Hidrelétricas

Perda de energia com usinas sem grandes reservatórios não define uso de térmicas

Afirmação é da EPE.

Agência Brasil
03/07/2013 11:07
Visualizações: 1018

 

O superintendente de Planejamento de Geração da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, Oduvaldo Silva, disse na terça-feira (2) que a perda de energia com a construção de hidrelétricas sem grandes reservatórios "é uma questão procedente", mas não é determinante para o uso das usinas térmicas.
Mais cedo, integrantes do Clube de Engenharia e do Comitê Brasileiro de Barragens criticaram, durante seminário sobre os reservatórios, a construção de hidrelétricas sem grandes reservatórios, chamadas de usinas a fio d'água, alegando perda de energia, pois as usinas ficam expostas às variações do fluxo dos rios, o que tende a aumentar o uso de térmicas em períodos de escassez.
“Essa questão é procedente, não há dúvida [perda de energia]. Eu não diria que ela é determinante para o uso das térmicas, porque isso depende de vários fatores. Mas ela dificulta que você retire do rio todo o seu potencial hidrelétrico que conseguiria retirar se esse reservatório estivesse regularizado”, disse Silva, que também participou do seminário A Importância dos Reservatórios para a Maior Regularização de Vazões e Armazenamento de Energia, no auditório do clube.
O superintendente da EPE chamou a atenção, entretanto, para o fato de que usinas a fio d'água, ao contrário do que muitos pensam, também têm reservatórios. “Ela [usina] só não tem um reservatório com volume suficiente para regularizar. Mas ela também tem reservatório”.
Segundo ele, o reservatório não é o“vilão” na questão da perda de energia e utilização das térmicas. De acordo com Silva, muitas vezes, as empresas não encontram condições topográficas, geológicas e hidrológicas para construir uma obra capaz de acumular água no período da cheia, para ser usada durante a seca. “Quando você tem possibilidade e não tem tanta limitação, como tem hoje, não há por que não fazer”.
Silva concorda que existe muita restrição ambiental para a construção de usinas com reservatórios de regularização, que armazenam água das chuvas para a estiagem. “Se nós encontrarmos locais adequados, e eu acredito que existam, e não tiver tanta restrição ambiental, não tem por que não construir o reservatório de regularização, que propicia acumular água e liberar na seca”, avaliou o superintendente da EPE.

O superintendente de Planejamento de Geração da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, Oduvaldo Silva, disse na terça-feira (2) que a perda de energia com a construção de hidrelétricas sem grandes reservatórios "é uma questão procedente", mas não é determinante para o uso das usinas térmicas.


Mais cedo, integrantes do Clube de Engenharia e do Comitê Brasileiro de Barragens criticaram, durante seminário sobre os reservatórios, a construção de hidrelétricas sem grandes reservatórios, chamadas de usinas a fio d'água, alegando perda de energia, pois as usinas ficam expostas às variações do fluxo dos rios, o que tende a aumentar o uso de térmicas em períodos de escassez.


“Essa questão é procedente, não há dúvida [perda de energia]. Eu não diria que ela é determinante para o uso das térmicas, porque isso depende de vários fatores. Mas ela dificulta que você retire do rio todo o seu potencial hidrelétrico que conseguiria retirar se esse reservatório estivesse regularizado”, disse Silva, que também participou do seminário A Importância dos Reservatórios para a Maior Regularização de Vazões e Armazenamento de Energia, no auditório do clube.


O superintendente da EPE chamou a atenção, entretanto, para o fato de que usinas a fio d'água, ao contrário do que muitos pensam, também têm reservatórios. “Ela [usina] só não tem um reservatório com volume suficiente para regularizar. Mas ela também tem reservatório”.


Segundo ele, o reservatório não é o“vilão” na questão da perda de energia e utilização das térmicas. De acordo com Silva, muitas vezes, as empresas não encontram condições topográficas, geológicas e hidrológicas para construir uma obra capaz de acumular água no período da cheia, para ser usada durante a seca. “Quando você tem possibilidade e não tem tanta limitação, como tem hoje, não há por que não fazer”.


Silva concorda que existe muita restrição ambiental para a construção de usinas com reservatórios de regularização, que armazenam água das chuvas para a estiagem. “Se nós encontrarmos locais adequados, e eu acredito que existam, e não tiver tanta restrição ambiental, não tem por que não construir o reservatório de regularização, que propicia acumular água e liberar na seca”, avaliou o superintendente da EPE.

 

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