Comemoração

Petrobras completa 56 anos preparada para o futuro

A Petrobras completou 56 anos neste sábado (3) em uma fase especial de sua história, marcada pela descoberta do pré-sal e a possibilidade de a empresa dobrar de tamanho. São inúmeros projetos de grande porte, recorde de investimentos e metas desafiadoras.

Agência Petrobras
05/10/2009 09:53
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A Petrobras completou 56 anos neste sábado (3) em uma fase especial de sua história, marcada pela descoberta do pré-sal e a possibilidade de a empresa dobrar de tamanho. São inúmeros projetos de grande porte, recorde de investimentos e metas desafiadoras.

 

Maior produtora de petróleo em águas profundas do mundo, com 23% das operações globais neste horizonte, a Petrobras capacitou-se em tecnologia e recursos humanos no decorrer de uma história de desafios que começou em 1969, com a primeira descoberta de petróleo na plataforma continental brasileira, o campo de Guaricema, no mar de Sergipe, ainda em águas rasas.

 

De uma pequena refinaria na Bahia, recebida do Conselho Nacional de Petróleo, o parque de refino da Companhia chegou a 15 refinarias (11 no Brasil e 4 no exterior). A Petrobras tornou-se uma empresa integrada de energia que hoje domina a tecnologia necessária para conduzir - do poço ao posto e ao poste - todas as atividades do setor de petróleo, gás natural e energia.

 

Hoje, a empresa está posicionada no pequeno grupo de companhias globais que produzem mais de 2,5 milhões de barris de petróleo e gás natural equivalente (boe) por dia. A produção, quando a empresa iniciou suas operações, era de apenas 2,7 mil barris por dia, extraídos de reservas de 170 mil barris. Hoje, são 14 bilhões de barris recuperáveis, marca que deverá dobrar somente com os volumes de cinco áreas do pré-sal que tiveram avaliação preliminar.

 

Com todo esse histórico, a proposta de novo modelo regulatório apresentada pelo Governo ao Congresso Nacional prevê um papel estratégico para a Petrobras. A empresa deverá ser a operadora única - com percentual mínimo de 30% de participação - de todos os blocos explorados sob o regime de partilha. Caso a proposta seja aprovada, o sistema de partilha substituirá o regime de concessão para as áreas do pré-sal e áreas estratégicas ainda não licitadas. Para os 70% restantes, a União poderá contratar exclusivamente a Petrobras ou realizar licitações com livre participação das empresas.

 

A proposta também prevê o sistema de cessão onerosa de direitos. A União poderá ceder à Petrobras o direito de exercer atividades de exploração e produção, por sua conta e risco, em determinadas áreas do pré-sal, no limite de até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural. Para ampliar a capacidade de investimento da Petrobras, levando em consideração inclusive os investimentos necessários para o desenvolvimento das atividades na região do pré-sal, o projeto de lei da cessão onerosa também autoriza o aumento de capital da Petrobras.

 

De Guaricema ao pré-sal

 

Poucos anos depois da descoberta de Guaricema, a Companhia encontrava, em 1974, o primeiro campo de petróleo na Bacia de Campos – Garoupa – em águas de cerca de 100 metros de profundidade. Começava, então, a série de descobertas em águas cada vez mais profundas até chegar aos campos gigantes.

 

Em 2006, a Petrobras conquistou para o Brasil a autossuficiência em petróleo, passando a produzir um volume superior à demanda nacional. Esta posição privilegiada, que poucas nações industrializadas do mundo possuem, é resultado de muito trabalho, grandes investimentos e desenvolvimento tecnológico de excelência.

 

Estes passos da Petrobras, num momento em que os preços internacionais do petróleo não encorajavam empreitadas desta natureza, foram fundamentais para a escalada futura em direção às águas profundas. Tudo isso levou à descoberta de petróleo no horizonte do pré-sal, considerada uma das maiores fronteiras exploratórias dos últimos anos no mundo.

 

Desafios e responsabilidades

 


Coragem para vencer desafios é uma marca da Petrobras. Em janeiro do corrente ano, por exemplo, quando uma das maiores crises econômicas mundiais alarmava o mundo, a Petrobras lançava o Plano de Negócios para o período 2009 – 2013 prevendo investimentos superiores a US$ 174 bilhões. Além dos grandes projetos para produção das reservas já apropriadas nas áreas do pós-sal, das descobertas que vêm se repetindo no pré-sal e de projetos de cinco unidades de refino, o plano envolve encomendas para toda a infraestrutura logística destinada a levar petróleo, gás e derivados para o consumo nas diversas regiões do País. Serão, inicialmente, 40 sondas de perfuração submarina, 250 novas unidades marítimas, incluindo plataformas de produção, navios-tanque e barcos de apoio, terminais marítimos e terrestres, milhares de quilômetros de dutos e dezenas de aeronaves.

 

São projetos estruturantes com impactos em toda a cadeia produtiva do País. Para atender ao grande volume de encomendas para estes projetos, a Petrobras vem firmando convênios com empresas, instituições de pesquisa e universidades para ampliar a abrangência e a capacitação da indústria brasileira.

 

Foram 56 anos de superação de desafios e de desenvolvimento tecnológico que a credenciam para atender às responsabilidades que terá com a proposta de novo modelo regulatório encaminhada ao Congresso Nacional.  As recentes descobertas no pré-sal, com 100% de sucesso na Bacia de Santos, seu quadro técnico de capacitação mundialmente reconhecida, e seu robusto crescimento nos últimos anos, sem paralelo no mundo do petróleo, estabeleceram bases concretas para a construção de um futuro de realizações ainda maiores. Um futuro em que a riqueza oriunda da indústria brasileira do petróleo contribuirá cada vez mais para o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

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