Economia

Lucro do BNDES sobe 20,4%

E atinge R$ 3,3 bilhões no primeiro semestre.

Ascom BNDES
15/08/2013 10:56
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 3,261 bilhões entre janeiro e junho de 2013, valor 20,4% superior ao do mesmo período do ano passado, quando a cifra atingiu R$ 2,709 bilhões. O fator que mais contribuiu para o desempenho positivo de 2013 foi o resultado com financiamentos a projetos de investimento, indicando que o BNDES está sendo capaz de conciliar a redução de suas taxas de juros com resultados financeiros consistentes.
O resultado de renda fixa, de R$ 5,100 bilhões, manteve-se estável em relação aos seis primeiros meses de 2012. O valor expressivo foi obtido em meio a um processo de redução dos spreads cobrados pelo BNDES, sobretudo a partir da crise financeira internacional de 2008, em linha com o esforço do Governo Federal de estimular o investimento produtivo e ampliar a oferta de crédito em um cenário global turbulento.
O resultado de renda variável também contribuiu para o bom desempenho do Sistema BNDES. O resultado positivo no semestre, de R$ 965 milhões, foi 9,3% superior ao do primeiro semestre de 2012. Cabe destacar que o crescimento em renda variável ocorreu em meio a um cenário de incertezas da economia internacional. Essa instabilidade têm gerado constantes mudanças de fluxos de capitais, com impactos sobre o mercado de ações brasileiro.
O resultado de tesouraria, de R$ 1,080 bilhão, foi fruto do ganho associado às operações de hedge voltadas à proteção da carteira quanto à elevação da taxa de juros no primeiro semestre. O lucro líquido do BNDES é obtido com a soma dos resultados de renda fixa, renda variável e tesouraria, subtraídas as despesas operacionais, que totalizaram R$ 3,959 bilhões no semestre, frente a R$ 3,044 bilhões no mesmo período de 2012.
O acréscimo de 30,1% decorre principalmente da maior despesa com tributos (imposto de renda, contribuição social, PIS e COFINS), que passou de R$ 2,0 bilhões no período de janeiro a junho de 2012 para R$ 2,60 bilhões no mesmo período de 2013.
O aumento do lucro também é explicado pelo impacto positivo da provisão para risco de crédito no semestre, que somou receitas de R$ 75 milhões, ante uma despesa de R$ 320 milhões no mesmo período do ano anterior. Isso ocorreu em função de eventos não recorrentes de recuperação de créditos, que geraram uma receita de R$ 208 milhões entre janeiro e junho de 2013. No mesmo semestre de 2012, essas receitas não se repetiram. Ao contrário, o Banco registrou despesa com provisão para risco de crédito no valor de R$ 320 milhões, refletindo o crescimento da carteira de financiamentos a projetos no período.
Inadimplência
Apesar das incertezas nos mercados financeiros e de capitais, a inadimplência do Sistema BNDES caiu ainda mais, refletindo a robustez de sua carteira de crédito e repasses. O percentual foi de apenas 0,02% no semestre, a mais baixa taxa obtida em um horizonte de cinco anos. Em dezembro de 2012, a inadimplência do BNDES estava em 0,06%. A título de comparação, a inadimplência média do Sistema Financeiro Nacional em junho de 2013 era de 3,4%, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.
A baixa inadimplência e o perfil de crédito refletem a consistência das políticas operacionais do BNDES. É resultado, sobretudo, da qualidade da gestão da sua carteira de crédito, que busca compatibilizar taxas de juros reduzidas e prazos compatíveis com projetos de longa maturação.
Posição financeira
O patrimônio líquido do sistema BNDES totalizou R$ 55,172 bilhões (R$ 52,169 bilhões em 31 de dezembro de 2012), correspondendo a um patrimônio de referência (PR) de R$ 96,021 bilhões, acima dos R$ 89,598 bilhões obtidos em 31 de dezembro de 2012. O crescimento do PR deve-se, principalmente, à captação de R$ 15 bilhões com o Tesouro Nacional, classificada como instrumento elegível a capital principal.
O índice de adequação de capital (Índice da Basiléia) registrado pelo Sistema BNDES foi de 15,8%, situação superior aos 11% exigidos pelo Banco Central e aos 15,4% registrados no balanço de dezembro de 2012.
Os ativos totais do Sistema BNDES somaram R$ 729,0 bilhões em 30 de junho de 2013, apresentando crescimento de R$ 13,5 bilhões (1,9%) em relação a 31 de dezembro de 2012.
O saldo da carteira de crédito e repasse, líquido de provisão para risco de crédito, atingiu R$ 524,4 bilhões no mesmo período, dos quais 80,6% correspondiam a créditos de longo prazo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 3,261 bilhões entre janeiro e junho de 2013, valor 20,4% superior ao do mesmo período do ano passado, quando a cifra atingiu R$ 2,709 bilhões. O fator que mais contribuiu para o desempenho positivo de 2013 foi o resultado com financiamentos a projetos de investimento, indicando que o BNDES está sendo capaz de conciliar a redução de suas taxas de juros com resultados financeiros consistentes.


