Empresas

MPE e Iesa fecham contratos de R$ 1 bi

Elas farão a manutenção em 21 plataformas da Petrobras.

Valor Econômico
08/02/2013 10:31
Visualizações: 658

 

Duas empresas da área de engenharia, a MPE e a Iesa Óleo e Gás, fecharam contratos de R$ 1,16 bilhão para fazer a manutenção em 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, principal polo de produção de petróleo do país. As empresas vão prestar os serviços ao longo de três anos valendo-se de um modelo de manutenção em crescimento na indústria mundial do petróleo: o uso de navios-dormitório, com capacidade de acomodar até 300 pessoas, que ficam conectados por meses às plataformas de produção que vão passar pela reforma.
Essa modalidade de manutenção já foi utilizada pela Petrobras no passado, mas hoje é realizada em maior escala. A estatal segue assim tendência em expansão na indústria petrolífera que é a utilização de Unidades de Manutenção e Segurança (UMS), como são conhecidos os navios-dormitório, para fazer modernizações em plataformas nos campos em produção. As UMS são unidades de apoio à manutenção e produção de petróleo, que são conectadas às plataformas permitindo a utilização de facilidades diferenciadas e de grande contingente de pessoal para executar os serviços, disse a Petrobras em nota. Segundo a empresa, todo o serviço é feito mantendo a segurança operacional sem interromper a produção da plataforma.
Um executivo que presta esse tipo de serviço à Petrobras disse que a estatal afreta as UMS e às repassa às empresas responsáveis pelos contratos de manutenção. A Iesa Óleo e Gás, subsidiária da Inepar, vai fazer a manutenção em oito navios-plataforma que produzem, estocam e escoam petróleo e gás natural, as chamadas FPSOs. O contrato é de três anos no valor de R$ 620 milhões. A Iesa deverá utilizar duas UMS e vai fazer as atividades a bordo das plataformas e também em canteiro de obras, em terra, como a preparação de estruturas metálicas e tubulações.
Já a MPE acertou com a Petrobras contrato para fazer a manutenção em 13 plataformas fixas, ao longo de três anos, no valor de R$ 545 milhões, disse Renato Abreu, presidente da MPE. Com o contrato, a Petrobras busca revitalizar as unidades mais antigas de exploração e produção. Abreu disse que as UMS são embarcações equipadas com o que existe de mais moderno para esse tipo de serviço. Esses navios tem pontes que fazem a ligação com as plataformas e facilitam a transferência da mão de obra.
As UMS também possuem equipamentos de posicionamento dinâmico, com controle via satélite, para mantê-las "paradas", evitando desvios causados por ventos e marés. Segundo a MPE, as campanhas de manutenção preveem o apoio das UMS durante quatro meses, em média, por plataforma. A Petrobras informou que tem hoje, nas operações da Bacia de Campos, 15 contratos de manutenção assinados, os quais incluem 31 plataformas. "Os valores dos contratos variam em função do escopo e do número de plataformas atendidas", disse a empresa em nota. Novos contratos ainda serão licitados. A Petrobras afirmou ainda que o programa de manutenção da Bacia de Campos é contínuo.
"Os objetivos principais das campanhas de manutenção são a melhoria na eficiência operacional das plataformas e a manutenção das operações nos níveis de segurança para os quais as unidades foram projetadas, dentro dos parâmetros mundiais de mercado", disse a nota da estatal. De acordo com a Petrobras, as plataformas de produção da Bacia de Campos possuem tempos de operação variados. "Nesse contexto, a utilização de UMS, juntamente com as melhorias na eficiência e segurança operacionais, contribui para aumentar a vida útil dessas unidades, estendendo-a além do período inicialmente projetado, a exemplo do que acontece mundialmente".
O grande número de paradas programadas para manutenção em plataformas, no primeiro semestre, terá efeitos sobre a produção da Petrobras, como previu esta semana a presidente da estatal, Graça Foster. Ela afirmou que em 2013, devido às paradas programadas, será possível à companhia alcançar uma produção de óleo no mesmo patamar de 2012. Segundo Graça, as novas plataformas que entrarão em produção este ano contribuirão para o crescimento da produção a partir do segundo semestre. A produção nacional de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras em 2012 foi 2% inferior ao ano anterior.

