Economia
A Petrobras assinou ontem (15/4) com a China Petrochemical Cooperation (Sinopec) e o China Development Bank Corporation (CDB) um Acordo de Cooperação Estratégica com o objetivo de avaliar oportunidades em áreas de cooperação que possam gerar benefícios mútuos para as partes. O Acordo é um
Agência PetrobrasA Petrobras assinou ontem (15/4) com a China Petrochemical Cooperation (Sinopec) e o China Development Bank Corporation (CDB) um Acordo de Cooperação Estratégica com o objetivo de avaliar oportunidades em áreas de cooperação que possam gerar benefícios mútuos para as partes. O Acordo é um desdobramento do Memorando de Entendimento (MOU) assinado entre a Petrobras e a Sinopec em 19 de Maio de 2009.
O acordo inclui a cooperação entre a Petrobras e a Sinopec nas seguintes áreas: Exploração e Produção (E&P); Refino, Transporte e Comercialização (RTC); Petroquímica e fertilizantes; e fornecimento de bens e serviços em geral.
Na área de E&P destaca-se a intenção de avaliar futuras parcerias, incluindo a possibilidade de venda de parte da participação da Petrobras nos blocos BM-PAMA-3 e BM-PAMA-8, localizados na Bacia Pará-Maranhão.
Em RTC e Petroquímica, as partes pretendem avaliar oportunidades de parceria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, além da possibilidade de novos contratos de fornecimento de petróleo para a Sinopec.
O acordo inclui ainda a cooperação com o CDB em relação à possibilidade de financiamentos bilaterais, a serem negociados entre as partes, caso a Petrobras demande financiamento no âmbito do Acordo de Cooperação.
A palavra do presidente da Petrobras
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, participou nesta quinta-feira, em São Paulo, durante 21º Congresso Brasileiro do Aço, do painel “Tendências dos Grandes Setores Consumidores – Projetos Especiais” (Copa 2014; Olimpíadas 2016; Pré-sal; Minha Casa, Minha Vida; e Trem bala).
De acordo com Gabrielli, a Petrobras firmou um Acordo de Cooperação Estratégica com a Sinopec (maior fornecedora de produtos químicos e derivados do petróleo na China) abrindo possibilidades de negociações para cooperação em diversos segmentos de interesses mútuos. “Na área de E&P estamos discutindo a possibilidade de venda de parte da participação da Petrobras nos blocos exploratórios BM-PAMA 3 e BM-PAMA 8, localizados na Bacia Pará-Maranhão”, disse.
Na área de refino e petroquímica, a companhia pretende avaliar oportunidades de parcerias no Comperj além de possibilidades de novos contratos de fornecimento de Petróleo para a Sinopec. O presidente da Petrobras completou: “Além disso, temos um contrato de cooperação com o China Development Bank (CDB) em relação às possibilidades de financiamentos bilaterais a serem negociados futuramente entre as partes”.
Questionado sobre o empréstimo de 10 bilhões de dólares feito pelo China Development Bank, Gabrielli esclareceu que os contratos (Sinopec e CDB) são independentes, e que o acordo não constitui uma operação de garantia de crédito. “Já sacamos entre 7 e 7,5 bilhões de dólares. Mas é importante dizer são duas operações completamente separadas. Existe o empréstimo de 10 bilhões de dólares, que a Petrobras pagará em dinheiro. Outra operação é o contrato comercial que temos com a Sinopec de entregar até 200 mil barris por dia de petróleo em condições de mercado. São duas coisas separadas que se conectam apenas porque a conta que a gente paga é a mesma, mas são contratos completamente diferentes”.
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