Petrobras

Nova metodologia de reajuste traz maior previsibilidade

Diretoria quer reduzir os níveis de endividamento.

Valor Online
28/10/2013 17:54
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A nova metodologia de reajuste de preços dos combustíveis defendida pela Petrobras - aprovada pela diretoria da companhia e apresentada ao conselho de administração, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega - deverá trazer mais previsibilidade de caixa para a companhia. Outro efeito do mecanismo, explicou o diretor-financeiro e de Relação com Investidores, Almir Barbassa, deverá ser o de permitir redução da alavancagem da Petrobras para "níveis aceitáveis".
"A nova metodologia traz uma indicação de que vamos retornar aos indicadores colocados no nosso plano de negócios", afirmou Barbassa, em teleconferência sobre resultados da empresa no terceiro trimestre. Segundo ele, a diretoria não quer que os níveis de endividamento permaneçam na faixa atual, acima do nível considerado confortável pela empresa.
Questionado sobre a possibilidade de a Petrobras aplicar um reajuste nos preços de combustíveis em novembro, antes da reunião do conselho sobre a nova metodologia, Barbassa não confirmou nem negou a hipótese, mas lembrou que a política de reajuste atual continua em vigor.
O diretor ressaltou que a diretoria não vai especular sobre os parâmetros da nova metodologia, porque seria um "exercício impróprio". Até 22 de novembro, a diretoria ainda vai apresentar novos esclarecimentos para o conselho da empresa. Ainda estão em estudo os parâmetros para a implementação da política, tais como percentuais e periodicidade de reajustes. "Vamos trabalhar no sentido de tê-la inteiramente pronta para ser implementada em 22 de novembro", disse Barbassa.
Ele afirmou que a nova metodologia incluirá apenas o diesel e a gasolina. Os demais derivados ficarão de fora.
Durante a teleconferência, um analista perguntou por que a Petrobras não implementa agora as mudanças necessárias. Segundo Barbassa, fazer isso agora ou daqui a um mês "não é tão relevante assim". Para ele, o importante é garantir que a nova metodologia traga os efeitos buscados pela companhia de previsibilidade e redução de alavancagem.
O diretor admitiu que a estatal ultrapassou limites com a política de reajuste de preços de combustíveis atual, que "funcionou muito bem durante muito tempo", segundo ele. Entretanto, a empresa decidiu procurar uma "adequação maior" ao cenário atual. "Ultrapassamos aqui os limites que nos auto-impusemos", disse o executivo. "A alavancagem anunciada e divulgada pela Petrobras é feita a partir de parâmetros internos. Eles dão conforto à administração da empresa em executar os planos, e eles foram ultrapassados. A iniciativa tomada demonstra naturalmente que nós não queremos que continue assim"
A intenção da companhia, segundo Barbassa, é que o novo mecanismo seja claro e permita a previsibilidade a todos os interessados. Uma vez aprovada, a ideia é que a metodologia possa ser aberta aos investidores. "Estamos tratando de uma metodologia nova de alinhar os preços aos preços internacionais. O que muda com essa nova aprovação da diretoria é a metodologia de fazer o mesmo alinhamento. Agora teremos a definição dos parâmetros para essa nova metodologia, com periodicidade e percentuais definidos".

A nova metodologia de reajuste de preços dos combustíveis defendida pela Petrobras - aprovada pela diretoria da companhia e apresentada ao conselho de administração, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega - deverá trazer mais previsibilidade de caixa para a companhia. Outro efeito do mecanismo, explicou o diretor-financeiro e de Relação com Investidores, Almir Barbassa, deverá ser o de permitir redução da alavancagem da Petrobras para "níveis aceitáveis".

"A nova metodologia traz uma indicação de que vamos retornar aos indicadores colocados no nosso plano de negócios", afirmou Barbassa, em teleconferência sobre resultados da empresa no terceiro trimestre. Segundo ele, a diretoria não quer que os níveis de endividamento permaneçam na faixa atual, acima do nível considerado confortável pela empresa.

Questionado sobre a possibilidade de a Petrobras aplicar um reajuste nos preços de combustíveis em novembro, antes da reunião do conselho sobre a nova metodologia, Barbassa não confirmou nem negou a hipótese, mas lembrou que a política de reajuste atual continua em vigor.

O diretor ressaltou que a diretoria não vai especular sobre os parâmetros da nova metodologia, porque seria um "exercício impróprio". Até 22 de novembro, a diretoria ainda vai apresentar novos esclarecimentos para o conselho da empresa. Ainda estão em estudo os parâmetros para a implementação da política, tais como percentuais e periodicidade de reajustes. "Vamos trabalhar no sentido de tê-la inteiramente pronta para ser implementada em 22 de novembro", disse Barbassa.

Ele afirmou que a nova metodologia incluirá apenas o diesel e a gasolina. Os demais derivados ficarão de fora.

Durante a teleconferência, um analista perguntou por que a Petrobras não implementa agora as mudanças necessárias. Segundo Barbassa, fazer isso agora ou daqui a um mês "não é tão relevante assim". Para ele, o importante é garantir que a nova metodologia traga os efeitos buscados pela companhia de previsibilidade e redução de alavancagem.

O diretor admitiu que a estatal ultrapassou limites com a política de reajuste de preços de combustíveis atual, que "funcionou muito bem durante muito tempo", segundo ele. Entretanto, a empresa decidiu procurar uma "adequação maior" ao cenário atual. "Ultrapassamos aqui os limites que nos auto-impusemos", disse o executivo. "A alavancagem anunciada e divulgada pela Petrobras é feita a partir de parâmetros internos. Eles dão conforto à administração da empresa em executar os planos, e eles foram ultrapassados. A iniciativa tomada demonstra naturalmente que nós não queremos que continue assim".

A intenção da companhia, segundo Barbassa, é que o novo mecanismo seja claro e permita a previsibilidade a todos os interessados. Uma vez aprovada, a ideia é que a metodologia possa ser aberta aos investidores. "Estamos tratando de uma metodologia nova de alinhar os preços aos preços internacionais. O que muda com essa nova aprovação da diretoria é a metodologia de fazer o mesmo alinhamento. Agora teremos a definição dos parâmetros para essa nova metodologia, com periodicidade e percentuais definidos".

 

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