Combustíveis

Petrobras reduz dependência de gasolina importada a partir de junho

Valor Online
10/02/2012 14:56
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A Petrobras espera reduzir a dependência da gasolina importada a partir de junho, quando entrará em operação a nova unidade de coque da Refinaria Presidente Getulio Vargas, a Repar, no Paraná. De acordo com o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, a nova unidade permitirá a produção de mais 30 mil barris por dia.

Em janeiro, o consumo de gasolina no país foi de 493 mil barris por dia, 36% acima de janeiro do ano passado. Desse total, a Petrobras produz cerca de 85% do total e importa os outros 15%. Segundo Costa, dependência de importação só será definitivamente encerrada a partir de 2013, quando entra em operação a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

"Ela não vai produzir gasolina. Vai produzir diesel, QAV [querosene de aviação] e GLP [gás liquefeito de petróleo] e, com isso, liberar as outras refinarias para produzir mais gasolina", disse Costa.

Questionado sobre as manifestações de trabalhadores da obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Costa disse que ainda é cedo para falar em influência no cronograma da construção. Segundo ele, a data base dos operários é em fevereiro e alguns dos cerca de 20 consórcios que trabalham nas obras cruzaram os braços ontem.

"Esperamos que consórcios cheguem a bom termo na negociação", disse o executivo, acrescentando que não sabe quantos dos 15 mil funcionários decidiram cruzar os braços.
 
 
Importação contribui para alta do custo das vendas da Petrobras

O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, ressaltou que o crescimento das importações contribuiu para uma alta do custo dos produtos vendidos pela companhia no quarto trimestre. Entre outubro e dezembro do ano passado, a produção de derivados atingiu 1,949 milhão de barris diários, contra 1,910 milhão de barris/dia nos três últimos meses de 2010.

Em contrapartida, as vendas saltaram de 2,052 milhões de barris de derivados no quatro trimestre de 2010 para 2,229 milhões de barris nos três últimos meses de 2011.

"O aumento das vendas é positivo, mas neste momento tem o efeito perverso que é a necessidade de importação. Temos que satisfazer [a demanda] com importação que não nos é favorável neste momento", disse Barbassa.


Endividamento

De acordo com Barbassa, o endividamento da companhia em 2011 teve forte influência da desvalorização do real. "Nós tivemos um crescimento da nossa alavancagem de 22% para 24%, do terceiro [trimestre do ano passado] para o quarto, e de 16% para 24%, [do quarto trimestre de 2010 para o mesmo trimestre de 2011]. Isso aí tem um efeito bastante grande da desvalorização do real”, disse Barbassa, durante a apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2011.

“Esperamos que esse câmbio se ajuste no tempo”, disse Barbassa. "Mas o mais importante é que a empresa tem disponibilidade [de caixa]", completou. De acordo com o diretor, a companhia tem mais de R$ 50 bilhões em caixa para atender o crescimento da companhia.

Barbassa afirmou que a estatal tem mostrado grande capacidade de levantar os recursos necessários, o que pode ser visto nas últimas emissões feitas pela companhia, com grande demanda por papéis da Petrobras. "Isso nos dá o conforto de que nós estamos no caminho certo e bem entendidos pelo investidor”, completou. 
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