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Petrobras anuncia 15 novas plataformas até 2026 em reunião do Conselho de Petróleo e Gás da Firjan

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
16/12/2021 06:32
Petrobras anuncia 15 novas plataformas até 2026 em reunião do Conselho de Petróleo e Gás da Firjan Imagem: Vinicius Magalhães, Firjan Visualizações: 1596

A apresentação do Plano Estratégico da Petrobras para o quinquênio 2022-2026 foi o destaque da reunião do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, em 13/12. A empresa ampliou em 24% a programação de seus investimentos em relação ao plano anterior, devendo chegar a US$ 68 bilhões. E anunciou a entrada em operação de 15 novas plataformas próprias de produção de petróleo e gás, a maior parte no pré-sal do Rio de Janeiro.

“Nosso compromisso com a economia fluminense é enorme, aqui estão nossos principais investimentos. A interação com a classe empresarial do Rio é fundamental. Ninguém conhece mais a Petrobras que nossos fornecedores de bens e serviços”, declarou Roberto Furian Ardenghy, diretor executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da companhia.
Na área de refino, há previsão de investimento de US$ 6,1 bilhões nos próximos cinco anos, sendo US$ 1,5 bilhão na integração entre a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e o GasLub Itaboraí, para a produção de derivados de alta qualidade e de óleos básicos. “No GasLub, está prevista uma planta de óleo lubrificante para diesel S-10 (com teor de enxofre menor) e uma unidade processadora de gás natural. Estimamos a geração de 10 mil empregos”, detalhou Rafael Chaves, gerente executivo de Estratégias da Petrobras, que foi anunciado como o substituto de Ardenghy.

Do total de investimentos até 2026, 84% vão para exploração e produção e 9% para refino. Questionado por Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval na Firjan, sobre o compromisso da petroleira com o conteúdo local, Chaves disse acreditar na competência da indústria nacional. “Mas o processo licitatório é competitivo e regrado. A indústria tem que ser capaz de ofertar os produtos que precisamos no Brasil”.

Preço do gás em xeque

A preocupação com o reajuste do gás natural foi levada por Luiz Césio Caetano, presidente em exercício da Firjan. “Há uma enorme discussão do custo do gás natural versus a competitividade da indústria do Rio. Achamos que é possível avançar. As empresas não poderão sobreviver com a magnitude de aumento de 50% na molécula”, pontuou.
Chaves explicou que o preço sobe para seguir o mercado internacional, “não para mirar lucro”, e que 40% dos combustíveis líquidos consumidos no Brasil são importados. O preço do gás teria sido fruto de uma crise mundial, segundo ele. Em 2021, a Petrobras importou quase 120 cargas de gás, contra 20 no ano passado.

A demanda é grande em vários países, acrescentou. “Em 2021, a Petrobras está retornando à União mais de R$ 220 bilhões em dividendos, tributos e participações especiais e cabe ao governo decidir o que fazer com o dinheiro, pode ser subsidiar a indústria”, sugeriu Chaves. 

Saiba mais: Firjan encaminha carta às autoridades pedindo a manutenção dos contratos vigentes de gás natural

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