Combustíveis

MPF cobra explicações à ANP sobre falta de combustível no Amapá

Agência reguladora está monitorando a situação.

Valor Online
19/10/2012 15:24
Visualizações: 1012

 

O Ministério Público Federal (MPF) do Amapá cobrou da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) explicações sobre o desabastecimento de álcool e gasolina no estado. A agência reguladora tem até o fim da próxima semana para se manifestar ao órgão sobre o assunto.
A falta de caminhões para transportar os combustíveis e de estruturas de armazenagem no Amapá provocaram a crise de abastecimento dos produtos no estado. A capacidade de estoque de gasolina no Amapá é de apenas 4 milhões de litros. Para dar conta do crescimento do consumo, a capacidade de armazenamento do produto teria que ser cinco vezes maior, de acordo com revendedores da região.
Segundo a ANP, a dificuldade para o abastecimento do Amapá se deve ao suprimento de B100 [biodiesel] e do álcool anidro, que são misturados ao diesel e à gasolina, respectivamente.
“Com o aumento da demanda nacional por combustíveis, há dificuldades para a contratação de caminhões para realizar a operação de transferência de biocombustíveis, das unidades produtoras para a base de Belém, que atende o Amapá”, informou a ANP, em nota. A agência, que garante haver disponibilidade de biocombustível no país, disse estar monitorando a situação.
O órgão regulador, porém, não informou se tomará providências punitivas contra distribuidoras da região.
Em nota, a BR Distribuidora e a Ipiranga, que atendem o Amapá, informaram em nota que estão “intensificando seus esforços para garantir o suprimento de combustíveis” no estado. Segundo a BR, o volume comercializado na rede de postos Petrobras está 80% acima das quantidades normalmente vendidas para compensar dificuldades logísticas apresentadas por outras distribuidoras.
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, classificou a situação do abastecimento no Amapá como “difícil” e “preocupante”.
Normalização
O procurador do Ministério Público Federal do Amapá, Alcino Moraes, informou nesta sexta-feira que espera que o abastecimento de combustíveis no estado esteja normalizado até a próxima terça-feira (23). Ele marcou reunião com representantes das distribuidoras BR e Ipiranga, que atendem o Estado, para saber as causas do problema.
“Queremos apurar de quem foi a responsabilidade pelo desabastecimento”, disse o procurador ao "Valor". “Algumas pessoas foram para a fila dos postos de gasolina ontem à noite e estão lá até agora. Isso está causando prejuízos. A cidade [Macapá] está um caos”, completou.
Moraes lembrou que o Amapá é o único estado do país que não tem uma base de armazenamento da Petrobras. A capacidade atual de estoque de combustíveis do Amapá é de apenas 4 milhões de litros. Para dar conta do consumo, a capacidade de armazenamento do produto teria que ser cinco vezes maior, de acordo com revendedores da região.
O procurador disse ainda ter recebido informações extra-oficiais de que Belém também estaria com problemas de abastecimento. Segundo ele, a base de Miramar, localizada na capital do Pará, apresenta restrições de atendimento.

O Ministério Público Federal (MPF) do Amapá cobrou da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) explicações sobre o desabastecimento de álcool e gasolina no estado. A agência reguladora tem até o fim da próxima semana para se manifestar ao órgão sobre o assunto.


A falta de caminhões para transportar os combustíveis e de estruturas de armazenagem no Amapá provocaram a crise de abastecimento dos produtos no estado. A capacidade de estoque de gasolina no Amapá é de apenas 4 milhões de litros. Para dar conta do crescimento do consumo, a capacidade de armazenamento do produto teria que ser cinco vezes maior, de acordo com revendedores da região.


Segundo a ANP, a dificuldade para o abastecimento do Amapá se deve ao suprimento de B100 [biodiesel] e do álcool anidro, que são misturados ao diesel e à gasolina, respectivamente.


“Com o aumento da demanda nacional por combustíveis, há dificuldades para a contratação de caminhões para realizar a operação de transferência de biocombustíveis, das unidades produtoras para a base de Belém, que atende o Amapá”, informou a ANP, em nota. A agência, que garante haver disponibilidade de biocombustível no país, disse estar monitorando a situação.


O órgão regulador, porém, não informou se tomará providências punitivas contra distribuidoras da região.


Em nota, a BR Distribuidora e a Ipiranga, que atendem o Amapá, informaram em nota que estão “intensificando seus esforços para garantir o suprimento de combustíveis” no estado. Segundo a BR, o volume comercializado na rede de postos Petrobras está 80% acima das quantidades normalmente vendidas para compensar dificuldades logísticas apresentadas por outras distribuidoras.


O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, classificou a situação do abastecimento no Amapá como “difícil” e “preocupante”.



Normalização


O procurador do Ministério Público Federal do Amapá, Alcino Moraes, informou nesta sexta-feira que espera que o abastecimento de combustíveis no estado esteja normalizado até a próxima terça-feira (23). Ele marcou reunião com representantes das distribuidoras BR e Ipiranga, que atendem o Estado, para saber as causas do problema.


“Queremos apurar de quem foi a responsabilidade pelo desabastecimento”, disse o procurador ao "Valor". “Algumas pessoas foram para a fila dos postos de gasolina ontem à noite e estão lá até agora. Isso está causando prejuízos. A cidade [Macapá] está um caos”, completou.


Moraes lembrou que o Amapá é o único estado do país que não tem uma base de armazenamento da Petrobras. A capacidade atual de estoque de combustíveis do Amapá é de apenas 4 milhões de litros. Para dar conta do consumo, a capacidade de armazenamento do produto teria que ser cinco vezes maior, de acordo com revendedores da região.


O procurador disse ainda ter recebido informações extra-oficiais de que Belém também estaria com problemas de abastecimento. Segundo ele, a base de Miramar, localizada na capital do Pará, apresenta restrições de atendimento.

 

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