Indústria Naval

P-59 é batizada na Bahia

A estatal investiu cerca de US$ 360 milhões na construção da plataforma.

Agência Petrobras
13/07/2012 17:45
P-59 é batizada na Bahia Imagem: Agência Petrobras Visualizações: 1404

 

A Petrobras batizou nesta sexta-feira (13) a plataforma P-59, no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (BA). A P-59 é uma plataforma de perfuração autoelevatória e será alocada primeiramente no poço exploratório Peroá Profundo, localizado no campo de Peroá, na costa do Espírito Santo.
A unidade poderá operar em locais onde a profundidade de água varia de 10 a 106 metros, com capacidade de perfurar poços de até 9.144 metros de comprimento, em condições de alta pressão e temperatura.
A estatal investiu cerca de US$ 360 milhões na construção da plataforma, projetada para atender aos cronogramas operacionais de exploração e produção da companhia nos próximos anos e dar suporte à eventual estratégia de incorporação de novos blocos exploratórios em águas rasas, dependente ainda de leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).
A presidente da Petrobras, Graça Foster, destacou a tecnologia da unidade e a capacidade da companhia e da indústria nacional.
"Isso aqui é uma mostra muito grande do que está acontecendo no Brasil. A Petrobras tem orçamento aprovado de US$ 236,5 bilhões para o período 2012-16. Desses, US$ 131,6 bilhões dedicados à atividade de exploração e produção no Brasil. A nossa capacidade de produzir é uma realidade. Serão mais 33 sondas de perfuração com conteúdo local variando de 55% a 65%. Temos competitividade em prazo, qualidade, tecnologia e em custos", disse.
A presidenta da República, Dilma Rousseff, mencionou a retomada da indústria naval no país.
"Somos capazes sim de construir plataformas. Temos indústria, temos trabalhadores com grande capacitação. O que temos nesta plataforma, o que está aqui é um caminho de futuro", declarou.
A plataforma
A P-59 é composta por um casco flutuante que pesa cerca de 11 mil toneladas, com três pernas retráteis independentes de 145 metros de altura cada e que podem movimentar-se para cima e para baixo por meio de sistema elevatório próprio (jack up). Será posicionada nas locações por rebocadores e as pernas serão apoiadas no leito marinho. Depois de fixada, a unidade permanece acima do nível da água, deixando o casco e os equipamentos de perfuração longe da movimentação das ondas do mar.
Os equipamentos de perfuração da P-59 serão montados no convés de perfuração, numa estrutura móvel retrátil que pode ser estendida para fora da plataforma. Isso permite o movimento da torre de perfuração tanto no sentido longitudinal como no transversal. Permite, também, a perfuração de um conjunto de poços sem que seja necessário realocar a plataforma.
A construção
A P-59 foi construída no canteiro de São Roque do Paraguaçu, de propriedade da Petrobras, onde também está em construção a P-60, unidade idêntica a ela, que deve ser concluída até agosto. Os contratos de construção das duas plataformas foram assinados em setembro de 2008 com o Consórcio Rio Paraguaçu. As unidades fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
As obras geraram cerca 2.100 empregos diretos no pico da construção, dos quais 50% vindos do Recôncavo Baiano, 25% de São Roque, 15% de outros locais da Bahia e 10% de outros estados. A conclusão da P-59 é um importante marco para indústria naval brasileira e representa a retomada da produção nacional deste tipo de plataforma, já que há quase 30 anos não eram construídas, no País, unidades autoelevatórias similares.
Especificações Técnicas da P-59:
• Dimensões do casco (compr. x larg. x alt.): 74,1 m x 62,8 m x 7,9 m
• Acomodações: 110 pessoas
• Peso total da unidade: 11.000 toneladas
• Comprimento de perfuração: 9.144 m
• Profundidade de água no local de operação: 10 a 106 m
• Pernas e sapatas da unidade: 3 pernas com 145 m de altura cada e sapatas com 14 m de diâmetro
• Sistema de elevação: movido por 5 motores elétricos em cada vértice da perna
• Torre de Perfuração (compr. x larg. x alt.): 11 m x 11 m x 52 m

A Petrobras batizou nesta sexta-feira (13) a plataforma P-59, no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (BA). A P-59 é uma plataforma de perfuração autoelevatória e será alocada primeiramente no poço exploratório Peroá Profundo, localizado no campo de Peroá, na costa do Espírito Santo.


