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Movimentação de cargas nos portos privados do Brasil cresce 13,6% em outubro

Associados ATP registram 78,7 milhões de toneladas no mês, com destaque para o Porto Chibatão (AM): aumento de 322% em relação a 2024.

Redação TN Petróleo/Assessoria ATP
06/01/2026 10:47
Movimentação de cargas nos portos privados do Brasil cresce 13,6% em outubro Imagem: Divulgação ATP Visualizações: 1949

A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUP) alcançou 78,7 milhões de toneladas em outubro de 2025, o que representa um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2024. O destaque do período foi o Porto Chibatão, localizado em Manaus (AM), que registrou um aumento de 322,6% na movimentação, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), consolidados pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

O desempenho positivo observado em outubro reflete, de forma geral, o avanço dos diferentes perfis de carga movimentados nos TUP. Os granéis sólidos totalizaram 47,5 milhões de toneladas, com crescimento de 15,7%, enquanto os granéis líquidos somaram 23,1 milhões de toneladas, alta de 16,7% na comparação anual. A carga conteinerizada também apresentou evolução de 12% no período, atingindo 5,1 milhões de toneladas, o que reforça o papel estratégico dos terminais privados no escoamento de mercadorias e na dinâmica logística nacional.

Nesse cenário, o Porto Chibatão, associado da ATP, apresentou desempenho expressivo ao movimentar 725,5 mil toneladas em outubro, volume significativamente superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo o Grupo Chibatão, o crescimento observado está diretamente relacionado à normalização das condições hidrológicas na Região Norte. Em outubro de 2024, as operações ainda eram impactadas por uma estiagem severa, o que exigiu a adoção de contingências operacionais, como a utilização do píer do Porto Chibatão em Itacoatiara (AM) como alternativa logística, além de restrições de calado e redução da capacidade operacional.

“Com a recuperação gradual dos níveis dos rios em 2025, foi possível restabelecer plenamente as operações regulares no complexo portuário, garantindo maior previsibilidade, aumento da capacidade de atracação e a retomada de fluxos que haviam sido parcialmente suspensos ou redirecionados no período anterior. Esse cenário, aliado a ajustes operacionais e à recomposição da base de cargas, resultou no crescimento observado na movimentação”, informou o Grupo Chibatão.

Além do Porto Chibatão, outros terminais privados apresentaram crescimento relevante em outubro. O Terminal Fronteira Norte registrou alta de 285,0%, enquanto o Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena apresentou crescimento de 217,5% na movimentação no período, reforçando o ambiente positivo observado entre os Terminais Autorizados.

Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, os resultados evidenciam a importância dos TUP para o sistema portuário brasileiro, o comércio exterior e a economia do país. “O desempenho observado em outubro reforça o papel estratégico dos TUPs na movimentação portuária nacional, especialmente pela capacidade de adaptação operacional e pela diversidade de perfis de carga atendidos. O destaque do Porto Chibatão e de outros associados demonstra como a atuação da iniciativa privada contribui para o fortalecimento da logística do país”, avalia Barbosa.

Sobre a ATP - A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) representa os interesses e atua em defesa do segmento privado e na modernização dos portos brasileiros, relevantes para a infraestrutura econômica e o desenvolvimento do país. Atualmente, a associação reúne 39 empresas de grande porte e congrega 75 terminais privados do país. Juntas, as empresas movimentam 60% da carga portuária brasileira e respondem pela geração de 47 mil empregos diretos e indiretos.

A ATP reúne associadas que atuam em áreas como mineração, siderurgia, petróleo e gás, agronegócio, contêineres e complexos logísticos, relevantes para o comércio exterior e a economia brasileira. Saiba mais clicando no link.

 

 

 

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