Combustíveis

Mercado aguarda reação da Petrobras à alta do petróleo

Valor Econômico
02/08/2004 00:00
Visualizações: 595

Com o barril do petróleo tendo alcançado sua maior cotação em 21 anos na sexta-feira, cotado a US$ 43,80 em Nova York, a Petrobras não poderá adiar por muito mais tempo o anúncio de um novo aumento de preços da gasolina e do diesel vendidos no Brasil, que juntos respondem por mais de 40% de suas vendas de combustíveis. Se a estatal não aumentar os preços, o mercado espera uma explicação sobre a metodologia adotada e os sobre os novos critérios que estará adotando, já que isso será interpretado como uma mudança da política de reajustes.
Isso porque não há mais como negar que os preços desses combustíveis no país estão sem paridade com o mercado externo. Dependendo do autor da conta, o diesel e a gasolina vendidos nas refinarias no país estão de 15% a 20% abaixo do preço internacional.
No último aumento, anunciado em junho e após quase um ano e meio sem reajuste, a Petrobras disse que os novos preços do diesel e da gasolina foram calculados tendo como base o barril cotado entre US$ 36 e US$ 37. Até agora, a estratégia adotada pela estatal e enfatizada pelo diretor financeiro, Sérgio Gabrielli, é de alinhar os preços aos do mercado externo, mas tendo como perspectiva o longo prazo, e só depois do que Gabrielli chama de "mudança de patamar".
O objetivo é não permitir reflexos aqui de situações conjunturais do mercado internacional. No mês passado, o diretor explicou ainda que outro fator considerado na decisão de não repassar imediatamente os aumentos externos é que isso reduz as vendas de combustíveis devido à queda do consumo.
Por outro lado, um preço menor no Brasil sempre pressiona para aumento da produção nas refinarias da Petrobras, pois a defasagem abre "janelas de oportunidade" no mercado para que o produto comprado mais barato seja exportado com lucro por intermediários.
Com a atual defasagem, o mercado já projeta resultados menores para a Petrobras no segundo trimestre do ano. Segundo cálculos de um analista de banco que pediu para não ter seu nome revelado, a Petrobras já perdeu cerca de R$ 1 bilhão de receita líquida no trimestre devido à não paridade de preços. E lembra que isso traz dois impactos negativos que aumentam em R$ 600 milhões a despesa, sem contrapartida na receita.
O primeiro impacto é que ela paga em dólar, pela cotação vigente, o petróleo que importa e depois é transformado em gasolina e vendido em reais. O outro é que a alta nos gastos com pagamento de royalties e participação especial. Essas são taxas dolarizadas cobradas sobre a produção de petróleo no país cujos valores são definidos pela Agência Nacional do Petróleo com base nos preços mundiais.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23