Internacional

OTC Houston 2022: Firjan apresenta o potencial das águas fluminenses para investimentos em petróleo, gás e novas energias

Ao participar da principal feira mundial de tecnologia offshore, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro quer atrair novos investidores internacionais para o estado do Rio

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
28/04/2022 14:54
OTC Houston 2022: Firjan apresenta o potencial das águas fluminenses para investimentos em petróleo, gás e novas energias Imagem: Divulgação Visualizações: 4128

Ausente por dois anos devido à pandemia da Covid-19, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) volta este ano a OTC Houston 2022, maior feira de tecnologia offshore do mundo, com o objetivo de atrair novos players internacionais para atuarem no Rio de Janeiro. Para a federação, o grande trunfo do estado é a competência adquirida para desenvolver projetos no offshore, com grande potencial para avançar no gás natural e em uma matriz energética mais limpa, além de contar com centros de inovação voltados para a pauta de energia, como é o caso do seu Instituto SENAI de Inovação em Química Verde.

“A Firjan considera ser indispensável dar notoriedade às aplicações e tecnologias do gás natural para colocá-lo a serviço do desenvolvimento da indústria petroquímica e da transição energética tanto no estado do Rio quanto no país”, destaca Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (foto), presidente da Firjan.

De 2 a 5 de maio, a Firjan, a Firjan SENAI e a Firjan SESI estarão presentes no estande da ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) no Pavilhão Brasil, organizado pela ApexBrasil. Ali, os representantes da federação fluminense se reunirão com representantes das principais empresas de óleo e gás do mundo, além de visitarem centros de pesquisa de desenvolvimento e inovação.

A Firjan mostrará que o estado do Rio é onde se concentram as oportunidades de óleo, gás e também integrados com energias renováveis do Brasil, com mais de 45 projetos potenciais para investimento.

Hoje, o estado fluminense é responsável por 85% da produção de petróleo e 71% da produção de gás e tem a perspectiva de mais de US$ 60 bilhões em investimentos na exploração e produção de petróleo e gás e nas infraestruturas necessárias para disponibilização do gás natural. Além disso, há um novo conjunto de investimentos para aumento da produção em campos maduros por novas operadoras que compraram essas áreas da Petrobras.

Essas empresas são de médio porte e vem agregando projetos em seus portfólios a cada ano, com contribuição também para o fortalecimento do encadeamento produtivo local. O Rio de Janeiro possui ainda pelo menos 10 projetos potenciais de energias renováveis – entre eólicas em mar e unidades de hidrogênio verde.

Há também 3 unidades de processamento de gás natural (UPGN) com capacidade de processamento de 51 mm m3/dia; 2 terminais de GNL (gás natural liquefeito) com capacidade de regaseificação de 51 mm m3/dia; 2 rotas de escoamento, com capacidade de vazão de 38 mm m3/dia; e 8 gasodutos de transportes.

Mesmo a feira sendo historicamente focada no desenvolvimento dos projetos de petróleo e gás em mar, esse ano há grande destaque para os temas de Transição Energética, Descarbonização e Novas Energias. Esses temas representam mais da metade dos painéis previstos no Congresso.

A Firjan destaca ainda o já existente hub de Macaé que será potencializado com uma nova rota de escoamento de gás natural, a Rota 5, prevista para meados da segunda metade da década de 2020; o novo hub Itaboraí-Maricá, com a integração do Polo GasLub com a Reduc.

Há, ainda, 2 hubs potenciais, um na região industrial de Itaguaí-Santa Cruz, já atendida pela rede de distribuição de gás; e no Porto do Açu, que já conta com planta de importação de gás, mas ainda não é integrado com o restante do sistema de gás canalizado.

Em sua programação, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro participará de visitas técnicas e encontros empresariais, com mapeamento de oportunidades para potencializar os projetos que entrarão em operação no estado, como as 10 novas plataformas de produção de petróleo previstas até 2025, e o potencial de sinergia entre os hubs de gás natural fluminense.

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