Petrobras

Petrobras negocia quatro novos contratos no país

A Petrobras está negociando com a PDVSA mais quatro contratos para produção de petróleo em campos maduros na Venezuela e que que devem resultar na criação de novas empresas mistas com participação das duas estatais. A Petrobras já tem quatro empresas mistas no país, nas quais a PDVSA é ma

Valor Econômico
11/01/2007 00:00
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A Petrobras está negociando com a PDVSA mais quatro contratos para produção de petróleo em campos maduros na Venezuela e que que devem resultar na criação de novas empresas mistas com participação das duas estatais. A Petrobras já tem quatro empresas mistas no país, nas quais a PDVSA é majoritária: Petrowayu, Petroritupano, Petroven-bras e Petrokariña.
O negócio foi citado pelo diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, como exemplo de que as mudanças nos contratos para operação na bacia do Orinoco - anunciados segunda-feira pelo presidente Hugo Chávez - não alteram as negociações de projetos conjuntos.

"As empresas mistas estão indo tão bem que estamos negociando novas empresas para aumentar a recuperação de óleo em mais quatro campos maduros na Venezuela", antecipou Cerveró.

O diretor da Petrobras disse ainda que os antigos contratos de prestação de serviços que existiam antes da migração obrigatória, assinados nos anos 90 e que venciam em dezembro de 2005, eram "altamente vantajosos". Mesmo depois de ter as cláusulas alteradas por determinação do governo venezuelano, na chamada "migração", a produção na Venezuela continuou sendo um bom negócio. "Migramos e agora negociamos ampliar os contratos devido ao sucesso que tivemos", disse o diretor.

Desde 2005 a PDVSA e a Petrobras negociam vários projetos conjuntos, inclusive para exploração de gás na Venezuela. No Brasil o mais importante é a refinaria de Pernambuco que vai custar cerca de US$ 3 bilhões. Essa parceria tem como contrapartida a abertura de espaço para a Petrobras produzir petróleo no campo de Carabobo I, que fica na bacia do Orinoco. Após o anúncio de Chávez, a avaliação geral era de que as mudanças poderiam alterar a atratividade dessa parceria, mas Cerveró reforçou o que o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, já tinha dito.

"O contrato de Carabobo será constituído dentro das novas condições. Toda a avaliação técnico-econômico está sendo concebida no conceito de empresa mista."

Na segunda-feira Hugo Chávez disse que vai "estatizar" a produção de petróleo na bacia do Orinoco, onde já atuam a norueguesa Statoil, a francesa Total e as americanas ExxonMobil, ConocoPhillips e Chevron. Elas produzem 566 mil barris por dia na região.

Segundo Cerveró, os contratos de operação na bacia do Orinoco nunca foram de prestação de serviços, mas de concessão para produção. "Agora parece que o Chávez quer a PDVSA majoritária também nessas áreas", disse o executivo.
Ali existem reservas gigantescas de petróleo extrapesado, que antes era classificado como betume, e que pode ser "melhorado" através de uma tecnologia que o transforma em um petróleo sintético mais leve e com mais valor de mercado.

Fonte: Valor Econômico

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