Internacional

Novas jazidas de petróleo e gás na Rússia potenciam inovação

Descobertas são em área de difícil acesso.

Rádio Voz da Russia
01/03/2013 09:35
Visualizações: 1890

 

A Agência Federal de Recursos Minerais aponta para a eventual descoberta de novas jazidas de hidrocarbonetos no sul do mar de Kara, a norte da Sibéria. Se trata de depósitos de gás e petróleo em zonas de difícil acesso, cuja exploração implica projetos dispendiosos. No entanto, não há outra alternativa, indicam os peritos.
De qualquer modo, a progressiva falta de hidrocarbonetos na parte continental leva à prospecção de jazidas no fundo dos mares e oceanos, constata Konstantin Simonov, diretor do Fundo de Segurança Energética Nacional.
"A plataforma continental e os oceanos representam o futuro palco de produção de petróleo e gás. No que tange à aceleração dos trabalhos nessa vertente, esta é uma questão de perspectiva de curto prazo. A Sibéria Ocidental foi sempre uma fonte de matérias-primas que tendem a esgotar".
Enquanto isso, a exploração da plataforma ártica russa implica o emprego de complexos métodos tecnológicos e de meios financeiros colossais - tenha-se em conta o clima e a localização distante das jazidas, aliados à falta de experiência das empresas. Nos tempos soviéticos, a maior parte das obras de extração era realizada na superfície. Não é por acaso que as companhias russas Gazprom e Rosneft, que operam na plataforma russa, estão agilizando um conjunto de parcerias que ofereçam a experiência e tecnologias necessárias para o efeito.
O professor catedrático do Instituto de Petróleo e Gás, Boris Tumanian, ressalva que tais projetos, apesar de aliciantes, não serão realizados em breve.
"Não restam dúvidas que serão projetos dispendiosos e complicados tanto em termos técnicos, como ambientais. Será preciso tomar medidas visando a proteção do meio ambiente e a segurança industrial. Por isso, é pouco provável que a exploração intensiva possa começar nos próximos 10 anos".
De acordo com o perito, o setor energético russo enfrenta sérios problemas, que requerem a solução imediata.
"Antes de mais, é necessário tirar proveito daquilo que existe no nosso subsolo rico, por exemplo, em várias jazidas de gás. Uma elevada quantidade de gás se queima e se reutiliza. Por outro lado, a Sibéria Oriental não deixa de ser uma área enorme para a prospecção de novas jazidas".
O mundo entra na época de hidrocarbonetos dispendiosos, frisou adiante Konstantin Simonov, ao deixar claro que o ramo energético será capaz de imprimir dinamismo ao desempenho de outros setores econômicos.
"A principal questão diz respeito ao transporte de matérias-primas. Quando se fala de recuperação da Rota Marítima do Norte, tem que ser examinada a perspectiva de modernizar o parque de quebra-gelos, navios-tanque e petroleiros. Tudo isso abre um vasto espaço para inovações. Deste modo, o ramo de petróleo e gás está gerando novas tarefas na agenda de outros setores".
O governo russo indicou reiteradas vezes que o complexo energético se convertia gradualmente num maior consumidor de inovações. Atualmente, peritos não afastam a hipótese de que o setor poder virar uma locomotiva de inovações e projetos ambiciosos.

A Agência Federal de Recursos Minerais aponta para a eventual descoberta de novas jazidas de hidrocarbonetos no sul do mar de Kara, a norte da Sibéria. Se trata de depósitos de gás e petróleo em zonas de difícil acesso, cuja exploração implica projetos dispendiosos. No entanto, não há outra alternativa, indicam os peritos.


De qualquer modo, a progressiva falta de hidrocarbonetos na parte continental leva à prospecção de jazidas no fundo dos mares e oceanos, constata Konstantin Simonov, diretor do Fundo de Segurança Energética Nacional.


"A plataforma continental e os oceanos representam o futuro palco de produção de petróleo e gás. No que tange à aceleração dos trabalhos nessa vertente, esta é uma questão de perspectiva de curto prazo. A Sibéria Ocidental foi sempre uma fonte de matérias-primas que tendem a esgotar", disse.


Enquanto isso, a exploração da plataforma ártica russa implica o emprego de complexos métodos tecnológicos e de meios financeiros colossais - tenha-se em conta o clima e a localização distante das jazidas, aliados à falta de experiência das empresas. Nos tempos soviéticos, a maior parte das obras de extração era realizada na superfície. Não é por acaso que as companhias russas Gazprom e Rosneft, que operam na plataforma russa, estão agilizando um conjunto de parcerias que ofereçam a experiência e tecnologias necessárias para o efeito.


O professor catedrático do Instituto de Petróleo e Gás, Boris Tumanian, ressalva que tais projetos, apesar de aliciantes, não serão realizados em breve.


"Não restam dúvidas que serão projetos dispendiosos e complicados tanto em termos técnicos, como ambientais. Será preciso tomar medidas visando a proteção do meio ambiente e a segurança industrial. Por isso, é pouco provável que a exploração intensiva possa começar nos próximos 10 anos".


De acordo com o perito, o setor energético russo enfrenta sérios problemas, que requerem a solução imediata.


"Antes de mais, é necessário tirar proveito daquilo que existe no nosso subsolo rico, por exemplo, em várias jazidas de gás. Uma elevada quantidade de gás se queima e se reutiliza. Por outro lado, a Sibéria Oriental não deixa de ser uma área enorme para a prospecção de novas jazidas".


O mundo entra na época de hidrocarbonetos dispendiosos, frisou adiante Konstantin Simonov, ao deixar claro que o ramo energético será capaz de imprimir dinamismo ao desempenho de outros setores econômicos.


"A principal questão diz respeito ao transporte de matérias-primas. Quando se fala de recuperação da Rota Marítima do Norte, tem que ser examinada a perspectiva de modernizar o parque de quebra-gelos, navios-tanque e petroleiros. Tudo isso abre um vasto espaço para inovações. Deste modo, o ramo de petróleo e gás está gerando novas tarefas na agenda de outros setores".


O governo russo indicou reiteradas vezes que o complexo energético se convertia gradualmente num maior consumidor de inovações. Atualmente, peritos não afastam a hipótese de que o setor poder virar uma locomotiva de inovações e projetos ambiciosos.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25