Tecnologia

Montadoras começam a reduzir preço de híbridos

Empresas querem ganhar mercado.

Valor Econômico
05/08/2013 12:47
Visualizações: 1419

 

Enquanto o país apenas engatinha na introdução da tecnologia e ainda sem os incentivos pedidos pela indústria ao governo, as montadoras vão tirando as primeiras lições sobre como criar um mercado de carros híbridos e elétricos no Brasil. Entre elas, o setor parece ter entendido que só o apelo da sustentabilidade é insuficiente se não for acompanhado por preços competitivos.
Para ampliar o acesso a novas tecnologias, aprendeu-se que será preciso realinhar preços, assim como mudar a forma de apresentação do produto ao consumidor - na maioria das vezes, pouco familiarizado com o funcionamento de sistemas de propulsão elétricos. Parece óbvio, mas só agora as montadoras começam a encontrar formas de tornar isso possível.
Até o fim deste mês, a Ford começa a vender no Brasil a segunda geração do sedã híbrido Fusion por R$ 124,99 mil, preço abaixo da versão anterior (R$ 133,99 mil) e que coloca o modelo em condição de competir com o Prius, o híbrido mais vendido do mundo, comercializado pela Toyota no mercado brasileiro por R$ 120,83 mil.
Para chegar a esse valor, a Ford diminuiu de 2.5 para 2.0 a cilindrada do motor a gasolina do Fusion vendido no Brasil, o que, pelo enquadramento tributário, significa pagar uma alíquota bem menor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). De uma versão a outra, o percentual do tributo cai de 25% para 8%, já considerando o desconto no IPI concedido pelo governo até o fim do ano. E, diferentemente da concorrente japonesa Toyota, o carro da Ford não recolhe o imposto de importação porque se aproveita do acordo automotivo com o México, de onde o veículo é importado.
Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford no Brasil, diz que, embora o foco nos benefícios ao meio ambiente funcione bem quando se tem como objetivo frotas de empresas sustentáveis, o mesmo não se repete quando o alvo é o consumidor comum, pouco disposto a abrir mão de todas as vantagens - seja em custo, seja em tecnologia - de um automóvel convencional apenas para ter um veículo menos poluente.
"As pessoas não avaliam a tecnologia híbrida isoladamente", afirma o executivo. Por isso, o Fusion será posicionado nas ações de marketing da marca como um modelo de luxo sustentável. Ou seja, um carro de propulsão limpa, mas que não deixa de entregar os atributos tecnológicos dos automóveis mais sofisticados. A Ford coloca o também híbrido Lexus CT200h como o competidor imediato do novo Fusion.
A montadora evita dar projeções de venda, mas, é claro, espera superar as cerca de 300 unidades - segundo números da própria empresa - registradas pela versão anterior do Fusion híbrido, lançada no Brasil em outubro de 2010.
Na Volvo, a saída encontrada para melhorar a viabilidade de ônibus híbridos foi não transferir imediatamente ao preço do produto o custo das baterias. Importadas da Áustria, elas pagam um imposto de importação de 18%. A montadora, contudo, não vende, e sim aluga as baterias para as empresas que compram seus ônibus, fechando com elas contratos de manutenção dos equipamentos. Nesse modelo de negócio, a Volvo assume totalmente a responsabilidade pelo bom funcionamento da bateria durante toda sua vida útil, até o descarte.
Foi dessa forma que a montadora acaba de fechar um contrato de US$ 64 milhões para a venda de 200 ônibus híbridos - que combinam um motor a diesel e outro elétrico - a dois operadores de transporte público de Bogotá, capital da Colômbia.
"O usuário do ônibus não quer pagar um centavo a mais apenas por estar em um veículo ambientalmente amigável", diz Luis Carlos Pimenta, presidente da divisão de ônibus da Volvo, que há mais de um ano produz os ônibus híbridos na fábrica de Curitiba (PR). Outros 30 ônibus do tipo foram vendidos ao sistema de transporte público da capital paranaense.
Segundo Pimenta, o modelo de venda adotado pela Volvo evita um custo inicial muito alto no preço do veículo, assim como retira do operador as incertezas sobre como fazer a manutenção da tecnologia.

Enquanto o país apenas engatinha na introdução da tecnologia e ainda sem os incentivos pedidos pela indústria ao governo, as montadoras vão tirando as primeiras lições sobre como criar um mercado de carros híbridos e elétricos no Brasil. Entre elas, o setor parece ter entendido que só o apelo da sustentabilidade é insuficiente se não for acompanhado por preços competitivos.


