Combustíveis
Reajuste será para ajudar a estatal a financiar seus investimentos.
Valor Econômico
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, defendeu ontem reajuste dos preços dos combustíveis para ajudar a estatal a financiar seus investimentos. Em teleconferência com analistas, ele reconheceu que, se os valores dos derivados de petróleo não forem corrigidos, a Petrobras terá de aumentar o grau de alavancagem (endividamento em relação ao patrimônio), hoje acima do estabelecido no plano de negócios.
Cálculos do mercado indicam que a defasagem dos preços na refinaria, em relação ao mercado internacional, é de 22% a 23,5% na gasolina e de 18% a 24% no diesel. A desvalorização do real acentua o problema. Por outro lado, o governo tem segurado o reajuste por causa da inflação. Segundo Barbassa, a Petrobras tem trabalhado "intensamente no sentido de buscar o ajuste ou o alinhamento dos preços domésticos e internacionais, o que proveria também mais recursos da área operacional para financiar o plano [de negócios]".
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