Duas empresas da área de engenharia, a MPE e a Iesa Óleo e Gás, fecharam contratos de R$ 1,16 bilhão para fazer a manutenção em 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, principal polo de produção de petróleo do país. As empresas vão prestar os serviços ao longo de três anos valendo-se de um modelo de manutenção em crescimento na indústria mundial do petróleo: o uso de navios-dormitório, com capacidade de acomodar até 300 pessoas, que ficam conectados por meses às plataformas de produção que vão passar pela reforma.


Essa modalidade de manutenção já foi utilizada pela Petrobras no passado, mas hoje é realizada em maior escala. A estatal segue assim tendência em expansão na indústria petrolífera que é a utilização de Unidades de Manutenção e Segurança (UMS), como são conhecidos os navios-dormitório, para fazer modernizações em plataformas nos campos em produção. As UMS são unidades de apoio à manutenção e produção de petróleo, que são conectadas às plataformas permitindo a utilização de facilidades diferenciadas e de grande contingente de pessoal para executar os serviços, disse a Petrobras em nota. Segundo a empresa, todo o serviço é feito mantendo a segurança operacional sem interromper a produção da plataforma.


Um executivo que presta esse tipo de serviço à Petrobras disse que a estatal afreta as UMS e às repassa às empresas responsáveis pelos contratos de manutenção. A Iesa Óleo e Gás, subsidiária da Inepar, vai fazer a manutenção em oito navios-plataforma que produzem, estocam e escoam petróleo e gás natural, as chamadas FPSOs. O contrato é de três anos no valor de R$ 620 milhões. A Iesa deverá utilizar duas UMS e vai fazer as atividades a bordo das plataformas e também em canteiro de obras, em terra, como a preparação de estruturas metálicas e tubulações.


Já a MPE acertou com a Petrobras contrato para fazer a manutenção em 13 plataformas fixas, ao longo de três anos, no valor de R$ 545 milhões, disse Renato Abreu, presidente da MPE. Com o contrato, a Petrobras busca revitalizar as unidades mais antigas de exploração e produção. Abreu disse que as UMS são embarcações equipadas com o que existe de mais moderno para esse tipo de serviço. Esses navios tem pontes que fazem a ligação com as plataformas e facilitam a transferência da mão de obra.


As UMS também possuem equipamentos de posicionamento dinâmico, com controle via satélite, para mantê-las "paradas", evitando desvios causados por ventos e marés. Segundo a MPE, as campanhas de manutenção preveem o apoio das UMS durante quatro meses, em média, por plataforma. A Petrobras informou que tem hoje, nas operações da Bacia de Campos, 15 contratos de manutenção assinados, os quais incluem 31 plataformas. "Os valores dos contratos variam em função do escopo e do número de plataformas atendidas", disse a empresa em nota. Novos contratos ainda serão licitados. A Petrobras afirmou ainda que o programa de manutenção da Bacia de Campos é contínuo.


"Os objetivos principais das campanhas de manutenção são a melhoria na eficiência operacional das plataformas e a manutenção das operações nos níveis de segurança para os quais as unidades foram projetadas, dentro dos parâmetros mundiais de mercado", disse a nota da estatal. De acordo com a Petrobras, as plataformas de produção da Bacia de Campos possuem tempos de operação variados. "Nesse contexto, a utilização de UMS, juntamente com as melhorias na eficiência e segurança operacionais, contribui para aumentar a vida útil dessas unidades, estendendo-a além do período inicialmente projetado, a exemplo do que acontece mundialmente".


O grande número de paradas programadas para manutenção em plataformas, no primeiro semestre, terá efeitos sobre a produção da Petrobras, como previu esta semana a presidente da estatal, Graça Foster. Ela afirmou que em 2013, devido às paradas programadas, será possível à companhia alcançar uma produção de óleo no mesmo patamar de 2012. Segundo Graça, as novas plataformas que entrarão em produção este ano contribuirão para o crescimento da produção a partir do segundo semestre. A produção nacional de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras em 2012 foi 2% inferior ao ano anterior.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23