Negócio

O que vai impulsionar o 5G privado no Brasil?

De acordo com a Grand View Research, o mercado global de 5G privado deve crescer 47,5% ao ano até 2030, quando valerá US$ 36 bilhões

Redação TN Petróleo/Assessoria
05/07/2023 12:18
O que vai impulsionar o 5G privado no Brasil? Imagem: Divulgação Visualizações: 2183

O potencial dos novos segmentos de mercado 5G privado está finalmente entrando em foco depois de um início lento por uma combinação de falta de espectro, atraso na disponibilidade de tecnologia e complexidade da solução. A relativa ausência de casos de uso visíveis levou alguns a acreditar que o 5G privado era uma miragem.

No entanto, esse pessimismo está mudando rapidamente. Em última análise, essa abordagem aumenta a eficiência da produção e reduz o desperdício, evitando em primeiro lugar que surjam problemas. O 5G privado é o próximo passo nesse grande desconfinamento. Três recursos da tecnologia se destacam em particular: banda larga móvel aprimorada (eMBB), comunicação ultra confiável de baixa latência (URLLC) e comunicação massiva do tipo máquina (mMTC). Eles abrem cenários que seriam extremamente difíceis para outras tecnologias de comunicação sem fio entregarem.

“O que está impulsionando essa mudança de mentalidade, principalmente no Brasil, é que as empresas estão percebendo o potencial de adotar o 5G para realizar tarefas existentes com mais eficiência ou para permitir novos casos de uso que antes não eram práticos. Vários players precisam interagir para superar os problemas de cocriação de novos aplicativos e serviços que abordam esses casos de uso e é altamente improvável que um único fornecedor esteja pronto e esperando quem possa fornecer todos esses recursos. Daí a importância crescente dos ecossistemas e de uma mentalidade ecossistêmica”, avalia Alex Takaoka (foto), Head of Customer Engagement da Fujitsu do Brasil.

Oportunidades privadas de 5G

De acordo com a Grand View Research, o mercado global de 5G privado deve crescer 47,5% ao ano até 2030, quando valerá US$ 36 bilhões. A chegada da Indústria 4.0 tem sido falada há algum tempo, mas a tecnologia acelerará seu desenvolvimento e valor com um nível mais alto de concentração de dispositivos dentro de instalações industriais, integração com cadeias de suprimentos e dispositivos que podem se comunicar com grande velocidade e qualidade em linhas de produção complexas para responder às mudanças nas necessidades dos clientes e do mercado.

“Os fatores imediatos aqui são os custos relacionados de gerenciar cargas de trabalho por inspeção visual, a escassez de engenheiros qualificados e garantir a segurança do ambiente de trabalho. 

Dentro desse segmento, a manutenção aumentada será a maior oportunidade, já representando US$ 5,3 bilhões até 2025, de acordo com estudos próprios realizados pela Fujitsu. As tecnologias aumentadas permitem um uso muito maior de habilidades remotas e o uso de mão de obra menos qualificada para tarefas complexas. É um caso de uso clássico de "Borda", onde a conectividade de alta largura de banda e baixa latência em uma força de trabalho distribuída é essencial”, avalia Takaoka.

Segurança, Logística e Healthcare

O videomonitoramento de uso global massivo abrangerá milhões de dispositivos distribuídos, gerando grandes fluxos de dados de vídeo digital. O 5G privado pode permitir esse tipo de caso de uso pelo ar, com tecnologias sem fio confiáveis e de alta largura de banda, tornando muito mais fácil e rápido de configurar e utilizar, em comparação com dispositivos com fio. Soma-se a isso o uso no setor de transporte inteligente e logística, que deve ajudar a lidar com a sobrecarga do monitoramento constante de muitos veículos e operadores distribuídos em grandes áreas. Outras oportunidades incluem inspeção de drones e robótica, fornecimento de entretenimento sem localização e estádios inteligentes.

Além disso, vemos dois casos de uso iniciais dominantes na área de saúde: robôs cirúrgicos, que só serão confiáveis se houver baixa latência, além da telemedicina virtual, onde a oportunidade é gerada pela proliferação e disseminação geográfica de usuários e pontos de especialização.

Agronegócio

De acordo com o último censo agropecuário, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017, o país possui 5,07 milhões de propriedades rurais, das quais 71,8% não têm acesso à internet. Nos próximos anos, para manter a competividade, o setor dependerá mais e mais da automação e análise preditiva avançada. Será possível avançar na gestão de dados ambientais, imagens de drones e informações sobre a composição de insumos e rebanhos, permitindo a visualização e análise destes dados em tempo real e dando uma visão gerencial ao produtor sobre o que se passa no campo. As análises e monitoramento, por exemplo, podem ser realizadas com auxílio de soluções de inteligência artificial e com imagens em alta resolução, permitindo a tecnologia auxiliar em tempo real a tomada de decisões e o aumento da produtividade.

Experiência do cliente (UX)

No UX, os drivers são melhorias na forma como as organizações entregam serviços aos clientes finais – principalmente no espaço B2C, mas com crescente inovação no B2B. Seus objetivos geralmente são a redução de mão de obra e outros custos, além da melhoria da experiência do consumidor. Empresas que podem melhorar a experiência do cliente enquanto reduzem custos estão usando a tecnologia para oferecer vantagens decisivas sobre seus concorrentes. Drones poderão realizar a gestão de estoque, automatizando tarefas, reduzindo custos, enquanto melhoram os prazos de entrega para os clientes finais. Além disso, existem casos bem avançados de delivery de comida e serviços de transporte urbano.

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