Negócios

Mercado americano convida brasileira a apresentar nova metodologia de engenharia

Sistema interliga todas as disciplinas que atuam no empreendimento.

Redação TN/ Ascom CE-EPC
03/04/2014 14:39
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Mercado americano convida empresa brasileira a apresentar nova metodologia de engenharia
A adoção de novas metodologias na área de engenharia nacional rendeu ao país um convite da associação que congrega as maiores empresas de engenharia dos Estados Unidos, o Construction Industry Institute (CII), referência mundial na busca por mais produtividade em construção e montagem, para uma apresentação às empreiteiras americanas. Por meio do Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), que representa o CII no Brasil e reúne as maiores companhias do setor nacional, a Toyo-Setal foi escolhida pela organização americana para falar aos seus associados no próximo mês.
A empresa brasileira, que atua principalmente no setor de óleo e gás, vem implementando novas ideias em suas obras pelo país e tem conseguido bons resultados com as mudanças. A partir da criação de um novo sistema de gerenciamento e informação integrado, voltado a projetos EPC (que englobam engenharia, suprimentos e construção, na sigla em inglês), a companhia conseguiu melhorar a produtividade e diminuir a necessidade de retrabalhos.
“É um sistema que interliga todas as disciplinas que atuam no empreendimento, via internet, então todas têm acesso às informações do projeto, incluindo a situação em que se encontra cada uma delas. Quando há alguma modificação, ela já passa a ser acessível a todas as outras disciplinas afetadas”, explica o diretor da Toyo-Setal, Francisco Codina, que será responsável pela apresentação em Nova Jersey.
O programa, que foi desenvolvido em parceria com a Aveva, foi aplicado parcialmente em algumas obras da Toyo-Setal em 2013, como na unidade de tratamento de gás do Terminal de Cabiúnas (Tecab), na fabricação dos topsides e na integração do FPSO P-74, e nos “off sites” da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).
Com o avanço do sistema de integração da informação, a Toyo-Setal foi convidada a apresentar a nova metodologia em um seminário organizado, em 2013,  pelo CE-EPC no Brasil, em parceria com o CII, em que outras grandes empresas associadas também estiveram presentes. Ao final do encontro, a apresentação foi a que teve a melhor avaliação dos participantes, gerando um convite do instituto americano para que levassem a experiência às empresas de lá.
Codina conta que pela primeira vez o sistema integrado de gestão está sendo aplicado de forma completa, incluindo todas as áreas do projeto EPC, na construção da unidade de geração de hidrogênio do Comperj. Com isso, haverá novas informações agregadas para o seminário nos Estados Unidos, permitindo ainda uma avaliação precisa do ganho percentual de produtividade propiciado pela implantação deste sistema.
“O nosso objetivo é alcançar gradativamente os níveis de produtividade dos países desenvolvidos. Para se ter uma ideia, uma pesquisa do CE-EPC apontou que no Brasil esse número fica em apenas 30%. Com o sistema integrado, pudemos perceber ganhos reais, como a redução de custos, de tempo e de retrabalho nas obras, mas fatores como a falta de mão de obra qualificada e os problemas de logística do país ainda dificultam um avanço maior nesse sentido”, conta Codina.
O Centro de Excelência em EPC, criado em 2008, vem buscando ajudar as empresas brasileiras a melhorarem a produtividade e atualmente tem parcerias com as maiores associações de engenharia do mundo. Além de contar com as maiores empreiteiras do país, o CE-EPC possui como associadas a Petrobrás, a Statoil e a Shell, mas pretende expandir seu foco para além do setor de óleo e gás, alcançando também os segmentos de mineração, siderurgia e petroquímica.
“É muito importante a criação de um banco de dados com as informações dos projetos brasileiros, o que não existe hoje. Então, quanto mais empresas participarem do Centro de Excelência, maior será a troca de informações, e nossas avaliações serão melhor aproveitadas. Já importamos muitos dados lá de fora, que são interessantes, mas temos algumas condições que são muito particulares, então a troca interna no país poderia gerar novos ganhos importantes”, afirma Codina.

