Economia
<P>A Índia voltou a apresentar um padrão chinês de crescimento, apesar do ritmo da economia ter se desacelerado. O produto interno bruto do país cresceu 8,9% (em termos anuais) no trimestre encerrado em junho. O Brasil, por exemplo, cresceu apenas 0,5%, no segundo trimestre em relação ao prime...
Monitor MecantilA Índia voltou a apresentar um padrão chinês de crescimento, apesar do ritmo da economia ter se desacelerado. O produto interno bruto do país cresceu 8,9% (em termos anuais) no trimestre encerrado em junho. O Brasil, por exemplo, cresceu apenas 0,5%, no segundo trimestre em relação ao primeiro, e menos de 3% no ano.
Esse crescimento foi sustentado pelo setor de serviços e manufatureiro, além do fortalecimento da demanda doméstica.
O dado, divulgado pela Organização Central de Estatísticas, superou a expectativa de dez analistas consultados pela Dow Jones, que previam crescimento de 8,45%.
O crescimento superou a expansão de 8,5% registrada no mesmo trimestre de 2005, mas se desacelerou ante o ritmo de 9,3% registrado nos três meses anteriores.
O setor de serviços, que responde por metade do PIB e inclui comércio, hotéis, transportes e telecomunicações, cresceu 13,2%, na comparação com uma expansão de 11,7% no ano passado.
O setor manufatureiro, com peso de quase 16% do PIB, registrou expansão de 11,3%, ante 10,7%, ano passado. O setor de construção avançou 9,5%. O setor agrícola cresceu 3,4%, mesmo ritmo observado no ano anterior.
O crescimento, que ampliou o poder de compra da classe média indiana e o consumo de bens e serviços, não elevou a inflação, como defendem os economistas ortodoxos brasileiros para justificar o baixo crescimento brasileiro.
A inflação recuou para 4,56%, no ano, na semana encerrada em 16 de setembro, de 4,61% na semana anterior. Segundo o ministro das Finanças da Índia, P. Chidambaram, o objetivo é manter a inflação abaixo de 4%, com crescimento sustentável.
Fonte: Monitor Mecantil
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