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Pesquisa mostra o perfil da logística do transporte de cargas em MS

<P>O IEL/MS divulgou os resultados da pesquisa “Levantamento de Estrutura para Escoamento da Produção”, realizada a pedido do Coinfra (Conselho Temático de Infra-Estrutura) da Fiems - Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul - onde foi identificado o perfil da estrutura logística de...

Capital News - MS
09/12/2008 22:00
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O IEL/MS divulgou os resultados da pesquisa “Levantamento de Estrutura para Escoamento da Produção”, realizada a pedido do Coinfra (Conselho Temático de Infra-Estrutura) da Fiems - Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul - onde foi identificado o perfil da estrutura logística de transporte de cargas, seus principais problemas e os impactos nas indústrias do Estado.

O resultado foi apresentado ontem (9) durante a segunda reunião do Fórum Permanente de Logística do Estado, realizada, a partir das 14 horas, no auditório do Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande.


Realizada com 95 empresas de 16 municípios do Estado, sendo 65 de Campo Grande (68,42%) e outras 30 de 15 municípios do interior, a pesquisa apontou que a maioria das empresas pesquisadas (33,68%) é formada por microempresas e 25,26% por empresas de pequeno porte, totalizando 58,94%, enquanto as médias e grandes somam 41,05% do total pesquisado.

A maior concentração de empresas pesquisadas está nas atividades de indústrias de alimentos, indústria metalúrgica, indústria de máquinas e equipamentos, indústria de produtos químicos e fabricação e beneficiamento de madeira e móveis.

Das empresas que responderam a pesquisa somente 23,91% vendem seus produtos para outro País e 56,52% vendem seus produtos em Mato Grosso do Sul e para outros Estados do Brasil, enquanto os 19,57% restantes fazem somente vendas locais. Entre as empresas pesquisadas, 92% utilizam o transporte rodoviário e a média de utilização para as cargas é de 96,10%.

Outros transportes

Quanto ao transporte ferroviário, somente 1% das empresas pesquisadas o utiliza e a média de utilização é de 25%. Já o transporte aquaviário, que engloba o fluvial e o marítimo, é utilizado por 6% das empresas pesquisadas e a média de utilização é de 43,5%, sendo que somente no caso do transporte aéreo 11% das empresas declaram que o utilizam, porém, a média de utilização é de 24,82%, cabendo citar que apenas 7% das empresas pesquisadas utilizam o modal aéreo para exportação.

Com relação aos problemas do transporte rodoviário de cargas no Estado, a pesquisa apontou que 30,21% das indústrias ouvidas consideram o alto valor do frete como principal entrave. Em segundo lugar na dificuldade no transporte de carga aparecem as más condições das estradas e rodovias e, por último, o tempo elevado gasto com o transporte da carga até o destino final

Já a maior dificuldade na utilização de terminais aeroportuários para o transporte de cargas no Estado apontada pelas indústrias na pesquisa é o alto custo das tarifas aéreas. Também aparecem as outras dificuldades como tipo de produto inviável para o transporte aéreo, impostos, volume de carga excessiva, empresas não flexíveis. Além disso, as empresas entrevistadas desconhecem a estrutura existente no aeroporto da Capital e dificuldades técnicas.

Divulgação

De acordo com o presidente do Coinfra, Kleber Recalde, os dados completos da pesquisa serão apresentados nesta terça-feira. “Queremos discutir todos os elos da cadeia produtiva para melhorar e potencializar essa infra-estrutura reduzindo custos e tornando as nossas indústrias mais competitivas”, explicou, completando que, por conta da infra-estrutura restrita que o Estado tem hoje, a movimentação de cargas se torna o grande gargalo para as indústrias.

Segundo ele, para levantar essa demanda foi realizada a pesquisa para conhecer o perfil das indústrias de todo o Estado. “Procuramos saber o porte destas indústrias, o volume de importações e exportações entre outros dados. Com base nestas informações, vamos distribuir todas as modalidades e os gargalos que impedem a melhoria da expansão industrial, com isso poderemos mensurar melhor os investimentos”, ressaltou.

Também durante a reunião de ontem será discutido o tema “Implantação de políticas públicas e privada em Infra-Estrutura”, com o Assessor Especial da Infraero, Valdeci Arcanjo Novaes. Ainda fará parte das discussões “A importância da Rota Inter-Oceânica para o Estado de Mato Grosso do Sul”, apresentada pelo secretário de Desenvolvimento Industrial e Econômico de Corumbá, Fermiano Yarzon, sendo que o superintendente-regional do Sudeste da Infraero, Reinaldo João Souza, estará presente.

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