Empresas

Petrobras e minoritários fazem acordo para conselho

Estatal ainda não convocou assembléia para este ano.

Valor Econômico
26/03/2013 10:43
Visualizações: 750

 

A Petrobras e os acionistas minoritários estão próximos de fechar um acordo inédito para uma chapa de consenso para o conselho de administração da estatal.
Os investidores de bolsa, se organizados, têm direito a eleger dois participantes - um como representante das ações ordinárias e outro, das preferenciais.
Após um mês de conversas, devem ser indicados para essas vagas o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, dono do grupo siderúrgico Gerdau, e Mauro Rodrigues da Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Gerdau deve ser indicado pelos preferencialistas e Cunha, por detentores de ações ordinárias.
Esta será a primeira vez em que os minoritários de mercado de fato irão eleger os representantes para essas vagas.
Até o fechamento desta edição (do jornal 'Valor'), a Petrobras ainda não havia convocado a assembleia deste ano. O 'Valor' apurou que um dos principais motivos da demora era justamente o diálogo com os minoritários.
Gerdau já é integrante do conselho da estatal, ao lado de Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar e dono da têxtil Coteminas. O empresário do setor siderúrgico está no colegiado desde que essa vaga passou a ser usada, em 2002. Já Gomes da Silva, foi indicado no fim de 2011 e reconduzido na tumultuada assembleia do ano passado.
No ano passado, foi a primeira vez que os minoritários se organizaram para indicar representantes para o conselho da estatal.
Neste ano, o diálogo foi aberto após carta encaminhada pelos investidores estrangeiros Aberdeen, Hermes, Foreign & Colonial (F&C) e BlackRock - este último liderou o movimento para a assembleia de 2012, ao lado da Polo Capital.
A tentativa, porém, foi frustrada porque, na última hora, sem que constasse da proposta da administração, os nomes de Gerdau e Gomes da Silva apareceram para recondução aos cargos, que no mandato anterior já eram ocupados por eles. Os dois receberam indicação e voto dos fundos de pensão de estatais, Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica Federal) e do BNDES, bem como da fundação da própria Petrobras, a Petros.
No fim de fevereiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareceu em ofício, sem citar casos específicos, que o controlador não deve participar da eleição dos membros para os conselhos de administração e fiscal, nem acionistas ligados ao sócio majoritário. Apenas os acionistas de bolsa é que devem votar nessas situações.
O tamanho da Petrobras é um dos fatores que dificultavam a iniciativa de organização dos minoritários. Para elegerem um membro separadamente, esses acionistas precisam ter 15% do capital votante e, no mínimo, 10% do capital social em preferenciais.
Na época da assembleia de 2012, a estatal valia R$ 325 bilhões na BM&FBovespa. Na segunda-feira (25), a companhia estava avaliada em R$ 230 bilhões. No início de março, chegou a valer menos de R$ 200 bilhões.

A Petrobras e os acionistas minoritários estão próximos de fechar um acordo inédito para uma chapa de consenso para o conselho de administração da estatal.


Os investidores de bolsa, se organizados, têm direito a eleger dois participantes - um como representante das ações ordinárias e outro, das preferenciais.


Após um mês de conversas, devem ser indicados para essas vagas o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, dono do grupo siderúrgico Gerdau, e Mauro Rodrigues da Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Gerdau deve ser indicado pelos preferencialistas e Cunha, por detentores de ações ordinárias.


Esta será a primeira vez em que os minoritários de mercado de fato irão eleger os representantes para essas vagas.


Até o fechamento desta edição (do jornal 'Valor'), a Petrobras ainda não havia convocado a assembleia deste ano. O 'Valor' apurou que um dos principais motivos da demora era justamente o diálogo com os minoritários.


Gerdau já é integrante do conselho da estatal, ao lado de Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar e dono da têxtil Coteminas. O empresário do setor siderúrgico está no colegiado desde que essa vaga passou a ser usada, em 2002. Já Gomes da Silva, foi indicado no fim de 2011 e reconduzido na tumultuada assembleia do ano passado.


No ano passado, foi a primeira vez que os minoritários se organizaram para indicar representantes para o conselho da estatal.


Neste ano, o diálogo foi aberto após carta encaminhada pelos investidores estrangeiros Aberdeen, Hermes, Foreign & Colonial (F&C) e BlackRock - este último liderou o movimento para a assembleia de 2012, ao lado da Polo Capital.


A tentativa, porém, foi frustrada porque, na última hora, sem que constasse da proposta da administração, os nomes de Gerdau e Gomes da Silva apareceram para recondução aos cargos, que no mandato anterior já eram ocupados por eles. Os dois receberam indicação e voto dos fundos de pensão de estatais, Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica Federal) e do BNDES, bem como da fundação da própria Petrobras, a Petros.


No fim de fevereiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareceu em ofício, sem citar casos específicos, que o controlador não deve participar da eleição dos membros para os conselhos de administração e fiscal, nem acionistas ligados ao sócio majoritário. Apenas os acionistas de bolsa é que devem votar nessas situações.


O tamanho da Petrobras é um dos fatores que dificultavam a iniciativa de organização dos minoritários. Para elegerem um membro separadamente, esses acionistas precisam ter 15% do capital votante e, no mínimo, 10% do capital social em preferenciais.


Na época da assembleia de 2012, a estatal valia R$ 325 bilhões na BM&FBovespa. Na segunda-feira (25), a companhia estava avaliada em R$ 230 bilhões. No início de março, chegou a valer menos de R$ 200 bilhões.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
Bacia de Campos
ANP fiscaliza plataforma na Bacia de Campos
14/03/26
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23