Combustíveis

Petrobras nega reajuste de preços

Jornal do Brasil / A
02/06/2005 00:00
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Executivo da estatal diz que preços da gasolina e do diesel estão em um `bom` patamar frente aos valores externos.

A Petrobras descarta qualquer mudança nos preços da gasolina e do óleo diesel, apesar das quedas sucessivas nas cotações de petróleo até a semana passada. A gasolina está sendo vendida no Brasil pelo mesmo valor do mercado internacional, na ordem de R$ 0,87 cada litro. O diesel, entretanto, dá sinais de que está mais caro no mercado interno cerca de 7% em relação ao preço pago no Golfo do México, de acordo especialistas.
- Foi dito que a Petrobras poderia abaixar o preço, mas a empresa não está pensando nisso; achamos que os preços estão num bom patamar - revela Paulo Maurício Campos, gerente de Investidor Individual da petroleira.
A declaração do executivo foi feita quando um acionista da empresa, presente no evento de investidores Expo Money, na sede da Bolsa de Valores do Rio, perguntou por que os preços da estatal não andam em linha com os internacionais, geralmente abaixo das cotações estrangeiras.
O cenário atual é inverso, mas a lembrança da defasagem não sai da cabeça de investidores e analistas. Tanto que a expectativa agora é de que a estatal aproveite o momento para recuperar margens perdidas. A não ser que o governo aproveite a brecha para baixar a inflação - os combustíveis têm peso significativo na composição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador observado pelo governo nas suas metas de inflação.
Ontem, o preço do barril do petróleo negociado em Nova York voltou a subir e fechou novamente acima dos US$ 54, com a expectativa dos investidores quanto aos níveis das reservas de petróleo e gasolina nos EUA.
O barril para entrega em junho fechou cotado a US$ 54,55, alta de 4,96%.
Analistas do setor petrolífero dizem que os estoques americanos de gasolina e petróleo precisarão apresentar um aumento significativo para que os preços voltem a recuar. A hospitalização, no mês passado, do rei Fahd, da Arábia Saudita, também pressionou as cotações nos últimos dias.
Na semana passada, o Departamento de Energia dos EUA divulgou em seu relatório semanal sobre estoques uma queda de 1,6 milhão de barris de petróleo na semana encerrada em 20 de maio. O relatório desta semana deve ser divulgado amanhã, devido ao feriado do Memorial Day nos EUA, na segunda-feira.

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