Combustíveis

Mercado cresce apesar das fraudes

A estimativa de sonegação de impostos referentes à comercialização de combustíveis baixou de R$ 3,5 milhões em 2003 para R$ 2,6 milhões este ano, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). Apesar das fraudes, o sindicato prevê um


20/12/2004 00:00
Visualizações: 497

A estimativa de sonegação de impostos referentes à comercialização de combustíveis baixou de R$ 3,5 milhões em 2003 para R$ 2,6 milhões este ano, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). Apesar das fraudes, o sindicato prevê um faturamento de R$ 122 bilhões e o recolhimento de R$ 48 bilhões em tributos, em 2004.
Na avaliação do Sindicato, a ação conjunta dos órgãos de repressão e fiscalização no combate às fraudes e a conscientização do Poder Judiciário para a redução de concessão de liminares tributárias contribuíram para a queda da sonegação de impostos no setor. "Nenhuma liminar com efeito econômico foi concedida este ano", comemora o vice-presidente executivo do Sindicom, Alísio Vaz.
O sindicato defende a idéia de que as mesmas alíquotas de ICMS de combustíveis sejam adotadas em todos os estados e que a alíquota seja mais baixa do que a atual para desestimular a sonegação. Segundo o presidente do Sindicato, João Pedro Vieira Gouvêa Filho, a experiência de São Paulo foi muito positiva, principalmente em relação ao álcool hidratado. A alíquota de ICMS sobre o produto foi reduzida de 25% para 12% e o mercado formal cresceu 68%, o que resultou em aumento de arrecadação para São Paulo.
Segundo o sindicato, a sonegação de impostos decorrente da adulteração e do contrabando da gasolina pode chegar a representar R$ 1 bilhão por ano. A sonegação referente ao álcool, tanto hidrogenado, quanto anidro, também ronda o R$ 1 bilhão anual e ainda há R$ 0,6 bilhão de outras fraudes.
As principais práticas irregulares em relação ao álcool são a venda de álcool hidratado com nota fiscal de álcool anidro, que não sofre a incidência de ICMS, PIS e Cofins; a hidratação do álcool anidro pela distribuidora; a falsa venda interestadual pelo produtor; a verticalização do produtor para o posto e a falsa venda de álcool industrial, que também tem menor incidência de impostos.
Apesar de ainda representarem um volume significativo, as fraudes foram reduziram em função das medidas repressivas e fiscalizatórias e também por razões econômicas. A importação fraudulenta de gasolina tornou-se pouco atraente em 2004, em função do baixo preço dos combustíveis no mercado nacional. "Agora, que os preços estão equiparados, é hora de voltar a atenção aos importadores", lembra Vaz.
Apesar de tantos alertas ao perigo das fraudes, o ano de 2004 foi considerado positivo para o mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes. O consumo de diesel aumentou substancialmente em decorrência do crescimento da atividade agrícola. O mercado em geral cresceu 6,6% e as empresas associadas aos Sindicom apresentaram crescimento ainda superior, de 9,2%. Vaz comenta que o consumo de cerca de 39 milhões de m³ de diesel pode ser considerado histórico.
As vendas de gasolina, que em 2003 sofreram uma redução de 980 mil m³ no ano, voltaram a se recuperar e atingiram a marca dos 23 milhões de m³ vendidos em 2004. O crescimento do mercado foi de 7,8% e o do Sindicom foi de 8,5%.
O mercado de gás natural veicular (GNV) continua crescendo com taxas expressivas, desde 1999. Em 2004, o mercado total cresceu 20,3% e as associadas ao Sindicom 10,3%.
O mercado de álcool hidratado cresceu 39,6% este ano e o Sindicom chegou a marca dos 36,7% de crescimento, embora as associadas do sindicato tenham baixado 1% de sua participação do mercado de álcool.
Segundo, Vaz, o crescimento do mercado de álcool é aparente e decorre  da entrada na formalidade de várias empresas antes informais, principalmente no estado de São Paulo, incentivadas pela redução da alíquota de ICMS.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23