Mercado

Ministro do Kwait diz que preços estão muito altos e petróleo cai

Reuters
28/02/2005 00:00
Visualizações: 664

Os preços do petróleo cederam nesta segunda-feira (28/02) depois que primeiro ministro do Kwait prometeu fazer tudo o que puder na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (opep) para manter os preços sob controle. A chamada do membro do cartel fez reverter os ganhos do dia, que elevou os preços para a nova moior alta dos últimos quatro meses, para além dos US$ 52, o barril devido a expectativas de que clima frio dos Estados Unidos vai elevar a demanda de óleo de calefação.
O petróleo leve norte-americano no futuro caiu 21 centavos para US$ 51,28 o barril na Nymex, enquanto em Londres o Brent baixo 6 centavos para US$ 49,55 o barril.
O primeiro ministro do Kwait, Sheikh Sabah al-Ahmad al-Sabah, disse na segunda-feira (28/02) que a alta dos preços do petroléo não ocorreu nos juros de longo-prazo no Kwait, acrescentando que ele faria o que fosse possível na Opep para manter os preços sob controle.
Havia algum receio no mercado de petróleo de que a Opep estaria ficando confortável com o barril ao redor dos US$ 50 depois que o ministro do petróleo saudita Ali al-Naimi disse na semana passada que esperava preços na faixa de US$ 40 e US$ 50 este ano.
O secretário geral da Opep, Adnan Shihab-Eldin, disse na segunda-feira que o grupo vê um crescente consenso de que a faixa entre os US$ 40 e US$ 50 seria sustentável.
"Muitos na Opep e fora dela acreditam que o ambiente dos últimos dois anos faz com que a faixa entre US$ 40 e 50 para o WTI seja uma faixa estável", disse o ministro aos repórteres.
Por outro lado, o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, que estava visitando a região do Golfo nesta semana, disse na segunda-feira que está muito preocupado com o recente crescimento dos preços do petróleo e que é urgente que os produtores aumentem sua produção.
Os comentários ajudaram a retroceder os aumentos anteriores no dia em que os preços foram pressionados pelo clima frio no norte dos Estados Unidos, o maior mercado de óleo de calefação.
A expectativa é de que a demanda por óleo de calefação nos Estados Unidos aumente 14% acima do normal essa semana em razão dos clima frio na costa lesta, de acordo com o Serviço Nacional do Clima nos Estados Unidos.
Os estoques de óleo de calefação dos Estados Unidos estão 7% abaixo dos níveis do ano anterior, em 41 milhões de barris, fazendo crescer a idéia de que um resfriamento retrasado poderia pressionar os suprimentos no maior consumidor do mundo.
O dólar fraco também tem atraído o influxo de dinheiro especulativo que ajudou a fazer o preço subir em pelo menos US$ 5 nas últimas três semanas.
Recursos especulativos fizeram aumentar posições no mercado de petróleo para o nível mais alto em oito meses, diz o governo dos Estados Unidos na sexta-feira.

Preocupação do consumidor - O aumento dos preços provocou um criticismo nas nações consumidoras que supões que a conta de energia pode atingir o crescimento econômico.
"Eu não tenho nenhum algo para o preço, mas definitivamente acho que acima de US$ 50 é muito alto", disse Claude Mandil, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, na segunda-feira (28/02).
O ministro das finanças japonês, Sadakazu Tanigaki, disse que os preços e seus efeitos na economia global precisam de ser monitorados mais de perto.
A pressão nos preços significa que os produtores da Opep voltaram atrás na idéia de um possível corte de produção no segundo trimestre, depois do fim do inverno no Hemisfério Norte.
O Kuwait, que detém a presidência do cartel, Qatar, Venezuela e Indonesia também saíram a defender que a produção da Opep deve permanecer a mesma no próximo mês.
O Irã, segundo maior produtor da Opep, acredita que os preços altos significam que o cartel tem pouco interesse em cortar a produção, disse um executivo iraniano na segunda-feira.
"Devido ao aumento dos preços do petróleo, o interesse dos países em cortar a produção se reduziu", disse Javad Yarjani, líder de assuntos da Opep no Ministério do Petróleo iraniano. 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
Bacia de Campos
ANP fiscaliza plataforma na Bacia de Campos
14/03/26
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23