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Petrobras vai "arrumar a casa" até 2014

Graça Foster oficializou na terça o início de produção do FPSO Cidade de Anchieta.

Valor Econômico
07/11/2012 12:45
Visualizações: 724

 

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse na terça-feira (6) que a produção de petróleo da companhia vai "andar de lado" neste e no próximo ano, quando começarão a entrar em operação grandes sistemas de produção na Bacia de Campos.
Durante visita à plataforma Cidade de Anchieta, que começou a produzir no pré-sal do Parque das Baleias, no Espírito Santo, Graça Foster disse ainda que 2012 e 2013 serão para a Petrobras anos "de arrumação da casa" e que o grande desafio da estatal hoje é a curva de produção. A companhia enfrenta uma queda de produção de seus principais campos produtores que, segundo o diretor de exploração e produção, José Formigli, só vai ser corrigida a partir da entrada de grandes sistemas nos campos de Roncador (P-55 e P-62, com capacidade para 180 mil barris de óleo por dia cada); Parque das Baleias (P-58, com 180 mil barris por dia de capacidade); e Papa-Terra (P-61 e P-63, que juntas terão capacidade de 150 mil barris por dia cada). Essas unidades estão previstas para começar a operar em 2013 mas só devem atingir a capacidade total de produção em 2014, ano em que Graça Foster se sentirá mais confortável.
Formigli antecipou que os campos do pré-sal operados pela Petrobras produziram em outubro 205 mil barris de óleo por dia, o que representou cerca de 10% da produção da companhia. O volume é menor que o pico de produção registrado em setembro, com 223 mil barris de óleo e líquido de gás natural (LGN), mas isso se deve à transferência da plataforma Cidade de São Vicente, que fazia o Teste de Longa Duração (TLD) no campo de Iracema Sul, na bacia de Santos, e que vai ser conectada agora ao campo de Sapinhoá Norte.
Sobre a queda de produção de aproximadamente 200 mil do país desde janeiro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Formigli disse que a Petrobras não é a única culpada. O diretor de exploração e produção observou que parte dessa queda se deve à parada da produção no campo de Frade, na Bacia de Campos, operado pela Chevron, que estava produzindo em torno de 67 mil barris por dia até ter a produção paralisada depois de dois derramamentos de óleo.
A Petrobras mantém a meta de fechar 2012 produzindo até 2% acima ou abaixo dos 2,022 milhões de barris/dia na média do ano e conta com a chegada da plataforma Cidade de Itajaí, que está em Cingapura, até o fim de dezembro. Ontem, ao mencionar os novos acréscimos de produção, Formigli frisou que ainda faltam mais dois poços produtores conectados à plataforma de Baleia Azul - o que vai aumentar a atual produção de 65 mil barris/dia para 100 mil barris/dia.
O diretor também chamou atenção para a conexão de novos poços ligados a plataformas existentes e também a novas embarcações. Segundo ele, os novos poços vão permitir um retorno aos níveis de produção dos campos na Bacia de Campos que tiveram desempenho reduzido nos últimos anos. Essa piora no desempenho de campos gigantes de Campos já está sendo combatida pelo programa de aumento da eficiência operacional criado pela empresa, que será ampliado.
A Petrobras também vai aumentar a oferta de gás natural para o mercado. No sábado começa a chegar em Cacimbas, no Espírito Santo, cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de gás produzidos na FPSO Cidade de Anchieta. Graça Foster, que dirigiu a área de gás e energia da Petrobras antes de presidir a companhia, chamou a atenção para o fato de o consumo de gás para geração elétrica ter atingido recordes históricos, tanto no Brasil quanto na Petrobras.
Segundo a estatal, na terça de manhã as térmicas do país geraram 8.374 MW de energia, o que consumiu cerca de 40 milhões de metros cúbicos de gás natural. O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro, informou que o consumo do país está em 92 milhões de metros cúbicos de gás por dia, sendo 40 milhões por dia para térmicas, 40 milhões para a indústria e 12 milhões de metros cúbicos/dia para unidades de refino e fertilizantes da própria Petrobras.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse na terça-feira (6) que a produção de petróleo da companhia vai "andar de lado" neste e no próximo ano, quando começarão a entrar em operação grandes sistemas de produção na Bacia de Campos.


