Publicação

Livro apresenta principais avanços científicos em bioenergia

Obra é fruto de um evento realizado em São Pedro (SP).

Agência Fapesp
21/01/2014 10:26
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Superar a dependência global e secular de petróleo é um desafio que vai requerer um novo paradigma de pesquisa em bioenergia para o século 21. Com o objetivo de contribuir para essa empreitada e oferecer um panorama sobre os avanços científicos recentes alcançados no continente americano foi lançado pela editora Springer o livro Plants and Bioenergy.
A obra é fruto de um evento homônimo realizado na cidade de São Pedro, interior de São Paulo, em 2010, sob a coordenação de Marcos Silveira Buckeridge, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Bioetanol – um dos INCTS apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no estado de São Paulo.
Buckeridge dividiu a edição do livro e a organização do evento com Maureen McCann e Nicholas Carpita – ambos da Purdue University, nos Estados Unidos.
“Realizamos no México, em 2008, o primeiro Congresso Pan-americano sobre Plantas e Bioenergia, com o objetivo de fomentar a colaboração científica na área. A partir de então, o evento se tornou bienal. A segunda edição foi no Brasil; a terceira, nos Estados Unidos; e em julho de 2014 haverá outra no Canadá”, disse Buckeridge.
O congresso de 2008 deu origem ao livro Routes to Cellulosic Ethanol, focado apenas em pesquisas relacionadas à produção do etanol de segunda geração e lançado pela Springer em 2010.
A proposta deste segundo livro da série, porém, é ser um apanhado mais amplo sobre os estudos relacionados à bioenergia, abrangendo desde os aspectos políticos e econômicos até estudos genéticos para melhoramento de culturas como o sorgo e métodos de processamento da biomassa.
“Embora o foco continue a ser Brasil e Estados Unidos – os dois países americanos mais fortes em bioenergia –, tentamos dar uma perspectiva mundial sobre o tema. Para isso convidamos também pesquisadores europeus para escrever alguns capítulos, entre eles Jeremy Woods, do Imperial College London, no Reino Unido”, contou Buckeridge.
Entre os autores também se destacam Michael Casler (University of Wisconsin-Madison), Bruce E. Dale (Michigan State University), David Zilberman (University of California), Harry Gilbert (Newcastle University), Joseph Bozell (University of Tennessee), Antonio Salatino (USP) e José Goldemberg (USP).
A primeira parte da obra, intitulada “Economia da Bioenergia”, discute temas como uso sustentável da terra e a potencial competição entre produção de alimentos e de bioenergia. Também aborda as perspectivas futuras para o etanol de primeira geração e as incertezas políticas relacionadas à segunda geração. Trata ainda do cultivo de algas tanto para a obtenção de combustíveis como de outros bioprodutos.
A “Biologia da Biomassa” é o tema da segunda parte do livro, que traz estudos genéticos voltados a transformar plantas como o sorgo, a camelina, ou as árvores do gênero Salix (chorões) em alternativas comercialmente viáveis à cana-de-açúcar e ao milho na produção de etanol.
“Há ainda capítulos que tratam dos mecanismos de biossíntese de polissacarídeos, como a celulose e o xilano. Eles são ferramentas-chave para a manipulação da biomassa dessas e de outras plantas usadas para bioenergia”, contou Buckeridge.
A terceira e última parte da obra, intitulada “Processamento de Biomassa”, aborda tanto os estudos de enzimas e pré-tratamentos voltados a degradar a parede celular e abrir a biomassa para possibilitar a produção de etanol celulósico, como também o uso da biomassa em biorrefinarias para obtenção de compostos químicos de alto valor agregado.
No capítulo assinado por Buckeridge – ao lado de Adriana Grandis, Amanda Pereira de Souza e Eveline Tavares, todas da USP – é descrito o mecanismo naturalmente utilizado pelas plantas para degradar a parede celular, situações como a derrubada de folhas e flores, o amadurecimento dos frutos e a defesa contra microrganismos.
“Existe um mecanismo comum, com pequenas variações, usados por diversas plantas em variadas situações. Fazemos uma revisão sobre as enzimas produzidas naturalmente para degradar a parede celular. Nossa proposta é usar esse conhecimento para ativar o sistema de hidrólise natural. Dessa forma, poderíamos diminuir ou até abrir mão de pré-tratamentos para o processamento da biomassa”, afirmou Buckeridge.
Os resultados apresentados por Buckeridge são frutos de pesquisas realizadas no âmbito do INCT do Bioetanol e também de um Auxílio à Pesquisa Regular apoiado pela Fapesp.
Plants and Bioenergy 
Editores: Maureen C. McCann, Marcos S. Buckeridge e Nicholas C. Carpita 
Lançamento: dezembro de 2013 
Preço: US$ 159,00 
Páginas: 289
Mais informações: www.springer.com/life+sciences/plant+sciences/book/978-1-4614-9328-0 

