Combustíveis

Mais um deputado sob suspeita

Jornal do Brasil
17/11/2004 00:00
Visualizações: 573

Parlamentar teria tentado extorquir empresário para a instalação de posto de gasolina no Rio

A deputada estadual Cidinha Campos (PDT) promete denunciar hoje ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), o nome de um deputado estadual que teria tentado extorquir dinheiro de um empresário para liberar a instalação de um posto no Estado do Rio. O parlamentar estaria envolvido com a chamada máfia dos combustíveis.
- Não denunciei hoje (ontem) porque ainda estou degravando a fita. Para mim não importa se ele tentou extorquir R$ 1 ou R$ 1 milhão. É uma questão gravíssima. O que estranho muito é que pessoas tão envolvidas não tenham sido investigadas até hoje - afirmou Cidinha que, mesmo pressionada pelos jornalistas e pelos líderes partidários, não disse o nome do parlamentar.
Ela apenas revelou que o deputado estadual é ligado ao também deputado Domingos Brazão (PMDB), denunciado na semana passada por Cidinha. Segundo a parlamentar, Brazão comprou um posto de gasolina e manteria em seu gabinete, como funcionário, o empresário Renan de Macedo Leite.
Renan doou R$ 10 mil para a campanha do vereador eleito Francisco Brazão, irmão do deputado. Renan foi preso numa operação da Polícia Federal na semana passada, no Rio. A Mesa Diretora da Alerj decidiu pela demissão do empresário.
O presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, disse que a Mesa Diretora analisará as novas denúncias da deputada.
- Não terá denúncia nesta Casa que não será apurada - afirmou o deputado Jorge Picciani.
Em meio à troca de acusações entre deputados, a Alerj vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de reintegrar o deputado cassado Marcos Abrahão. O procurador da Alerj, Marcelo Cerqueira, vai esperar o comunicado oficial para impetrar uma nova liminar contra a decisão.
Um assessor do deputado é suspeito de ser o mandante da morte do deputado Valdeci Paiva de Jesus, morto em janeiro de 2003. Abrahão foi cassado seis meses depois.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23