Negócios

OGX deve acionar Eike por mais US$ 1 bilhão

Avaliação é de J.P. Morgan e BofA.

Valor Online
10/05/2013 14:03
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Os recursos à disposição da OGX, empresa de petróleo do grupo de Eike Batista, serão o principal problema durante 2013, avaliam J.P. Morgan e Bank of America Merrill Lynch (BofA), em relatórios divulgados nesta sexta-feira (10). Para Caio Carvalhal e Felipe dos Santos, do J.P., a opção de aporte de US$ 1 bilhão que a companhia tem sobre seu controlador muito provavelmente terá de ser exercida. O BofA também cita a opção em seu documento.
O nível da queima de caixa da petrolífera no primeiro trimestre sugere que a empresa ainda tem recursos para de dois a quatro trimestres, calcula o BofA. Na conta, estão incluídos os US$ 250 milhões referentes à primeira parcela da venda de 40% do campo de Tubarão Martelo à Petronas.
A OGX pode ainda receber mais US$ 500 milhões após o primeiro óleo do campo, que é esperado para o quarto trimestre. Mas segundo o J.P. seu modelo não considera os US$ 100 milhões prometidos para quando metas de produção forem alcançadas - US$ 50 milhões para 40 mil barris diários, US$ 25 milhões para 50 mil barris e mais US$ 25 milhões para 60 mil barris.
Para os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do BofA, a posição de caixa continua sendo o maior elemento de limitação às operações da companhia. O patamar de caixa à disposição ao fim de março era de US$ 1,15 bilhão, mostra a empresa em seu balanço, contra US$ 1,65 bilhão ao fim do ano passado. Essa mudança sugere uma queima de US$ 507 milhões.
O problema é que a geração não está acompanhando os gastos. A OGX já reduziu seus investimentos em 47,3% de um trimestre para o outro, lembra o BofA, para US$ 322 milhões - e essa cifra deve ser reduzida ainda mais ao longo do ano -, mas o banco acredita que a queima de caixa só vai melhorar quando os problemas de produção forem resolvidos.
No relatório de abril, a companhia mostrou que o volume de barris de óleo equivalente extraído diminuiu mês a mês, mas foi largamente compensado pela produção de gás natural. Dois poços em alto mar não produziram nada, enquanto outro empreendimento funcionou apenas durante metade do mês. Até agora, nenhum dos poços foi recuperado.
As quedas de extração provavelmente não serão resolvidas até junho, ou julho, dizem McGann e Vegner, o que provavelmente impactará o fluxo de caixa durante todo o acumulado de 2013. Por conta disso, o efetivo da OGX já vem caindo - 6% em 3 meses, para 357 trabalhadores, no primeiro trimestre - e no acumulado de 12 meses já foi cortado em 33%.
No âmbito operacional do período, J.P. e BofA são mais otimistas. A empresa bateu as projeções de receita do J.P., e o BofA elogia o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). “Apesar da boa performance, os problemas com os poços offshore da companhia preocupam”, afirmam McGann e Vegner.

Os recursos à disposição da OGX, empresa de petróleo do grupo de Eike Batista, serão o principal problema durante 2013, avaliam J.P. Morgan e Bank of America Merrill Lynch (BofA), em relatórios divulgados nesta sexta-feira (10). Para Caio Carvalhal e Felipe dos Santos, do J.P., a opção de aporte de US$ 1 bilhão que a companhia tem sobre seu controlador muito provavelmente terá de ser exercida. O BofA também cita a opção em seu documento.


O nível da queima de caixa da petrolífera no primeiro trimestre sugere que a empresa ainda tem recursos para de dois a quatro trimestres, calcula o BofA. Na conta, estão incluídos os US$ 250 milhões referentes à primeira parcela da venda de 40% do campo de Tubarão Martelo à Petronas.


A OGX pode ainda receber mais US$ 500 milhões após o primeiro óleo do campo, que é esperado para o quarto trimestre. Mas segundo o J.P. seu modelo não considera os US$ 100 milhões prometidos para quando metas de produção forem alcançadas - US$ 50 milhões para 40 mil barris diários, US$ 25 milhões para 50 mil barris e mais US$ 25 milhões para 60 mil barris.


Para os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do BofA, a posição de caixa continua sendo o maior elemento de limitação às operações da companhia. O patamar de caixa à disposição ao fim de março era de US$ 1,15 bilhão, mostra a empresa em seu balanço, contra US$ 1,65 bilhão ao fim do ano passado. Essa mudança sugere uma queima de US$ 507 milhões.


O problema é que a geração não está acompanhando os gastos. A OGX já reduziu seus investimentos em 47,3% de um trimestre para o outro, lembra o BofA, para US$ 322 milhões - e essa cifra deve ser reduzida ainda mais ao longo do ano -, mas o banco acredita que a queima de caixa só vai melhorar quando os problemas de produção forem resolvidos.


No relatório de abril, a companhia mostrou que o volume de barris de óleo equivalente extraído diminuiu mês a mês, mas foi largamente compensado pela produção de gás natural. Dois poços em alto mar não produziram nada, enquanto outro empreendimento funcionou apenas durante metade do mês. Até agora, nenhum dos poços foi recuperado.


As quedas de extração provavelmente não serão resolvidas até junho, ou julho, dizem McGann e Vegner, o que provavelmente impactará o fluxo de caixa durante todo o acumulado de 2013. Por conta disso, o efetivo da OGX já vem caindo - 6% em 3 meses, para 357 trabalhadores, no primeiro trimestre - e no acumulado de 12 meses já foi cortado em 33%.


No âmbito operacional do período, J.P. e BofA são mais otimistas. A empresa bateu as projeções de receita do J.P., e o BofA elogia o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). “Apesar da boa performance, os problemas com os poços offshore da companhia preocupam”, afirmam McGann e Vegner.

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