A unidade poderá operar em locais onde a profundidade de água varia de 10 a 106 metros, com capacidade de perfurar poços de até 9.144 metros de comprimento, em condições de alta pressão e temperatura.


A estatal investiu cerca de US$ 360 milhões na construção da plataforma, projetada para atender aos cronogramas operacionais de exploração e produção da companhia nos próximos anos e dar suporte à eventual estratégia de incorporação de novos blocos exploratórios em águas rasas, dependente ainda de leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).


A presidente da Petrobras, Graça Foster, destacou a tecnologia da unidade e a capacidade da companhia e da indústria nacional.


"Isso aqui é uma mostra muito grande do que está acontecendo no Brasil. A Petrobras tem orçamento aprovado de US$ 236,5 bilhões para o período 2012-16. Desses, US$ 131,6 bilhões dedicados à atividade de exploração e produção no Brasil. A nossa capacidade de produzir é uma realidade. Serão mais 33 sondas de perfuração com conteúdo local variando de 55% a 65%. Temos competitividade em prazo, qualidade, tecnologia e em custos", disse.


A presidenta da República, Dilma Rousseff, mencionou a retomada da indústria naval no país.


"Somos capazes sim de construir plataformas. Temos indústria, temos trabalhadores com grande capacitação. O que temos nesta plataforma, o que está aqui é um caminho de futuro", declarou.


A plataforma


A P-59 é composta por um casco flutuante que pesa cerca de 11 mil toneladas, com três pernas retráteis independentes de 145 metros de altura cada e que podem movimentar-se para cima e para baixo por meio de sistema elevatório próprio (jack up). Será posicionada nas locações por rebocadores e as pernas serão apoiadas no leito marinho. Depois de fixada, a unidade permanece acima do nível da água, deixando o casco e os equipamentos de perfuração longe da movimentação das ondas do mar.


Os equipamentos de perfuração da P-59 serão montados no convés de perfuração, numa estrutura móvel retrátil que pode ser estendida para fora da plataforma. Isso permite o movimento da torre de perfuração tanto no sentido longitudinal como no transversal. Permite, também, a perfuração de um conjunto de poços sem que seja necessário realocar a plataforma.



A construção


A P-59 foi construída no canteiro de São Roque do Paraguaçu, de propriedade da Petrobras, onde também está em construção a P-60, unidade idêntica a ela, que deve ser concluída até agosto. Os contratos de construção das duas plataformas foram assinados em setembro de 2008 com o Consórcio Rio Paraguaçu. As unidades fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

 

As obras geraram cerca 2.100 empregos diretos no pico da construção, dos quais 50% vindos do Recôncavo Baiano, 25% de São Roque, 15% de outros locais da Bahia e 10% de outros estados. A conclusão da P-59 é um importante marco para indústria naval brasileira e representa a retomada da produção nacional deste tipo de plataforma, já que há quase 30 anos não eram construídas, no País, unidades autoelevatórias similares.


Especificações Técnicas da P-59:


• Dimensões do casco (compr. x larg. x alt.): 74,1 m x 62,8 m x 7,9 m

• Acomodações: 110 pessoas

• Peso total da unidade: 11.000 toneladas

• Comprimento de perfuração: 9.144 m

• Profundidade de água no local de operação: 10 a 106 m

• Pernas e sapatas da unidade: 3 pernas com 145 m de altura cada e sapatas com 14 m de diâmetro

• Sistema de elevação: movido por 5 motores elétricos em cada vértice da perna

• Torre de Perfuração (compr. x larg. x alt.): 11 m x 11 m x 52 m

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