O resultado de renda fixa, de R$ 5,100 bilhões, manteve-se estável em relação aos seis primeiros meses de 2012. O valor expressivo foi obtido em meio a um processo de redução dos spreads cobrados pelo BNDES, sobretudo a partir da crise financeira internacional de 2008, em linha com o esforço do Governo Federal de estimular o investimento produtivo e ampliar a oferta de crédito em um cenário global turbulento.


O resultado de renda variável também contribuiu para o bom desempenho do Sistema BNDES. O resultado positivo no semestre, de R$ 965 milhões, foi 9,3% superior ao do primeiro semestre de 2012. Cabe destacar que o crescimento em renda variável ocorreu em meio a um cenário de incertezas da economia internacional. Essa instabilidade têm gerado constantes mudanças de fluxos de capitais, com impactos sobre o mercado de ações brasileiro.


O resultado de tesouraria, de R$ 1,080 bilhão, foi fruto do ganho associado às operações de hedge voltadas à proteção da carteira quanto à elevação da taxa de juros no primeiro semestre. O lucro líquido do BNDES é obtido com a soma dos resultados de renda fixa, renda variável e tesouraria, subtraídas as despesas operacionais, que totalizaram R$ 3,959 bilhões no semestre, frente a R$ 3,044 bilhões no mesmo período de 2012.


O acréscimo de 30,1% decorre principalmente da maior despesa com tributos (imposto de renda, contribuição social, PIS e COFINS), que passou de R$ 2,0 bilhões no período de janeiro a junho de 2012 para R$ 2,60 bilhões no mesmo período de 2013.


O aumento do lucro também é explicado pelo impacto positivo da provisão para risco de crédito no semestre, que somou receitas de R$ 75 milhões, ante uma despesa de R$ 320 milhões no mesmo período do ano anterior. Isso ocorreu em função de eventos não recorrentes de recuperação de créditos, que geraram uma receita de R$ 208 milhões entre janeiro e junho de 2013. No mesmo semestre de 2012, essas receitas não se repetiram. Ao contrário, o Banco registrou despesa com provisão para risco de crédito no valor de R$ 320 milhões, refletindo o crescimento da carteira de financiamentos a projetos no período.

 

Desenbolso

 

Foram desembolsados R$ 88,3 bilhões para projetos de todos os setores, com alta de 65% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

O desempenho foi bom não apenas devido ao volume sem precedentes envolvido, mas também pela sua aplicação e distribuição, com ênfase no crescimento dos investimentos e distribuição mais abrangente, tanto do ponto de vista regional quanto do porte das empresas que receberam os recursos.

 

O principal destaque foram as liberações do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), que financia principalmente máquinas e equipamentos. O crescimento foi de 230% no semestre, atingindo R$ 42,6 bilhões. Desse total, R$ 21,9 bilhões destinaram-se às micro, pequenas e médias empresas.

 

O total liberado para as companhias de menor porte, R$ 32,4 bilhões, representou 37% de tudo que foi desembolsado pelo BNDES no período. Outro destaque foi a distribuição regional dos desembolsos, com crescimento de 101% nas liberações para o Sul e 93% para o Nordeste.

 

As liberações de recursos foram distribuídas entre os diferentes setores apoiados pelo Banco, sendo 33% do total destinado à indústria e 31% à infraestrutura.

 

Os desembolsos de R$ 29,5 bilhões ao setor industrial tiveram aumento de 93% nos primeiros seis meses de 2013. Todos os segmentos da indústria tiveram expansão, com destaque para química e petroquímica, mecânica e material de transporte.



Inadimplência


Apesar das incertezas nos mercados financeiros e de capitais, a inadimplência do Sistema BNDES caiu ainda mais, refletindo a robustez de sua carteira de crédito e repasses. O percentual foi de apenas 0,02% no semestre, a mais baixa taxa obtida em um horizonte de cinco anos. Em dezembro de 2012, a inadimplência do BNDES estava em 0,06%. A título de comparação, a inadimplência média do Sistema Financeiro Nacional em junho de 2013 era de 3,4%, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.


A baixa inadimplência e o perfil de crédito refletem a consistência das políticas operacionais do BNDES. É resultado, sobretudo, da qualidade da gestão da sua carteira de crédito, que busca compatibilizar taxas de juros reduzidas e prazos compatíveis com projetos de longa maturação.



Posição financeira


O patrimônio líquido do sistema BNDES totalizou R$ 55,172 bilhões (R$ 52,169 bilhões em 31 de dezembro de 2012), correspondendo a um patrimônio de referência (PR) de R$ 96,021 bilhões, acima dos R$ 89,598 bilhões obtidos em 31 de dezembro de 2012. O crescimento do PR deve-se, principalmente, à captação de R$ 15 bilhões com o Tesouro Nacional, classificada como instrumento elegível a capital principal.


O índice de adequação de capital (Índice da Basiléia) registrado pelo Sistema BNDES foi de 15,8%, situação superior aos 11% exigidos pelo Banco Central e aos 15,4% registrados no balanço de dezembro de 2012.Os ativos totais do Sistema BNDES somaram R$ 729,0 bilhões em 30 de junho de 2013, apresentando crescimento de R$ 13,5 bilhões (1,9%) em relação a 31 de dezembro de 2012.


O saldo da carteira de crédito e repasse, líquido de provisão para risco de crédito, atingiu R$ 524,4 bilhões no mesmo período, dos quais 80,6% correspondiam a créditos de longo prazo.

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