Economia

Perda de ritmo da economia vai pesar sobre empresas até meados de 2015

Setores de energia, logística, transportes e commodities devem ser afetados.

Valor Online
31/07/2014 16:26
Visualizações: 997

 

A agência de classificação de risco Moody’s acredita que a perda de ritmo da economia brasileira vai continuar a pesar sobre o desempenho das companhias ao menos até meados de 2015, diz a instituição em relatório divulgado nesta quinta-feira. Os setores que devem ser mais afetados, acrescenta, são o de commodities, transportes, logística e energia.
“O ambiente macroeconômico continua desafiador em 2014”, afirma Barbara Mattos, analista-sênior da agência. “A economia sofre com consumo estagnado, investimentos menores e a deterioração da confiança dos investidores”, acrescenta. “O consumo e a disponibilidade de crédito perderam gás e o avanço da inflação e do endividamento das famílias deixou os consumidores menos propensos a gastar.”
O cenário traçado pela Moody’s inclui vários fatores adversos. Além do crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) — a projeção é de alta de 1,3 em 2014 e de 1,5% no ano que vem —, o baixo nível das chuvas e a menor demanda por minério e aço aparecem como pressão adicional ao resultado das empresas.
No entanto, nas projeções da agência, ao menos as exportadores de carne bovina e frango podem se beneficiar do real ainda fraco diante das principais moedas globais e aumentarem seu nível de competitividade com as concorrentes internacionais. Desde o começo do ano, por outro lado, a moeda já se valorizou na comparação com o dólar.
O relatório lembra também que a baixa precipitação pluviométrica e o clima adverso aumentaram os riscos de um racionamento de energia por conta das baixas nos reservatórios. Se a obrigação de economia da energia de fato ocorrer, a produção industrial seria reduzida e no geral, os custos subiriam e apertariam as margens das companhias, acrescenta a instituição.
Outro setor afetado pelo clima seria o sucroalcooleiro. “As produtoras de açúcar e etanol terão mais um ano difícil em 2015, com baixa disponibilidade da cana e preços em queda para o álcool”, comenta a Moody’s. Por outro lado, o texto ressalta que as elétricas com energia descontratada continuarão tendo ganhos com a redução nas chuvas.
Adicionalmente, a economia doméstica mais fraca derrubaria a performance de empresas de transporte e logística também até o ano que vem, mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuaria beneficiando as construtoras, diz a agência.
No caso das mineradoras e siderúrgicas, é o baixo preço dos insumos e a procura menor pelos produtos que pesariam sobre seu balanço e, consequentemente, saúde financeira. O preço do minério de ferro continua em trajetória de queda na média de cotações do ano, enquanto a competição das produtoras de aço com os itens importados se acirrou.

A agência de classificação de risco Moody’s acredita que a perda de ritmo da economia brasileira vai continuar a pesar sobre o desempenho das companhias ao menos até meados de 2015, diz a instituição em relatório divulgado nesta quinta-feira. Os setores que devem ser mais afetados, acrescenta, são o de commodities, transportes, logística e energia.

“O ambiente macroeconômico continua desafiador em 2014”, afirma Barbara Mattos, analista-sênior da agência. “A economia sofre com consumo estagnado, investimentos menores e a deterioração da confiança dos investidores”, acrescenta. “O consumo e a disponibilidade de crédito perderam gás e o avanço da inflação e do endividamento das famílias deixou os consumidores menos propensos a gastar.”

O cenário traçado pela Moody’s inclui vários fatores adversos. Além do crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) — a projeção é de alta de 1,3 em 2014 e de 1,5% no ano que vem —, o baixo nível das chuvas e a menor demanda por minério e aço aparecem como pressão adicional ao resultado das empresas.

No entanto, nas projeções da agência, ao menos as exportadores de carne bovina e frango podem se beneficiar do real ainda fraco diante das principais moedas globais e aumentarem seu nível de competitividade com as concorrentes internacionais. Desde o começo do ano, por outro lado, a moeda já se valorizou na comparação com o dólar.

O relatório lembra também que a baixa precipitação pluviométrica e o clima adverso aumentaram os riscos de um racionamento de energia por conta das baixas nos reservatórios. Se a obrigação de economia da energia de fato ocorrer, a produção industrial seria reduzida e no geral, os custos subiriam e apertariam as margens das companhias, acrescenta a instituição.

Outro setor afetado pelo clima seria o sucroalcooleiro. “As produtoras de açúcar e etanol terão mais um ano difícil em 2015, com baixa disponibilidade da cana e preços em queda para o álcool”, comenta a Moody’s. Por outro lado, o texto ressalta que as elétricas com energia descontratada continuarão tendo ganhos com a redução nas chuvas.

Adicionalmente, a economia doméstica mais fraca derrubaria a performance de empresas de transporte e logística também até o ano que vem, mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuaria beneficiando as construtoras, diz a agência.

No caso das mineradoras e siderúrgicas, é o baixo preço dos insumos e a procura menor pelos produtos que pesariam sobre seu balanço e, consequentemente, saúde financeira.

O preço do minério de ferro continua em trajetória de queda na média de cotações do ano, enquanto a competição das produtoras de aço com os itens importados se acirrou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
23/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
ROG.e 2026
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
ROG.e 2026
Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilid...
22/09/26
ROG.e 2026
Firjan marca presença na abertura da ROG.e 2026 e firma ...
22/09/26
ROG.e 2026
ABB apresenta na ROG.e 2026 portfólio integrado para ope...
22/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias que respondem aos ...
22/09/26
ROG.e 2026
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (opera...
21/09/26
Brandend Content
Integridade de ativos offshore: como a integração entre ...
21/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25