Combustíveis

Petróleo sobe e volta a passar dos US$ 50

Valor Econômico/ag.
24/11/2004 00:00
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O preço do petróleo futuro fechou em alta ontem em Nova York e Londres, mas bem abaixo da máxima dos pregões, após um movimento de venda liderado por fundos, disseram operadores. O contrato do tipo WTI para entrega em janeiro fechou a US$ 48,94 por barril, em alta de 30 centavos de dólar. Na máxima do dia, esse contrato chegou a ser cotado a US$ 50,25 - patamar mais alto desde 4 de novembro. Em Londres, o petróleo tipo Brent fechou em leve alta de 70 centavos de dólar, a US$ 44,45 o barril, depois de ser negociado entre US$ 43,84 e US$ 45,95.
Os operadores informaram que o fato de a barreira de US$ 50,45 não ter sido superada estimulou as vendas no fim da sessão. Eles disseram que a baixa reposição das reservas antes das informações sobre os estoques americanos, que serão divulgados hoje, tinha sido exagerada por conta do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, amanhã e sexta-feira.
Uma pesquisa da Reuters com 12 analistas estima que as reservas de derivados nos EUA, incluindo óleo para aquecimento, provavelmente cresceram modestamente, em 400 mil barris, na semana passada, enquanto os níveis gerais de petróleo bruto devem tem tido uma expansão em 300 mil barris. No entanto, mesmo se as reservas crescerem como o esperado, os analistas dizem que o suprimento de óleo para aquecimento continuará reduzido.
Preocupações com estoques inadequados de produtos refinados foram agravadas na terça-feira com o incêndio na Holanda. Embora o fogo tenha sido rapidamente controlado, fontes da indústria dizem que não houve tempo para reiniciar a unidade de destilação com capacidade para 200 mil barris por dia (bpd).
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deverá, em sua próxima reunião, decidir pela manutenção da produção no nível atual para ajudar na reposição dos estoques e impedir um salto nos preços durante o inverno nos Estados Unidos. A informação foi dada por duas pessoas envolvidas nas discussões do grupo.
Arábia Saudita, Qatar e outras nações árabes do Golfo Pérsico, que respondem por mais de metade da produção dos 11 países membros da Opep, irão se opor a qualquer proposta para reduzir as vendas de petróleo na reunião de 10 de dezembro, no Cairo, disseram dois delegados, que pediram para não ser identificados.
A produção da Opep está no maior nível em 25 anos, depois que os preços dispararam para US$ 55,67 o barril em Nova York, no mês passado, o maior patamar registrado em mais de duas décadas. De lá para cá, o preço do petróleo bruto caiu 13%, com a diminuição das preocupações a falta do produtos e possíveis interrupções na oferta da parte de países como o Iraque, Nigéria e Rússia.

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