Empresas

OSX diz poder saldar dívida de plataformas

Venda das três unidades daria valor excedente de US$ 1 bi.

Valor Econômico
23/10/2013 11:23
Visualizações: 1097

 

O estaleiro OSX, controlado por Eike Batista, calcula que a possível venda de suas três plataformas de produção de petróleo seria suficiente para cobrir as dívidas com os credores que financiaram a construção dessas unidades e restaria, ainda, um valor excedente de US$ 1 bilhão.
A conta foi apresentada em reunião entre representantes da OSX, dos detentores de bônus da empresa e da Norsk Tillitsmann, agente fiduciário. O 'Valor' obteve cópia da ata do encontro, realizado em Nova York na quarta-feira da semana passada.
A OSX procurou mostrar que tem ativos suficientes para cobrir as dívidas relacionadas às plataformas. Com esse argumento, pediu aos credores que não entrem na Justiça e deem à empresa um tempo para executar seu plano.
O estaleiro sinalizou que, sem um acordo com eles, poderá ter de pedir recuperação judicial se a petroleira OGX o fizer.
O documento diz que, além da reunião com os detentores de bônus, que financiaram a plataforma OSX-3, o estaleiro está em conversas com os bancos que deram empréstimos para a construção das unidades OSX-1 e OSX-2.
Segundo a companhia, a plataforma OSX-3 - desenvolvida para operar no campo de Tubarão Martelo - poderia valer de US$ 1,15 bilhão a US$ 1,17 bilhão. A avaliação foi feita neste ano pela consultoria Kennedy Marr e leva em conta um cenário em que a unidade seria realocada no Brasil, no Golfo do México ou na África. A OSX informou que a unidade está pronta.
A construção da OSX-3 foi financiada com US$ 500 milhões em bônus emitidos em 2012.
O plano também prevê a venda da OSX-1. Nessa operação, a empresa tomou empréstimo de US$ 420 milhões de um sindicato de bancos liderado pelo norueguês DVB. Do total, US$ 115,8 milhões foram abatidos até junho.
Antes, porém, o estaleiro pretende se desfazer da plataforma OSX-2. A ideia é obter uma carta de intenções até dezembro e concluir a venda em março. Para conduzir o processo, a OSX contratou o Credit Suisse. O banco de investimentos Pareto, especializado no setor de petróleo, trabalha para os credores - Itaú BBA, Citi, HSBC, ING, Santander e outros.
As dívidas da OSX-2 com esse bancos somavam US$ 637 milhões, dos quais US$ 200 milhões foram pagos com o uso de caixa da empresa dado em garantia. Outros US$ 110 milhões são devidos ao Itaú BBA, em uma operação sem garantias. Procurado pela reportagem, o Itaú não se pronunciou.
Se o plano for bem-sucedido, o excedente de US$ 1 bilhão ajudaria a OSX a abater dívidas com outros credores, não relacionadas diretamente às plataformas. Os principais são Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).
O estaleiro conseguiu prorrogar por 30 dias o vencimento da dívida de R$ 518 milhões com o BNDES e, ontem, informou que procura estender em um mês uma dívida de R$ 400 milhões com a Caixa, que venceu na segunda-feira.
Sem contar as plataformas, a OSX disse ter poucos ativos disponíveis para gerar liquidez, com exceção de alguns equipamentos, cuja venda poderá render entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões.

O estaleiro OSX, controlado por Eike Batista, calcula que a possível venda de suas três plataformas de produção de petróleo seria suficiente para cobrir as dívidas com os credores que financiaram a construção dessas unidades e restaria, ainda, um valor excedente de US$ 1 bilhão.

A conta foi apresentada em reunião entre representantes da OSX, dos detentores de bônus da empresa e da Norsk Tillitsmann, agente fiduciário. O 'Valor' obteve cópia da ata do encontro, realizado em Nova York na quarta-feira da semana passada.

A OSX procurou mostrar que tem ativos suficientes para cobrir as dívidas relacionadas às plataformas. Com esse argumento, pediu aos credores que não entrem na Justiça e deem à empresa um tempo para executar seu plano.

O estaleiro sinalizou que, sem um acordo com eles, poderá ter de pedir recuperação judicial se a petroleira OGX o fizer.

O documento diz que, além da reunião com os detentores de bônus, que financiaram a plataforma OSX-3, o estaleiro está em conversas com os bancos que deram empréstimos para a construção das unidades OSX-1 e OSX-2.

Segundo a companhia, a plataforma OSX-3 - desenvolvida para operar no campo de Tubarão Martelo - poderia valer de US$ 1,15 bilhão a US$ 1,17 bilhão. A avaliação foi feita neste ano pela consultoria Kennedy Marr e leva em conta um cenário em que a unidade seria realocada no Brasil, no Golfo do México ou na África. A OSX informou que a unidade está pronta.

A construção da OSX-3 foi financiada com US$ 500 milhões em bônus emitidos em 2012.

O plano também prevê a venda da OSX-1. Nessa operação, a empresa tomou empréstimo de US$ 420 milhões de um sindicato de bancos liderado pelo norueguês DVB. Do total, US$ 115,8 milhões foram abatidos até junho.

Antes, porém, o estaleiro pretende se desfazer da plataforma OSX-2. A ideia é obter uma carta de intenções até dezembro e concluir a venda em março. Para conduzir o processo, a OSX contratou o Credit Suisse. O banco de investimentos Pareto, especializado no setor de petróleo, trabalha para os credores - Itaú BBA, Citi, HSBC, ING, Santander e outros.

As dívidas da OSX-2 com esse bancos somavam US$ 637 milhões, dos quais US$ 200 milhões foram pagos com o uso de caixa da empresa dado em garantia. Outros US$ 110 milhões são devidos ao Itaú BBA, em uma operação sem garantias. Procurado pela reportagem, o Itaú não se pronunciou.

Se o plano for bem-sucedido, o excedente de US$ 1 bilhão ajudaria a OSX a abater dívidas com outros credores, não relacionadas diretamente às plataformas. Os principais são Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

O estaleiro conseguiu prorrogar por 30 dias o vencimento da dívida de R$ 518 milhões com o BNDES e, ontem, informou que procura estender em um mês uma dívida de R$ 400 milhões com a Caixa, que venceu na segunda-feira.

Sem contar as plataformas, a OSX disse ter poucos ativos disponíveis para gerar liquidez, com exceção de alguns equipamentos, cuja venda poderá render entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões.

 

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