Economia

Petróleo e petroquímica são mais de 60% do PIB da Bahia

Estado aguarda o leilão para intensificar crescimento da indústria.

IG
25/04/2013 15:51
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A Petrobras vê com bons olhos a retomada da produção baiana, uma vez que o petróleo local tem alto valor agregado, sendo excelente para o refino.
Outro mercado que deve voltar a ganhar fôlego é a produção de gás. Isso porque a redução da atividade industrial, no último ano, provocou a queda do setor, uma vez que não existe um sistema de estocagem.
Com a previsão de chegada de quase 550 empresas na Bahia, a tendência é que a demanda volte a subir, exigindo carga máxima de produção. “Hoje produzimos mais do que o consumo”, destaca Paulo Roberto Guimarães, superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia.
Se o desenvolvimento do parque industrial beneficiará o setor de petróleo e gás, uma nova licitação pode auxiliar ainda mais a produção. Em outubro, o governo realiza o primeiro leilão específico para exploração de gás e óleo não convencional.
O mesmo que fez os Estados Unidos se tornarem independentes do gás estrangeiro. “Estamos na expectativa pelo leilão do fim do ano, que deve liberar reservas que prometem uma grande produção de gás não convencional, uma fonte de energia e de matéria-prima promissora”, salientou Guimarães.
Simultaneamente, o setor receberá no fim do ano o estaleiro da Enseada do Paraguaçu, que já tem US$ 6 bilhões de encomendas e tem atraído uma série de empresas para o seu entorno. Já estão sendo desenvolvidos dois distritos industriais na região.
O espaço, além de trabalhar para a indústria petrolífera baiana, também poderá atender demandas nacionais. O estaleiro deve receber máquinas de exploração do pré-sal para manutenção. Hoje, o petróleo e a petroquímica representam dois terço do PIB da Bahia.
Além da recuperação do setor de petróleo e gás, a Bahia tem procurado atrair uma série de empresas de outros ramos. O secretário James Correia chegou no seminário logo após participar de um evento do setor automobilístico em São Paulo. “Vamos sair da produção de 250 mil veículos para 600 mil veículos até 2015. A indústria automobilística deve representar 12% a 14% do PIB baiano”, comentou.
Com um misto de rivalidade regional e também político, o secretário fez questão de comparar o desempenho da Bahia com Pernambuco. “Saem da Bahia 24 milhões de toneladas de carga, que é o dobro de Pernambuco. Em 2015, devemos liberar 110 milhões de toneladas”, enfatizou.
Para acompanhar este crescimento da economia, o governo promete melhorar a infraestrutura regional. Ampliação das rodovias, melhoria das ferrovias por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), ampliação e modernização dos portos e aeroportos também estão em pauta.
Além disso, uma melhoria na mobilidade de cargas dentro de Salvador, com a criação da Via Expressa e da ponte que liga a capital a Itaparica. “Vamos investir cerca de US$ 10 bilhões em infraestrutura”, afirmou Guimarães.

A Petrobras vê com bons olhos a retomada da produção baiana, uma vez que o petróleo local tem alto valor agregado, sendo excelente para o refino.

 


Outro mercado que deve voltar a ganhar fôlego é a produção de gás. Isso porque a redução da atividade industrial, no último ano, provocou a queda do setor, uma vez que não existe um sistema de estocagem.

 


Com a previsão de chegada de quase 550 empresas na Bahia, a tendência é que a demanda volte a subir, exigindo carga máxima de produção. “Hoje produzimos mais do que o consumo”, destaca Paulo Roberto Guimarães, superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia.

 


Se o desenvolvimento do parque industrial beneficiará o setor de petróleo e gás, uma nova licitação pode auxiliar ainda mais a produção. Em outubro, o governo realiza o primeiro leilão específico para exploração de gás e óleo não convencional.

 


O mesmo que fez os Estados Unidos se tornarem independentes do gás estrangeiro. “Estamos na expectativa pelo leilão do fim do ano, que deve liberar reservas que prometem uma grande produção de gás não convencional, uma fonte de energia e de matéria-prima promissora”, salientou Guimarães.

 


Simultaneamente, o setor receberá no fim do ano o estaleiro da Enseada do Paraguaçu, que já tem US$ 6 bilhões de encomendas e tem atraído uma série de empresas para o seu entorno. Já estão sendo desenvolvidos dois distritos industriais na região.

 


O espaço, além de trabalhar para a indústria petrolífera baiana, também poderá atender demandas nacionais. O estaleiro deve receber máquinas de exploração do pré-sal para manutenção. Hoje, o petróleo e a petroquímica representam dois terço do PIB da Bahia.

 


Além da recuperação do setor de petróleo e gás, a Bahia tem procurado atrair uma série de empresas de outros ramos. O secretário James Correia chegou no seminário logo após participar de um evento do setor automobilístico em São Paulo. “Vamos sair da produção de 250 mil veículos para 600 mil veículos até 2015. A indústria automobilística deve representar 12% a 14% do PIB baiano”, comentou.

 


Com um misto de rivalidade regional e também político, o secretário fez questão de comparar o desempenho da Bahia com Pernambuco. “Saem da Bahia 24 milhões de toneladas de carga, que é o dobro de Pernambuco. Em 2015, devemos liberar 110 milhões de toneladas”, enfatizou.

 


Para acompanhar este crescimento da economia, o governo promete melhorar a infraestrutura regional. Ampliação das rodovias, melhoria das ferrovias por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), ampliação e modernização dos portos e aeroportos também estão em pauta.

 


Além disso, uma melhoria na mobilidade de cargas dentro de Salvador, com a criação da Via Expressa e da ponte que liga a capital a Itaparica. “Vamos investir cerca de US$ 10 bilhões em infraestrutura”, afirmou Guimarães.

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