Preços

Petróleo cai abaixo dos US$ 42 o barril

Reuters
30/08/2004 00:00
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 O preço do petróleo de referência dos Estados Unidos caiu mais de US$ 1 na segunda-feira (30/08). Essa continua redução de margem de lucro está fixada à frágil e apertada capacidade de aumento de produção, nos últimos meses, da OPEP que aliviou os temores quanto a situação no Iraque.
O petróleo leve norte-americano caiu ao seu ponto mais baixo no mês, para US$ 41,30 o barril, mais de US$ 8 abaixo do recorde alcançado este mês. Os investidores internacionais estão se desfazendo de suas posições especulativas. Depois de atingir a baixa do dia, o petróleo recuperou algumas perdas e ao meio dia estava em US$ 41.93.
O mercado do Brent esteve fechado em Londres por causa de um feriado.
Apesar do quadro da última semana, os preços continuam um terço mais alto do que no final de 2003, com os produtores bombeando próximo ao limite para conseguir igualar a demanda.
O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse nesta segunda-feira que o cartel, que controla mais da metade das exportações mundiais, pretende aumentar a capacidade de produção em cerca de 1 milhãos de barris por dia nos próximos meses como um esforço para baixar os preços estratosféricos.
A Opep estima estar bombeando próximo aos 30 milhões de barris por dia, seu nível mais alto desde 1979, num esforço de parar a corrida de preços desse ano.
"Em resposta ao esperado crescimento da demanda no futuro próximo, os países membros planejam aumentar ainda mais a capacidade de produção em cerca de 1 milhão de barris por dia até o final deste ano e durante 2005", informou o presidente da Opep Purnomo Yusgiantoro em um comunicado entregue à imprensa em Jacarta.
"Além disso, planos para expansão adicional de capacidade são viáveis e podem ser iniciados em breve. Entretanto, esta capacidade estaria em operação em cerca de 18 meses após o início do processo"
Apenas Arábia Saudita tem alguma capacidade ociosa significativa entre os 11 membros produtores do cartel, que se encontrarão no dia 15 de setembro para rever a política de produção.
Os exportadores de óleo iraqueado estão em uma produção reduzida de 1,4 milhões de barris por dia na segunda-feira (30/08), comparado com 2 milhões de bpd uma semana atrás, e um oficial iraqueano informou que o trabalho para consertar os oleodutos vai demorar cinco dias.
Bombeiros, no domingo, lutaram para extinguir um incêndio no sul do campo de Rumalia depois que um o vazamento em um oleoduto entrou em combustão.
O tumulto no Iraque e os freqüentes ataques à infra-estrutura de petróleo tem sido o maior fator para justificar a corrida desenfreada dos preços nesse ano.
Os fornecedores mundiais estão lutando para manter suprida a demanda, que está crescendo a passos largos nos últimos 24 anos, deixando pouco espaço para qualquer falha na cadeia de suprimentos.
A maior exportadora russa, a Yukos encara o ultimato esta semana das autoridades fiscais sobre o débito multi bilionário. Analistas esperam que seja dado algum espaço para respirar à empresa, devido as interrupções da produção e exportação.
O presidente Vladimir Putin assegurou ao presidente norte-americado George w. Bush na semana passada, que a Russia, o segundo maior exportador de petróleo, não permitirá que as vendas além-mar caiam em um período em que os preços do petróleo estão próximos às altas históricas.
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