Os integrantes da União Europeia concordaram em princípio com um embargo ao petróleo proveniente do Irã, reagindo ao programa nuclear do país do Oriente Médio, disseram diplomatas nesta quarta-feira (4).
“Há um acordo político em princípio”, afirmaram eles. Ainda há, no entanto, diferenças significativas sobre detalhes do plano, incluindo os prazos de implementação das medidas e o que fazer com os contratos em aberto.
Em dezembro, ministros de Relações Exteriores da UE disseram que estavam estudando a extensão de sanções contra o Irã com o objetivo de “afetar severamente” os setores de finanças, transportes e energia do país. Diplomatas disseram que ainda não há acordo sobre outra medida que está sendo estudada - o congelamento de ativos do banco central iraniano. Uma decisão deverá ser anunciada no fim do mês.
Um embargo ao petróleo seria o passo mais recente de um esforço internacional para isolar Teerã economicamente. No dia 31 de dezembro, o presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou uma lei que pune instituições financeiras que fizerem negócios com o banco central iraniano.
O embargo ao petróleo foi proposto pela França em dezembro e apoiado pelo Reino Unido e pela Alemanha, mas a Grécia opôs-se abertamente, enquanto os governos de outros países expressaram cautela. Hoje, no entanto, uma fonte do governo da Grécia disse que o país não se colocaria contra o embargo.
Uma fonte disse que, para conquistar o apoio dos que se opõem, a UE provavelmente concordará que todos os contratos em aberto deverão ser honrados até o vencimento. Outros, no entanto, dizem que isso ainda está em debate.