Mercado

Petróleo faz cair exportações do RN

Tribuna do Norte
13/10/2005 00:00
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Segundo dados da Coordenadoria de Desenvolvimento Comercial da Sedec - Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, o Rio Grande do Norte exportou no período de janeiro a setembro, 312,2 milhões de dólares, que representa uma queda de 27,3% em relação ao mesmo período de 2004. Apesar da queda nas exportações do Rio Grande do Norte neste ano, unicamente em função do petróleo, os demais produtos da pauta comercial tiveram, em geral, bom desempenho até o momento.

O petróleo, responsável pela redução nas exportações do Estado, mantém o primeiro lugar no ranking, com 98,9 milhões de dólares em vendas para o exterior. Apesar da importância e do peso que o petróleo representa para o comércio exterior potiguar, houve uma redução de 58,5% se comparada ao ano de 2004, quando já havia, até o mês de setembro, exportado em torno de 233,7 milhões de dólares.

O camarão, em segundo lugar, está em queda de 18%; a castanha de caju, em terceiro lugar, cresceu 38,4% em vendas externas; o melão, quarto colocado, teve aumento de 28,8% (com expectativa de crescimento com o início da safra 2005/2006); a banana, quinto lugar, teve aumento de 35,8%.

Outras frutas como o mamão, a manga e a melancia, apesar de ocuparem da 17ª a 19ª posição no ranking estadual, também cresceram sua participação no mercado externo, com destaque para a melancia, com aumento de 152,1% em relação ao ano passado.

O setor industrial continua sua expansão no Estado com o crescimento das exportações das chapas de plástico (10,3 milhões de dólares), dos tecidos (8,9 milhões de dólares), das t-shirts (8,5 milhões de dólares) e das roupas de cama (3,3 milhões de dólares).

Outro setor que superou todas as expectativas foi o dos chamados “produtos animais impróprios para a alimentação humana”, na verdade subprodutos obtidos a partir do abate de animais, que são utilizados principalmente na composição de adubos orgânicos. Neste ano já foram exportados 1,1 milhão de dólares, para Itália, Alemanha e Bélgica.

As novidades do mês de setembro ficaram por conta das exportações de gengibre e de mandioca para a França. Apesar dos valores ainda reduzidos, esta é a primeira vez que o Rio Grande do Norte inclui estes produtos na pauta externa, ampliando o leque de possibilidades de novos negócios: foram 4.710 dólares para pouco mais de 3,6 mil quilos para o gengibre e 560 dólares para apenas 1.863 quilos.

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