Investimento

Mausa faz aporte de R$ 85 mi em nova fábrica de máquinas

A Mausa, fornecedora de bens de capital sob encomenda, inaugurou oficialmente seu novo parque fabril de equipamentos industriais ontem, em Piracicaba, cidade do interior de São Paulo. A empresa investiu R$ 65 milhões em 172 mil metros quadrados de área total e R$ 25 milh&otil

Valor Econômico
24/03/2011 06:50
Visualizações: 1336
A Mausa, fornecedora de bens de capital sob encomenda, inaugurou oficialmente seu novo parque fabril de equipamentos industriais ontem, em Piracicaba, cidade do interior de São Paulo. A empresa investiu R$ 65 milhões em 172 mil metros quadrados de área total e R$ 25 milhões em máquinas e centros de usinagem modernos, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção em 30% e atingir faturamento de R$ 100 milhões no ano de 2011.
 
 
 
Já com a fábrica em funcionamento desde novembro do ano passado, a companhia registrou aumento de 50% em suas vendas nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro ante o mesmo período do ano passado. O valor das vendas de 2010 chegou a R$ 80 milhões. "A nova unidade representa um avanço em modernização e a possibilidade de entrada em outro setor de negócios", afirmou o presidente da Mausa, Roberto Dedini.
 
 
 
As novas instalações começaram a ser construídas em 2008, no período da crise econômica mundial com a meta de mudar a indústria do centro de Piracicaba para uma área maior. "Avaliamos que era melhor prosseguir com a iniciativa porque acreditamos que a turbulência seria passageira", analisou o gerente comercial da Mausa, Egon Scheiber. "A realocação é uma estratégia que nos possibilita melhorar a logística de manuseio de material, o que possibilitará a expansão da produção, inclusive de máquinas de tamanho maior."
 
 
 
Além de atuar nos setores sucroalcooleiro, farmacêutico, minerador, alimentício, siderúrgico, hidrelétrico, metalúrgico e químico e petroquímico, produzindo equipamentos de separação (filtros e centrífugas) e de elevação (pontes rolantes), a empresa apostou em um segmento inédito: a fabricação de máquinas-ferramenta de grande porte, utilizadas na indústria de manufatura mecânica.
 
 
"Temos contratos com a companhia italiana Colgar para a nacionalização de mandrilhadoras e fresadoras, com o intuito de vendê-las para atender os mercados petrolífero, o eólico, o ferroviário, o portuário e a mineração, em países emergentes", explicou o gerente de engenharia, Cláudio Evangelista. O plano da empresa é ser contratada para projetos de indústrias que necessitam de fabricação de máquinas sob medida. A Mausa espera também comercializá-las nos mercados interno e externo.
 
 
 
Hoje, a Mausa possui uma mandrilhadora em funcionamento para uso próprio e tem outra sendo fabricada para uma empresa do setor de metal mecânico. O preço público em média de cada mandrilhadora gira em torno de US$ 1, 2 milhão.
 
 
Futuro
 
 
 
A projeção é de que a nova linha torne-se responsável por até 20% do faturamento da companhia em dois anos, conforme for se consolidando. Já a perspectiva de aumento de receita para os outros campos é de 15%. Entre os principais clientes estão a Vale, Petrobras, Votorantim, Bunge, Cargil, LDC e Cosan.
 
 
A princípio, a Mausa constatou que precisaria das máquinas dentro da própria planta para fabricar os próprios equipamentos e percebeu uma carência no mercado das mandrilhadoras. Assim, ela decidiu confeccioná-las para a venda. Fora a Mausa, apenas outra empresa nacional distribui os aparatos de grande porte.
 
 
 
Vendas
 
 
De acordo com o diretor de Vendas Egon Scheiber, a entrada no novo filão demandou mais espaço físico para armazenar, movimentar e fazer as peças de dimensões desproporcionais para serem comportadas na planta anterior. "Com a produção em larga escala, pudemos baratear os custos. A amplitude da área também possibilita reduzir o prazo de entrega", disse ele.
 
 
Segundo o empresário, o reflexo se dá no aumento de competitividade, uma vez que, com o câmbio atual e a globalização, o assédio das importadoras desaquece o mercado interno. Ou seja, "a oferta tem de se equiparar às facilidades e qualidade dos concorrentes estrangeiros".
 
 
 
No contrafluxo da situação atual de exportações, a Mausa estima ampliar as vendas para o exterior em 20% em 2011, principalmente, em decorrência do desenvolvimento de tecnologia para combustíveis renováveis (etanol) na América Latina que necessitam de equipamento sucroalcooleiro.
 
 
Fundada em 1948, a companhia iniciou as suas operações fabricando e produzindo equipamentos para a indústria sucroalcooleira.
 
 
Atualmente, ela atende pedidos para países na América do Sul e Central, tais como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, México e Nigéria.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.