Durante visita à plataforma Cidade de Anchieta, que começou a produzir no pré-sal do Parque das Baleias, no Espírito Santo, Graça Foster disse ainda que 2012 e 2013 serão para a Petrobras anos "de arrumação da casa" e que o grande desafio da estatal hoje é a curva de produção. A companhia enfrenta uma queda de produção de seus principais campos produtores que, segundo o diretor de exploração e produção, José Formigli, só vai ser corrigida a partir da entrada de grandes sistemas nos campos de Roncador (P-55 e P-62, com capacidade para 180 mil barris de óleo por dia cada); Parque das Baleias (P-58, com 180 mil barris por dia de capacidade); e Papa-Terra (P-61 e P-63, que juntas terão capacidade de 150 mil barris por dia cada). Essas unidades estão previstas para começar a operar em 2013 mas só devem atingir a capacidade total de produção em 2014, ano em que Graça Foster se sentirá mais confortável.


Formigli antecipou que os campos do pré-sal operados pela Petrobras produziram em outubro 205 mil barris de óleo por dia, o que representou cerca de 10% da produção da companhia. O volume é menor que o pico de produção registrado em setembro, com 223 mil barris de óleo e líquido de gás natural (LGN), mas isso se deve à transferência da plataforma Cidade de São Vicente, que fazia o Teste de Longa Duração (TLD) no campo de Iracema Sul, na bacia de Santos, e que vai ser conectada agora ao campo de Sapinhoá Norte.


Sobre a queda de produção de aproximadamente 200 mil do país desde janeiro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Formigli disse que a Petrobras não é a única culpada. O diretor de exploração e produção observou que parte dessa queda se deve à parada da produção no campo de Frade, na Bacia de Campos, operado pela Chevron, que estava produzindo em torno de 67 mil barris por dia até ter a produção paralisada depois de dois derramamentos de óleo.


A Petrobras mantém a meta de fechar 2012 produzindo até 2% acima ou abaixo dos 2,022 milhões de barris/dia na média do ano e conta com a chegada da plataforma Cidade de Itajaí, que está em Cingapura, até o fim de dezembro. Ontem, ao mencionar os novos acréscimos de produção, Formigli frisou que ainda faltam mais dois poços produtores conectados à plataforma de Baleia Azul - o que vai aumentar a atual produção de 65 mil barris/dia para 100 mil barris/dia.


O diretor também chamou atenção para a conexão de novos poços ligados a plataformas existentes e também a novas embarcações. Segundo ele, os novos poços vão permitir um retorno aos níveis de produção dos campos na Bacia de Campos que tiveram desempenho reduzido nos últimos anos. Essa piora no desempenho de campos gigantes de Campos já está sendo combatida pelo programa de aumento da eficiência operacional criado pela empresa, que será ampliado.


A Petrobras também vai aumentar a oferta de gás natural para o mercado. No sábado começa a chegar em Cacimbas, no Espírito Santo, cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de gás produzidos na FPSO Cidade de Anchieta. Graça Foster, que dirigiu a área de gás e energia da Petrobras antes de presidir a companhia, chamou a atenção para o fato de o consumo de gás para geração elétrica ter atingido recordes históricos, tanto no Brasil quanto na Petrobras.


Segundo a estatal, na terça de manhã as térmicas do país geraram 8.374 MW de energia, o que consumiu cerca de 40 milhões de metros cúbicos de gás natural. O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro, informou que o consumo do país está em 92 milhões de metros cúbicos de gás por dia, sendo 40 milhões por dia para térmicas, 40 milhões para a indústria e 12 milhões de metros cúbicos/dia para unidades de refino e fertilizantes da própria Petrobras.

 

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