Financiamento

MCTI já tem planos para possível empréstimo de US$ 2 bilhões junto ao BID

O BID autorizou a liberação dos recursos para o Brasil.

Anpei
30/09/2015 13:53
Visualizações: 1723

 

O ano de 2015 está marcado pelas diversas adequações no orçamento do País para equilibrar as contas públicas dos próximos anos. São várias as áreas afetadas por contingenciamentos, entre elas, a de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). Para superar a fase e não interromper o andamento de projetos importantes do setor, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem negociado um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 2 bilhões, com a possibilidade de ser utilizado pelo governo ainda em 2016.
Em palestra no 2º Congresso Brasileiro de Internet, realizado na última quinta-feira (24/09), em Brasília (DF), a secretária executiva do MCTI, Emília Maria Ribeiro, afirmou que o BID autorizou a liberação dos recursos para o Brasil. Falta agora apenas a chancela do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), na figura da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex).
"A Cofiex, que faz a aprovação do Ministério do Planejamento, já deu o primeiro parecer, fez alguns questionamentos em termos das diligências, tramitação de projetos, que nós do MCTI vamos responder agora”, explicou Ribeiro. “A ideia é que esse recurso já fique disponível para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no ano que vem, e quem vai gerenciar é o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]", informou.
Por meio da entidade, cientistas de todas as áreas do conhecimento obtém recursos para seus estudos. O objetivo é que o dinheiro prospectado junto ao BID seja utilizado ao longo de seis anos para recompor as perdas do MCTI e garantir o fomento às atividades de C,T&I e de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de investimentos no programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).
Segurança cibernética
Na avaliação de Emília Ribeiro, um dos setores no Brasil que mais precisará dos recursos disponibilizados pelo BID será o da segurança cibernética. Segundo a dirigente, o país ainda está aquém da realidade global, por isso necessita urgentemente de investimentos que possibilitem expandir a infraestrutura e capacitar uma nova mão de obra.
"Precisamos ter um investimento maior com relação a segurança na internet, e nesse momento, temos que ter mais infraestrutura e recursos humanos. Essa é a prioridade agora. E quando falo de recursos humanos, me refiro ao conhecimento e transferência de tecnologia na área de TI [tecnologia da informação]", ressaltou a secretária executiva.
De acordo com Ribeiro, um dos primeiros itens na pauta do governo federal para os próximos quatro anos é avançar na segurança cibernética. Conforme os dados do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a invasão de sites do governo para alterar seu conteúdo, também chamado de pichação, representam 23% dos ataques cibernéticos, ficando em primeiro lugar nas ocorrências.

O ano de 2015 está marcado pelas diversas adequações no orçamento do País para equilibrar as contas públicas dos próximos anos. São várias as áreas afetadas por contingenciamentos, entre elas, a de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). Para superar a fase e não interromper o andamento de projetos importantes do setor, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem negociado um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 2 bilhões, com a possibilidade de ser utilizado pelo governo ainda em 2016.

Em palestra no 2º Congresso Brasileiro de Internet, realizado na última quinta-feira (24/09), em Brasília (DF), a secretária executiva do MCTI, Emília Maria Ribeiro, afirmou que o BID autorizou a liberação dos recursos para o Brasil. Falta agora apenas a chancela do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), na figura da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex).

"A Cofiex, que faz a aprovação do Ministério do Planejamento, já deu o primeiro parecer, fez alguns questionamentos em termos das diligências, tramitação de projetos, que nós do MCTI vamos responder agora”, explicou Ribeiro. “A ideia é que esse recurso já fique disponível para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no ano que vem, e quem vai gerenciar é o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]", informou.
Por meio da entidade, cientistas de todas as áreas do conhecimento obtém recursos para seus estudos. O objetivo é que o dinheiro prospectado junto ao BID seja utilizado ao longo de seis anos para recompor as perdas do MCTI e garantir o fomento às atividades de C,T&I e de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de investimentos no programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

Segurança cibernética
Na avaliação de Emília Ribeiro, um dos setores no Brasil que mais precisará dos recursos disponibilizados pelo BID será o da segurança cibernética. Segundo a dirigente, o país ainda está aquém da realidade global, por isso necessita urgentemente de investimentos que possibilitem expandir a infraestrutura e capacitar uma nova mão de obra.

"Precisamos ter um investimento maior com relação a segurança na internet, e nesse momento, temos que ter mais infraestrutura e recursos humanos. Essa é a prioridade agora. E quando falo de recursos humanos, me refiro ao conhecimento e transferência de tecnologia na área de TI [tecnologia da informação]", ressaltou a secretária executiva.

De acordo com Ribeiro, um dos primeiros itens na pauta do governo federal para os próximos quatro anos é avançar na segurança cibernética. Conforme os dados do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a invasão de sites do governo para alterar seu conteúdo, também chamado de pichação, representam 23% dos ataques cibernéticos, ficando em primeiro lugar nas ocorrências.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
UDOP participa de mesa redonda no Conexão Cana 2026
13/08/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Equilíbrio entre oferta e demanda estabili...
13/08/26
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.