Empresas

Petrobras discute como fortalecer engenharia

Empresas nacionais querem maior participação em projetos.

Valor Econômico
06/03/2013 17:34
Visualizações: 771

 

A Petrobras vem discutindo formas de fortalecer as empresas nacionais de engenharia. As empresas querem participar, em maior volume, da elaboração de projetos da indústria de petróleo e gás como refinarias e plataformas. Esses projetos são realizados, em grande parte, pela própria estatal. Nas negociações, as empresas cobram da Petrobras maior previsibilidade em relação a novos projetos.
A companhia, apesar de reconhecer a importância de que todos os projetos de engenharia sejam feitos no Brasil, mostra-se cautelosa em contratar em maior escala, como querem as empresas, projetos básicos com o setor privado. O projeto básico é uma das etapas que antecedem à construção dos empreendimentos. A estatal, que passa por fase de ajustes, quer que projetos de refino e de plataformas sejam feitos dentro de métricas internacionais, com o menor custo possível.
A prioridade da Petrobras é concluir obras em andamento, como as refinarias Abreu e Lima (Rnest) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além da construção de oito plataformas idênticas e de outras quatro unidades para atender a cessão onerosa, no pré-sal. Esse é outro problema para as empresas de engenharia uma vez que não há novos projetos em perspectiva a curto prazo. "Não se faz mais projeto a qualquer custo, tem que ser compatível com o que o mundo pratica", disse Marcos Assayag, gerente-executivo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras. Ele afirmou que a Petrobras vem trabalhando junto com a ABCE pelo fortalecimento da engenharia nacional.
Assayag afirmou que um dos pontos centrais do debate está em garantir a ocupação de profissionais nas empresas de engenharia. Esse é um dos pleitos da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE). Mauro Viegas Filho, presidente da ABCE, disse que o desafio é encontrar fórmula que permita às partes chegar ao entendimento. Rodrigo Sigaud, vice-presidente da ABCE, afirmou que a entidade entende que uma das formas de fortalecer a engenharia nacional é permitir que as empresas façam projetos mais nobres e participem de um maior volume de projetos básicos na área de óleo e gás, como fazem em outros setores, como o de mineração. A ABCE reúne mais de 100 empresas.
Assayag reconheceu, porém, que não é simples repassar para as empresas nacionais a execução de projetos básicos nas áreas de refino e de exploração e produção (E&P), embora afirme que nem todo projeto básico é realizado no Cenpes. Citou como exemplo os projetos das plataformas da cessão onerosa em que o Cenpes fez parte do projeto básico e outra parte foi realizada pela empresa Chemtec.
A estratégia da Petrobras é fazer parte do projeto básico no Cenpes e contratar empresas para fazer o detalhamento do projeto nas instalações das próprias companhias. "A nossa opção para fortalecer a engenharia nacional é realizar [no Cenpes] um escopo de projeto básico mais reduzido e, com uma definição clara de escopo, contratar o FEED [o pré-detalhamento, no mercado]. Concordamos que para unidades periféricas [de refino], o projeto básico pode ser passado, a título experimental, para a engenharia nacional", afirmou.
Assayag disse que, na exploração e produção, a dinâmica de um projeto básico de um navio-plataforma de produção (conhecido em inglês pela sigla FPSO) é diferente do refino. No E&P, o trabalho costuma começar com dados incipientes que são usados em estudos ou pré-projetos e que posteriormente se transformam em projetos básicos. "Dependendo do modelo de negócio [considerando, por exemplo, a existência de parceiros nas operações dos campos petrolíferos), tais estudos não podem ser compartilhados com empresas externas", disse Assayag. E acrescentou: "Tão logo o escopo de trabalho esteja completamente definido, as empresas de engenharia poderão atuar no desenvolvimento do FEED [um projeto básico estendido de engenharia]", afirmou.

A Petrobras vem discutindo formas de fortalecer as empresas nacionais de engenharia. As empresas querem participar, em maior volume, da elaboração de projetos da indústria de petróleo e gás como refinarias e plataformas. Esses projetos são realizados, em grande parte, pela própria estatal. Nas negociações, as empresas cobram da Petrobras maior previsibilidade em relação a novos projetos.


A companhia, apesar de reconhecer a importância de que todos os projetos de engenharia sejam feitos no Brasil, mostra-se cautelosa em contratar em maior escala, como querem as empresas, projetos básicos com o setor privado. O projeto básico é uma das etapas que antecedem à construção dos empreendimentos. A estatal, que passa por fase de ajustes, quer que projetos de refino e de plataformas sejam feitos dentro de métricas internacionais, com o menor custo possível.


A prioridade da Petrobras é concluir obras em andamento, como as refinarias Abreu e Lima (Rnest) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além da construção de oito plataformas idênticas e de outras quatro unidades para atender a cessão onerosa, no pré-sal. Esse é outro problema para as empresas de engenharia uma vez que não há novos projetos em perspectiva a curto prazo. "Não se faz mais projeto a qualquer custo, tem que ser compatível com o que o mundo pratica", disse Marcos Assayag, gerente-executivo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras. Ele afirmou que a Petrobras vem trabalhando junto com a ABCE pelo fortalecimento da engenharia nacional.


Assayag afirmou que um dos pontos centrais do debate está em garantir a ocupação de profissionais nas empresas de engenharia. Esse é um dos pleitos da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE). Mauro Viegas Filho, presidente da ABCE, disse que o desafio é encontrar fórmula que permita às partes chegar ao entendimento. Rodrigo Sigaud, vice-presidente da ABCE, afirmou que a entidade entende que uma das formas de fortalecer a engenharia nacional é permitir que as empresas façam projetos mais nobres e participem de um maior volume de projetos básicos na área de óleo e gás, como fazem em outros setores, como o de mineração. A ABCE reúne mais de 100 empresas.


Assayag reconheceu, porém, que não é simples repassar para as empresas nacionais a execução de projetos básicos nas áreas de refino e de exploração e produção (E&P), embora afirme que nem todo projeto básico é realizado no Cenpes. Citou como exemplo os projetos das plataformas da cessão onerosa em que o Cenpes fez parte do projeto básico e outra parte foi realizada pela empresa Chemtec.


A estratégia da Petrobras é fazer parte do projeto básico no Cenpes e contratar empresas para fazer o detalhamento do projeto nas instalações das próprias companhias. "A nossa opção para fortalecer a engenharia nacional é realizar [no Cenpes] um escopo de projeto básico mais reduzido e, com uma definição clara de escopo, contratar o FEED [o pré-detalhamento, no mercado]. Concordamos que para unidades periféricas [de refino], o projeto básico pode ser passado, a título experimental, para a engenharia nacional", afirmou.


Assayag disse que, na exploração e produção, a dinâmica de um projeto básico de um navio-plataforma de produção (conhecido em inglês pela sigla FPSO) é diferente do refino. No E&P, o trabalho costuma começar com dados incipientes que são usados em estudos ou pré-projetos e que posteriormente se transformam em projetos básicos. "Dependendo do modelo de negócio [considerando, por exemplo, a existência de parceiros nas operações dos campos petrolíferos), tais estudos não podem ser compartilhados com empresas externas", disse Assayag. E acrescentou: "Tão logo o escopo de trabalho esteja completamente definido, as empresas de engenharia poderão atuar no desenvolvimento do FEED [um projeto básico estendido de engenharia]", afirmou.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
Bacia de Campos
ANP fiscaliza plataforma na Bacia de Campos
14/03/26
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23