Logística

Maersk vê cenário incerto para a navegação este ano

Apesar de registrar alta no faturamento do primeiro trimestre, a companhia de navegação Maersk Line vê um panorama incerto neste ano. Segundo o presidente para a América Latina do maior transportador de contêineres do mundo, Robbert van Trooijen, a oferta de navios

Valor Econômico
01/06/2011 07:39
Visualizações: 1228
Apesar de registrar alta no faturamento do primeiro trimestre, a companhia de navegação Maersk Line vê um panorama incerto neste ano. Segundo o presidente para a América Latina do maior transportador de contêineres do mundo, Robbert van Trooijen, a oferta de navios saindo de estaleiros e o aumento do petróleo podem resultar em um impacto "real" nos resultados do grupo.
 
 
No primeiro quadrimestre deste exercício, o lucro líquido da empresa chegou a US$ 438 milhões, quase 160% de aumento. A Maersk Line é a divisão de contêineres do grupo A.P. Moller- Maersk, que tem atividades, ainda, na exploração de petróleo e estaleiro. No primeiro trimestre, o conglomerado faturou quase US$ 15 bilhões, aumento de 10% sobre o intervalo de 2010.
 

"O mercado estava muito forte no ano passado em termos de demanda. Mas agora muitos armadores estão encomendando embarcações acima das suas atuais participações, obviamente isso tem efeito nos níveis de frete", afirmou o executivo. "No longo prazo, porém, somos muito positivos em relação ao crescimento do setor". Os valores de frete ficaram, em média, US$ 2,9 mil por Teu (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés), aproximadamente 2% maiores que no mesmo período do ano passado.
 

Hoje, a América Latina é um dos principais vetores de expansão do braço de contêineres. A região encerrou o ano passado tendo movimentado 1 milhão de contêineres, sendo o Brasil o maior mercado individual do bloco, diz Trooijen. O executivo não revela, porém, a participação brasileira nos negócios. "Queremos crescer com o mercado de contêineres e a expectativa é muito forte. No Brasil, é em torno de 8% na importação e 10% na exportação", afirmou.
 

Segundo Trooijen, o grupo A.P. Moller-Maersk enxerga o Brasil com uma nação "super importante". "Temos vários setores que estão entrando no país, investimentos enormes", afirma. O executivo cita especificamente a exploração de óleo na Bacia de Campos (RJ), por intermédio da Maersk Oil, e a operação portuária com o braço de terminais. Atualmente, a APM Terminals opera uma instalação no porto de Itajaí (SC), outra em Pecém (CE), e é sócia de uma terceira atualmente em construção no porto paulista de Santos.
 

Neste ano, a expectativa é que a demanda global de contêineres cresça entre 6% e 8%. E a própria Maersk está ampliando sua capacidade nas rotas que servem o Brasil. Em julho chega o primeiro navio da classe Sammax, a maior a operar em águas brasileiras. Terá oferta para 7.500 Teus (contêineres de 20 pés) e cerca de 1.700 tomadas para contêineres refrigerados - que transportam as cargas mais movimentadas pela empresa, como carnes e embutidos. As 16 embarcações gêmeas serão empregadas paulatinamente nos tráfegos entre a América Latina e a Ásia. "Parte delas atuará em outra rota, ainda não definida", afirmou Trooijen.
 

Em âmbito global, a nova aposta da Maersk Line são os navios de 18 mil Teus, que serão os maiores porta-contêineres do mundo. Hoje, o título é de um navio do próprio grupo, o Emma Maersk, com 15.500 Teus.
 

A empresa fez uma encomenda de dez embarcações ao estaleiro coreano Daewoo Shipbuilding com opção para outros 20. A entrega deve ocorrer entre 2013 e 2015. A nova classe é considerada mais eficiente. A estimativa é que cada contêiner da embarcação produza 20% menos de CO2 em comparação com o Emma. Os navios servirão ao tráfego entre a Ásia e Europa. E devem consumir, ainda, 35% menos combustível que um navio de 13.100 Teus.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
Logística
Benel investe R$ 45 milhões em novos transportes no prim...
14/10/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.