Para ampliar o acesso a novas tecnologias, aprendeu-se que será preciso realinhar preços, assim como mudar a forma de apresentação do produto ao consumidor - na maioria das vezes, pouco familiarizado com o funcionamento de sistemas de propulsão elétricos. Parece óbvio, mas só agora as montadoras começam a encontrar formas de tornar isso possível.


Até o fim deste mês, a Ford começa a vender no Brasil a segunda geração do sedã híbrido Fusion por R$ 124,99 mil, preço abaixo da versão anterior (R$ 133,99 mil) e que coloca o modelo em condição de competir com o Prius, o híbrido mais vendido do mundo, comercializado pela Toyota no mercado brasileiro por R$ 120,83 mil.


Para chegar a esse valor, a Ford diminuiu de 2.5 para 2.0 a cilindrada do motor a gasolina do Fusion vendido no Brasil, o que, pelo enquadramento tributário, significa pagar uma alíquota bem menor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). De uma versão a outra, o percentual do tributo cai de 25% para 8%, já considerando o desconto no IPI concedido pelo governo até o fim do ano. E, diferentemente da concorrente japonesa Toyota, o carro da Ford não recolhe o imposto de importação porque se aproveita do acordo automotivo com o México, de onde o veículo é importado.


Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford no Brasil, diz que, embora o foco nos benefícios ao meio ambiente funcione bem quando se tem como objetivo frotas de empresas sustentáveis, o mesmo não se repete quando o alvo é o consumidor comum, pouco disposto a abrir mão de todas as vantagens - seja em custo, seja em tecnologia - de um automóvel convencional apenas para ter um veículo menos poluente.


"As pessoas não avaliam a tecnologia híbrida isoladamente", afirma o executivo. Por isso, o Fusion será posicionado nas ações de marketing da marca como um modelo de luxo sustentável. Ou seja, um carro de propulsão limpa, mas que não deixa de entregar os atributos tecnológicos dos automóveis mais sofisticados. A Ford coloca o também híbrido Lexus CT200h como o competidor imediato do novo Fusion.


A montadora evita dar projeções de venda, mas, é claro, espera superar as cerca de 300 unidades - segundo números da própria empresa - registradas pela versão anterior do Fusion híbrido, lançada no Brasil em outubro de 2010.


Na Volvo, a saída encontrada para melhorar a viabilidade de ônibus híbridos foi não transferir imediatamente ao preço do produto o custo das baterias. Importadas da Áustria, elas pagam um imposto de importação de 18%. A montadora, contudo, não vende, e sim aluga as baterias para as empresas que compram seus ônibus, fechando com elas contratos de manutenção dos equipamentos. Nesse modelo de negócio, a Volvo assume totalmente a responsabilidade pelo bom funcionamento da bateria durante toda sua vida útil, até o descarte.


Foi dessa forma que a montadora acaba de fechar um contrato de US$ 64 milhões para a venda de 200 ônibus híbridos - que combinam um motor a diesel e outro elétrico - a dois operadores de transporte público de Bogotá, capital da Colômbia.


"O usuário do ônibus não quer pagar um centavo a mais apenas por estar em um veículo ambientalmente amigável", diz Luis Carlos Pimenta, presidente da divisão de ônibus da Volvo, que há mais de um ano produz os ônibus híbridos na fábrica de Curitiba (PR). Outros 30 ônibus do tipo foram vendidos ao sistema de transporte público da capital paranaense.


Segundo Pimenta, o modelo de venda adotado pela Volvo evita um custo inicial muito alto no preço do veículo, assim como retira do operador as incertezas sobre como fazer a manutenção da tecnologia.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
IBP, ABRACE e Abpip lançam novo Relivre com foco na comp...
05/08/26
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
BIODIVERSIDADE
ExxonMobil Brasil destina mais de R$ 1 milhão para prese...
03/08/26
Pessoas
Shell Brasil inicia novo ciclo de liderança com João San...
03/08/26
SOG 2026
Banco do Nordeste tem R$ 504 milhões para setor energéti...
03/08/26
Meio Ambiente
MODEC testa no Brasil tecnologias inéditas que podem red...
03/08/26
IA
Acelen supera R$ 380 milhões em ganhos com IA e transfor...
03/08/26
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.