 3,30 dólares.

Mercado doméstico
No mercado interno o açúcar cristal teve seu terceiro dia de alta consecutiva pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 138,24, contra R$ 137,67 da véspera, valorização de 0,41% no comparativo.

Etanol hidratado
O etanol hidratado fechou novamente no vermelho nesta quinta-feira, com negócios firmados em R$ 3.354,00 o m³, desvalorização de 0,04%, ou 1,50 real, comparando com os preços de quarta-feira, pelo Indicador Diário Paulínia. Mesmo com a terceira desvalorização seguida, o biocombustível se mantém valorizado em 13,54% no mês de março.

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