Mercado

País pode ter que importar alumínio

Jornal do Commercio
30/11/2009 09:26
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A falta de investimentos no setor de alumínio no Brasil deve levar o País a se tornar um importador do metal a partir de 2016, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). O presidente da entidade, Adjarma Azevedo, afirmou que a capacidade produtiva nacional é de 1,66 milhão de toneladas anuais de alumínio desde 1985. "A falta de investimentos em novas fábricas fará com que o Brasil passe de exportador a importador do insumo", disse.


No ano passado, o setor exportou 750 mil toneladas de alumínio, enquanto o consumo interno somou 1,024 milhão de toneladas. A expectativa do setor é de que a demanda continue a crescer no mercado doméstico, atingindo 1,6 milhão de toneladas, nível máximo da capacidade de produção. Para 2020, a entidade prevê consumo interno de 2,072 milhões de toneladas. "A falta de matéria-prima deve levar cerca de 300 empresas a buscar as importações", afirmou. O principal entrave a novos investimentos em alumínio no País, segundo Azevedo, é o custo da energia, que representa 30% dos custos totais de produção do metal.


De acordo com um estudo realizado pelo setor em 2007, a energia para a indústria de alumínio custava US$ 26,9/MWh na média mundial, enquanto no País o custo era de US$ 37/MWh. Segundo ele, os custos subiram desde então porque o preço aumentou em todo o mundo, e ainda mais no Brasil.


Uma empresa que colocou um freio nos investimentos em alumínio foi a mineradora Vale, que preferiu apostar em outras etapas da cadeia, como extração de bauxita e produção de alumina. A sua empresa de alumínio Valesul, situada em Santa Cruz (RJ), paralisou sua produção de alumínio primário no auge da crise, reduzindo a produção do setor em 95 mil toneladas ao ano, segundo Azevedo. "As outras produtoras tendem a ocupar este espaço com melhorias e pequenas expansões", disse.


Em 2009, as vendas internas de alumínio devem cair 10%, para 924,5 mil toneladas, mas o setor prevê recuperação de 8% em 2010. "O setor está se recuperando da crise e a demanda está sendo retomada", afirmou Azevedo, acrescentando que está pronto para investir em autogeração mas os leilões de energia não contemplam os autoprodutores.
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