A adoção de novas metodologias na área de engenharia nacional rendeu ao país um convite da associação que congrega as maiores empresas de engenharia dos Estados Unidos, o Construction Industry Institute (CII), referência mundial na busca por mais produtividade em construção e montagem, para uma apresentação às empreiteiras americanas. Por meio do Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), que representa o CII no Brasil e reúne as maiores companhias do setor nacional, a Toyo-Setal foi escolhida pela organização americana para falar aos seus associados no próximo mês.

A empresa brasileira, que atua principalmente no setor de óleo e gás, vem implementando novas ideias em suas obras pelo país e tem conseguido bons resultados com as mudanças. A partir da criação de um novo sistema de gerenciamento e informação integrado, voltado a projetos EPC (que englobam engenharia, suprimentos e construção, na sigla em inglês), a companhia conseguiu melhorar a produtividade e diminuir a necessidade de retrabalhos.

“É um sistema que interliga todas as disciplinas que atuam no empreendimento, via internet, então todas têm acesso às informações do projeto, incluindo a situação em que se encontra cada uma delas. Quando há alguma modificação, ela já passa a ser acessível a todas as outras disciplinas afetadas”, explica o diretor da Toyo-Setal, Francisco Codina, que será responsável pela apresentação em Nova Jersey.
O programa, que foi desenvolvido em parceria com a Aveva, foi aplicado parcialmente em algumas obras da Toyo-Setal em 2013, como na unidade de tratamento de gás do Terminal de Cabiúnas (Tecab), na fabricação dos topsides e na integração do FPSO P-74, e nos “off sites” da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

Com o avanço do sistema de integração da informação, a Toyo-Setal foi convidada a apresentar a nova metodologia em um seminário organizado, em 2013,  pelo CE-EPC no Brasil, em parceria com o CII, em que outras grandes empresas associadas também estiveram presentes. Ao final do encontro, a apresentação foi a que teve a melhor avaliação dos participantes, gerando um convite do instituto americano para que levassem a experiência às empresas de lá.

Codina conta que pela primeira vez o sistema integrado de gestão está sendo aplicado de forma completa, incluindo todas as áreas do projeto EPC, na construção da unidade de geração de hidrogênio do Comperj. Com isso, haverá novas informações agregadas para o seminário nos Estados Unidos, permitindo ainda uma avaliação precisa do ganho percentual de produtividade propiciado pela implantação deste sistema.

“O nosso objetivo é alcançar gradativamente os níveis de produtividade dos países desenvolvidos. Para se ter uma ideia, uma pesquisa do CE-EPC apontou que no Brasil esse número fica em apenas 30%. Com o sistema integrado, pudemos perceber ganhos reais, como a redução de custos, de tempo e de retrabalho nas obras, mas fatores como a falta de mão de obra qualificada e os problemas de logística do país ainda dificultam um avanço maior nesse sentido”, conta Codina.

O Centro de Excelência em EPC, criado em 2008, vem buscando ajudar as empresas brasileiras a melhorarem a produtividade e atualmente tem parcerias com as maiores associações de engenharia do mundo. Além de contar com as maiores empreiteiras do país, o CE-EPC possui como associadas a Petrobrás, a Statoil e a Shell, mas pretende expandir seu foco para além do setor de óleo e gás, alcançando também os segmentos de mineração, siderurgia e petroquímica.

“É muito importante a criação de um banco de dados com as informações dos projetos brasileiros, o que não existe hoje. Então, quanto mais empresas participarem do Centro de Excelência, maior será a troca de informações, e nossas avaliações serão melhor aproveitadas. Já importamos muitos dados lá de fora, que são interessantes, mas temos algumas condições que são muito particulares, então a troca interna no país poderia gerar novos ganhos importantes”, afirma Codina.

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