Combustíveis

Petrobras: preço da gasolina pode subir com alta do petróleo

Folha de São Paulo
25/04/2012 12:45
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A escalada da cotação do petróleo no mundo pode provocar alta nos preços de combustível no Brasil, disse a presidente da Petrobras, Graça Foster.

Caso o preço do barril de petróleo chegue ao patamar de US$ 130 este ano, como indica algumas previsões, a Petrobras terá de repassar essa alta para a gasolina, afirmou a executiva.

"Esse valor tão alto é muito ruim para o desenvolvimento das economias. Porque é inexorável, é impossível (...) que a gente não repasse para o preço futuros patamares, caso esse Brent cresça nas proporções que são apresentadas por alguns previsores".

Segundo Foster, a Petrobras trabalha com o barril a US$ 119. O preço médio do barril em 2011 foi de US$ 111. Em 2010, foi de US$ 80.

A Petrobras, que fornece cerca de 98% da gasolina consumida no Brasil, até o momento não repassou a alta do petróleo no combustível.

Segundo Foster, o não repasse para o preço não tem minimizado a capacidade de investimento da Petrobras. "A conjuntura de preços internacionais não tem afetado a capacidade de investimento da Petrobras".


Etanol

Foster defendeu o incremento da produção de etanol no país como uma solução para os altos preços e necessidade de importação de gasolina.

"Etanol tem que chegar firme, tem que voltar a ser tudo o que ele foi, porque se tem uma coisa que a gente sabe fazer é etanol".

A presidente falou que o momento de "plenitude" do etanol deve ser 2014, e defendeu que o índice de álcool na gasolina, que hoje é de 20%, volte a 25%. A Petrobras Biocombustíveis terá papel no aumento da produção, afirmou.


Argentina

No meio de sua apresentação em audiência pública na Comissão de Minas e Energia, a presidente da Petrobras falou que é seguro investir em petróleo no Brasil. "Não rasgaremos contratos, como acontece em outros países", afirmou.

No entanto, a presidente não quis fazer mais comentário sobre a decisão da Argentina de expropriar a petroleira YPF, do grupo espanhol Repsol.

Foster afirmou que a Petrobras quer continuar produzindo na Argentina. Segundo a presidente, a estatal cumpriu rigorosamente todos os programas exploratórios no país vizinho, respeitou toda a regulação, quesitos de segurança.
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