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Petróleo do Brasil é mais atrativo do que o da Costa Oeste da África, diz consultoria americana

Apesar da carga tributária, setor brasileiro de petróleo apresenta melhores condições de investimento do que países da África e da própria América do Sul, segundo estudo da Douglas-Westwood, uma das principais consultorias americanas do setor. Brasil ainda dispõe de 6 bilhões de barris em


05/05/2004 00:00
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HOUSTON, TEXAS - Apesar das críticas da maior parte das empresas de petróleo presentes no Brasil, o país ainda apresenta excelentes oportunidades de investimentos em comparação não só a outros países da América do Sul, mas também da Costa Oeste da África. A conclusão é da consultoria americana Douglas-Westwood, uma das mais importantes do setor, que desenvolveu um estudo comparativo sobre a atividade em mais de 50 países.
De acordo com o trabalho, o Brasil ainda tem o equivalente a 6 bilhões de barris de reservas para serem descobertas em sua plataforma continental, que concentra atualmente 14 bilhões de barris. Além disso, relata o documento, o pico da produção do país só deverá ser atingido em 2011, quando se estará a produzir 1,9 milhão de barris diários. Só a partir de 2012, conclui, é que as reservas brasileiras começarão a entrar em declínio até se esgotarem definitivamente em 2050.
Como prova da importância do país para o setor petrolífero mundial, o estudo lembra ainda que, enquanto o Brasil receberá US$ 14 bilhões de investimentos nos próximos quatro anos, apenas para desenvolvimento de campos já descobertos, países como Venezuela e Trinidad Tobago - os que mais se aproximariam do Brasil na América do Sul e Caribe - receberão
US$ 2,2 bilhões e US$ 3 bilhões, respectivamente. "O Brasil apresenta excelentes oportunidades de investimentos. Eu o recomendo para investimentos a meus clientes", afirma o consultor Owen Williams, da Douglas-Westwood.
Embora a carga de impostos do setor no Brasil seja alta, Williams diz que as condições para a atividade nas demais áreas do globo podem ser consideradas piores, atualmente. Como exemplo, ele diz que, mesmo com as exigências de maior nacionalização de conteúdo na atividade exploratória do país, o Brasil ainda apresenta percentuais menores do chamado "local content"
do que em grande parte dos países.
Desenvolvido pelo geólogo Michael Smith, a partir de dados fornecidos pelas próprias empresas do setor - inclusive a Petrobras -, o trabalho revela que, de 1940 até hoje, já foram produzidos no Brasil 7,64 bilhões de barris de óleo por dia. Em 2004, diz o estudo, a indústria brasileira do petróleo começou a entrar na fase de desenvolvimento da produção, uma vez que
demandará um volume maior de investimentos neste segmento do que na perfuração de novos poços.
Enquanto no período de 1999 a 2003 foram investidos US$ 2,867 bilhões em exploração, entre 2004 e 2008 menos capital será dispendido nesse tipo de atividade: US$ 2,490 bilhões. Já o desenvolvimento da produção, que consumiu US$ 12,6 bilhões em recursos entre 1999 e 2003, deverá demandar US$ 14,8 bilhões deste ano até 2008. Na média, serão desembolsados de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões por ano para desenvolvimento de novos campos e US$ 500 milhões anuais para perfuração de novos poços.

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