Combustíveis

Na 1ª alta do ano, diesel da Petrobras sobe 8%; preço da gasolina é mantido

Reuters, 18/05/2020
18/05/2020 16:18
Visualizações: 1218

A Petrobras elevará o preço médio do óleo diesel nas refinarias em 8% a partir de terça-feira, na primeira alta aplicada ao combustível fóssil pela petroleira neste ano, na esteira de uma recuperação recente dos preços internacionais do petróleo, apontou a empresa nesta segunda-feira.

Publicidade

Ainda assim, o diesel da petroleira estatal —responsável por quase 100% da capacidade de refino do país — acumula queda de cerca de 40% neste ano, impactado por uma diminuição dos preços do petróleo e de seus derivados diante da propagação do novo coronavírus, que reduziu a demanda global.

A última elevação do diesel, o combustível mais consumido no país, havia ocorrido em 21 de dezembro, quando foi elevado em 3%.

Os preços do petróleo Brent acumulam aumento de cerca de 40% neste mês, reagindo a cortes de produção e a um relaxamento de medidas de isolamento social tomadas em função da pandemia nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Nesta segunda-feira, o Brent operava em alta de cerca de 9%, a 35,32 dólares por barril.

Em contrapartida, a Petrobras decidiu manter o valor da gasolina nas refinarias, após já ter realizado duas elevações neste mês. A queda acumulada da gasolina da Petrobras neste ano também está por volta de 40%.

O repasse dos reajustes nas refinarias até os consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biodiesel.

Defasagens

Apesar dos recentes reajustes, o mercado aponta um atraso da Petrobras para repassar as altas internacionais.

A estatal tem uma política de preços que busca seguir valores de paridade de importação, que leva em conta preços no mercado internacional mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio. No entanto, tem evitado repassar volatilidade ao mercado interno.

"O aumento (do diesel) ainda é insuficiente para fazer frente à alta que a gente teve no mercado internacional, considerando a forte alta que estamos tendo no preço do diesel agora no mercado internacional a gente já está mais de 20 centavos defasado. Ou seja, a Petrobras tem embrionada uma alta de mais de 20 centavos ainda no diesel", disse o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva.

"A gasolina segue ainda bem defasada, a gente está entre 15 e 20 centavos de reajuste também atrasado... ela vem atrasando bastante os reajustes."

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, também afirmou que aguardava reajustes mais altos pela Petrobras.

"No diesel, as defasagens variavam de 0,20 real/litro a 0,14 real/litro, considerando os fechamentos da última sexta-feira (16/05). Assim, esperávamos um reajuste maior do que o anunciado. Como hoje o mercado está subindo, as defasagens continuarão elevadas", afirmou.

Institucional

"Esperávamos, também, o anuncio de alteração nos preços da gasolina, pois as defasagens no fechamento da última sexta-feira variavam de 0,30 real/litro a 0,21 real/litro. Existe uma oportunidade para voltar ao equilíbrio com os preços do etanol, sem criar impostos ou medidas protecionistas. Este é o mercado."

O recuo dos preços da gasolina neste ano reduziu a competitividade do etanol hidratado, seu concorrente nas bombas. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro barrou um pedido do segmento sucroenergético para um aumento da Cide no combustível fóssil.

A Petrobras tem reiterado que seus preços de venda de gasolina e diesel às distribuidoras têm como referência o preço de paridade de importação, que não é um valor absoluto, único e percebido da mesma maneira por todos os agentes.

Além disso, a estatal também tem frisado que as compras externas de combustíveis por concorrentes permanecem, o que evidencia a viabilidade econômica das importações por outros agentes de mercado.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
Logística
Benel investe R$ 45 milhões em novos transportes no prim...
14/10/26
Margem Equatorial
Governo do Amapá tem acordo formalizado com Transpetro e...
14/10/26
PD&I
Tereos amplia alcance de tecnologia própria para impulsi...
14/10/26
Investimento
ABPIP apresenta propostas ao Governo da Bahia para destr...
14/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25