Mercado

Petrobras vai manter política de importação de GNL

Mudanças dependem do setor elétrico brasileiro.

Valor Econômico
07/07/2014 10:36
Visualizações: 1739

 

A Petrobras não pensa, no momento, em mudar o formato de aquisição de Gás Natural Liquefeito (GNL) no mercado internacional. A estatal compra cargas no mercado de curto prazo (spot) e alguns consumidores no Brasil gostariam que as compras fossem de longo prazo, para que o gás entrasse no país mais barato. Graça Foster, presidente da estatal, disse ao Valor que "por hora", continua fazendo compras antecipadas de cargas, ou seja, no mercado spot. Segundo ela, mudanças no modelo de contratação vão depender do setor elétrico brasileiro.
"Acho que na área comercial de gás essas discussões acontecem e devem se tornar mais intensas no médio prazo. Mas tudo vai depender da oferta e demanda, das bases com que seremos demandados pelo setor elétrico para que a gente possa reagir do ponto de vista da contratação dessas cargas", afirmou Graça. "É quase um espelho. Querem de nós uma posição firme [na oferta de GNL] ou não querem? Essa é a questão", completou.
A executiva se refere às premissas para acionamento de térmicas a gás, que segundo o modelo brasileiro costumam ser mais caras porque teoricamente são ligadas somente em momentos de crise. O problema é que há cerca de dois anos as termelétricas a gás geram energia a plena carga, o ano inteiro. Além de elevar o custo da energia no país, esse aumento do consumo para geração elétrica provocou reclamações de clientes industriais e distribuidoras sobre a indisponibilidade de gás nacional, que é mais barato.
Graça Foster discorda da avaliação sobre crise de energia. Diz que atualmente a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra que a demanda por térmicas a gás tende a aumentar, mas acha que isso não pode ser chamado de crise. "É um reconhecimento das facilidades e limitações do sistema hidrotérmico", afirma.
A executiva descreve a participação da Petrobras como "oportunista" quando o assunto é geração térmica a gás. Dona de várias usinas, e ela mesma ex-diretora da área de gás e energia, Graça disse que a estatal vai "ficar olhando" a atratividade dos investimentos em térmicas mas avisa que no atual plano estratégico, com visão até 2030, novas termelétricas não são prioridade. "Construir térmicas não, mas fornecimento de gás sim", emenda.
A entrada da Petrobras no mercado internacional, como compradora de GNL na Bacia do Atlântico, já chamou a atenção de consultorias. A atuação, segundo se percebe, é capaz de aumentar os preços, assim como baixá-los quando ela está fora do mercado. Graça responde dizendo que o Brasil tem aumentado as compras mas não tem a importância do Japão, por exemplo, que aumentou as compras depois do acidente com a usina nuclear de Fukushima.

A Petrobras não pensa, no momento, em mudar o formato de aquisição de Gás Natural Liquefeito (GNL) no mercado internacional. A estatal compra cargas no mercado de curto prazo (spot) e alguns consumidores no Brasil gostariam que as compras fossem de longo prazo, para que o gás entrasse no país mais barato. Graça Foster, presidente da estatal, disse ao 'Valor' que "por hora", continua fazendo compras antecipadas de cargas, ou seja, no mercado spot. Segundo ela, mudanças no modelo de contratação vão depender do setor elétrico brasileiro.

"Acho que na área comercial de gás essas discussões acontecem e devem se tornar mais intensas no médio prazo. Mas tudo vai depender da oferta e demanda, das bases com que seremos demandados pelo setor elétrico para que a gente possa reagir do ponto de vista da contratação dessas cargas", afirmou Graça. "É quase um espelho. Querem de nós uma posição firme [na oferta de GNL] ou não querem? Essa é a questão", completou.

A executiva se refere às premissas para acionamento de térmicas a gás, que segundo o modelo brasileiro costumam ser mais caras porque teoricamente são ligadas somente em momentos de crise. O problema é que há cerca de dois anos as termelétricas a gás geram energia a plena carga, o ano inteiro. Além de elevar o custo da energia no país, esse aumento do consumo para geração elétrica provocou reclamações de clientes industriais e distribuidoras sobre a indisponibilidade de gás nacional, que é mais barato.

Graça Foster discorda da avaliação sobre crise de energia. Diz que atualmente a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra que a demanda por térmicas a gás tende a aumentar, mas acha que isso não pode ser chamado de crise. "É um reconhecimento das facilidades e limitações do sistema hidrotérmico", afirma.

A executiva descreve a participação da Petrobras como "oportunista" quando o assunto é geração térmica a gás. Dona de várias usinas, e ela mesma ex-diretora da área de gás e energia, Graça disse que a estatal vai "ficar olhando" a atratividade dos investimentos em térmicas mas avisa que no atual plano estratégico, com visão até 2030, novas termelétricas não são prioridade. "Construir térmicas não, mas fornecimento de gás sim", emenda.

A entrada da Petrobras no mercado internacional, como compradora de GNL na Bacia do Atlântico, já chamou a atenção de consultorias. A atuação, segundo se percebe, é capaz de aumentar os preços, assim como baixá-los quando ela está fora do mercado. Graça responde dizendo que o Brasil tem aumentado as compras mas não tem a importância do Japão, por exemplo, que aumentou as compras depois do acidente com a usina nuclear de Fukushima.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.