Combustíveis

Parceria entre a chinesa Sinochem e CNPEM viabiliza pesquisas para produção de combustíveis e produtos biorrenováveis

Redação/Assessoria
05/09/2019 10:11
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O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) acaba de firmar uma parceria com a gigante estatal chinesa Sinochem para pesquisas que buscam alternativas tecnológicas para reduzir o uso de derivados de petróleo na produção de combustíveis e outros produtos que ainda dependem de matriz fóssil. A partir de duas frentes de estudo se busca contribuir para a redução das emissões de carbono e oferecer recursos menos poluentes para a indústria.

A Sinochem é um dos maiores conglomerados químicos e de energia e opera atualmente com mais de 300 subsidiárias pelo mundo. A atuação no Brasil foi iniciada em 2011 com foco na área de petróleo, mas a organização reconhece a necessidade estratégica de investir em fontes renováveis para seguir atuando com relevância no futuro.

O projeto, a cargo do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), prevê investimento de R$ 3,7 milhões em dois anos para o desenvolvimento de rotas bioquímicas para a produção de etanol a partir de resíduos agroindustriais e de hidrocarbonetos renováveis.

"Para o etanol celulósico, vamos utilizar nossa plataforma biológica customizada bem como recentes descobertas que relacionam novas atividades enzimáticas para desenvolver um produto capaz de aumentar a produção do etanol de segunda geração, obtido a partir da sacarificação do bagaço e outras biomassas, conta Murakami.

A pesquisadora Letícia Zanphorlin, do LNBR, explica que o foco está em uma recente descoberta de reações bioquímicas para obtenção de cadeias longas em alcenos. "Quando pensamos na produção de hidrocarbonetos renováveis utilizando plataformas microbianas, entendemos que as enzimas são peças fundamentais na produção de alcenos e alcanos, que são normalmente obtidos a partir de rotas petroquímicas", explica Zanphorlin.

O acordo de cooperação envolve o CNPEM, a EMBRAPII e a Sinochem, e é o primeiro projeto de pesquisa feito com a empresa chinesa. As questões cientificas são coordenadas por Mário Murakami e Letícia Zanphorlin em parceria com João Monnerat, responsável técnico-científico da empresa.

Sirius

O acordo em parceria poderá se beneficiar do laboratório Sirius para elucidar ao nível atômico reações bioquímicas que serão estudadas ao longo do projeto.

Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo. É planejada para colocar o Brasil na liderança mundial de produção de luz síncrotron e foi projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia. Fontes de luz síncrotron constituem o exemplo mais sofisticado de infraestrutura de pesquisa aberta e multidisciplinar e é uma ferramenta-chave para a resolução de questões importantes para as comunidades acadêmica e industrial brasileiras. A versatilidade de uma fonte de luz síncrotron permite o desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas, como energia, alimentação, meio ambiente, saúde, defesa e vários outros. Essa é a razão pela qual a tecnologia da luz síncrotron se torna cada vez mais popular ao redor do mundo. É também o motivo pelo qual os países com economias fortes e baseadas em tecnologia já contam com uma ou mais fontes de luz síncrotron, ou as estão construindo.

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