Investimento

Petrobras investirá R$100 milhões na expansão da Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica

Projeto ampliará conhecimento sobre toda costa brasileira, em especial a Margem Equatorial e o extremo sul do país, e qualificará tecnologias inéditas.

Redação TN Petróleo, Agência Petrobras
12/02/2025 10:18
Petrobras investirá R$100 milhões na expansão da Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica Imagem: Guarim de Lorena Visualizações: 2561

Na foto: Vice-Almirante Marco Antônio Linhares, da Diretoria de Hidrografia e Navegação, e a gerente executiva do Centro de Pesquisas da Petrobras, Lilian Melo.

A Petrobras assinou Termo de Cooperação (TC) com a Marinha, no valor de R$100 milhões, para expansão da Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica (REMO). Entre os objetivos estão reduzir o custo de monitoramento por boias - tradicionalmente usadas para coletar dados -, expandir o monitoramento da costa brasileira, da Bacia de Pelotas, na região Sul, até a Margem Equatorial, contribuir para ampliar o conhecimento sobre o extenso litoral brasileiro, além de qualificar o uso de veículos autônomos de superfície e subsuperfície. A duração do TC é de cinco anos.

A Margem Equatorial, área que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá, é considerada a nova e mais promissora fronteira exploratória em água profundas. “A cooperação beneficia não só a Petrobras mas todo o País. Temos um enorme litoral que precisa ser monitorado e também compartilhamos dados com a academia, o que contribui para ampliar o conhecimento sobre nossa costa e para o desenvolvimento de tecnologia nacional”, avalia a diretora de Engenharia e Tecnologia da Petrobras, Renata Baruzzi.

Um dos objetivos do Termo de Cooperação é qualificar e licenciar o uso de veículos autônomos de superfície, não tripulados e não operados continuamente, como o SailBuoy e o glider. O SailBuoy é uma espécie de mini-veleiro, controlado via satélite, com operação ininterrupta mantida por baterias carregadas por módulos fotovoltaicos. Esse equipamento também monitora dados meteoceanográficos, com a vantagem de resistir ao mau tempo, que pode impedir a operação segura de um navio. O glider é um veículo autônomo de subsuperfície, como um torpedo, que atinge até mil metros de profundidade e é usado para monitoramento amplo dos oceanos.

Enquanto as boias fazem medições localizadas, os veículos permitem medições mais abrangentes e são usados, por exemplo, para detecção de óleo, medição de correntes, temperatura, salinidade e concentração de oxigênio. Além de mais resistentes às intempéries, a operação com esses veículos robóticos custa cerca de 10% do que se gastaria com a mesma atividade em uma embarcação.

Os dados gerados serão compartilhados com a comunidade científica, por meio de programas como o Programa Nacional de Boias (PNBOIA), que busca implementar a coleta de dados meteorológicos e oceanográficos ao longo da costa brasileira. Associado a esse projeto a Petrobras participa de outros Termos de Cooperação que permitem a academia aumentar os conhecimentos sobre os fenômenos meteoceanográficos como o Programa Antártico Brasileiro (Proantar); o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira e o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (Leplac).

“As medições e avaliações trazem novos dados sobre o comportamento do oceano e aumentam a segurança das operações, contribuindo para segurança ambiental. Além disso, os investimentos da Petrobras em produção e disponibilização de dados meteoceanográficos podem beneficiar atividades como: transporte marítimo, gestão ambiental e planejamento costeiro”, lembra Baruzzi.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
ANP
Prorrogado para 21/9 o prazo para inscrições no Prêmio A...
03/09/26
Saúde e Bem-estar
Nova clínica no Rio mira demanda de saúde ocupacional da...
03/09/26
ABPIP
Produtores independentes apresentam a candidatos ao Gove...
03/09/26
Bacia de Santos
Shell Brasil adquire participação no bloco exploratório ...
02/09/26
ROG.e 2026
Merax confirma participação na ROG.e 2026 com soluções p...
02/09/26
ANP
Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026: anunciadas as seis e...
02/09/26
Mercado Livre
Comerc Energia celebra 25 anos com solidez financeira, e...
02/09/26
PPSA
TotalEnergies e Petrobras vencem lotes do 8º Leilão Spot...
02/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
01/09/26
ANP
Produção de petróleo e gás em julho de 2026 foram de 5,8...
01/09/26
Etanol de milho
Levedura desenvolvida na Unicamp pode tornar a produção ...
01/09/26
Biometano
CGOB: ANP publica Informes Técnicos que permitem início ...
01/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25