Superar a dependência global e secular de petróleo é um desafio que vai requerer um novo paradigma de pesquisa em bioenergia para o século 21. Com o objetivo de contribuir para essa empreitada e oferecer um panorama sobre os avanços científicos recentes alcançados no continente americano foi lançado pela editora Springer o livro Plants and Bioenergy.

A obra é fruto de um evento homônimo realizado na cidade de São Pedro, interior de São Paulo, em 2010, sob a coordenação de Marcos Silveira Buckeridge, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Bioetanol – um dos INCTS apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no estado de São Paulo.

Buckeridge dividiu a edição do livro e a organização do evento com Maureen McCann e Nicholas Carpita – ambos da Purdue University, nos Estados Unidos.

“Realizamos no México, em 2008, o primeiro Congresso Pan-americano sobre Plantas e Bioenergia, com o objetivo de fomentar a colaboração científica na área. A partir de então, o evento se tornou bienal. A segunda edição foi no Brasil; a terceira, nos Estados Unidos; e em julho de 2014 haverá outra no Canadá”, disse Buckeridge.

O congresso de 2008 deu origem ao livro Routes to Cellulosic Ethanol, focado apenas em pesquisas relacionadas à produção do etanol de segunda geração e lançado pela Springer em 2010.

A proposta deste segundo livro da série, porém, é ser um apanhado mais amplo sobre os estudos relacionados à bioenergia, abrangendo desde os aspectos políticos e econômicos até estudos genéticos para melhoramento de culturas como o sorgo e métodos de processamento da biomassa.

“Embora o foco continue a ser Brasil e Estados Unidos – os dois países americanos mais fortes em bioenergia –, tentamos dar uma perspectiva mundial sobre o tema. Para isso convidamos também pesquisadores europeus para escrever alguns capítulos, entre eles Jeremy Woods, do Imperial College London, no Reino Unido”, contou Buckeridge.

Entre os autores também se destacam Michael Casler (University of Wisconsin-Madison), Bruce E. Dale (Michigan State University), David Zilberman (University of California), Harry Gilbert (Newcastle University), Joseph Bozell (University of Tennessee), Antonio Salatino (USP) e José Goldemberg (USP).

A primeira parte da obra, intitulada “Economia da Bioenergia”, discute temas como uso sustentável da terra e a potencial competição entre produção de alimentos e de bioenergia. Também aborda as perspectivas futuras para o etanol de primeira geração e as incertezas políticas relacionadas à segunda geração. Trata ainda do cultivo de algas tanto para a obtenção de combustíveis como de outros bioprodutos.

A “Biologia da Biomassa” é o tema da segunda parte do livro, que traz estudos genéticos voltados a transformar plantas como o sorgo, a camelina, ou as árvores do gênero Salix (chorões) em alternativas comercialmente viáveis à cana-de-açúcar e ao milho na produção de etanol.

“Há ainda capítulos que tratam dos mecanismos de biossíntese de polissacarídeos, como a celulose e o xilano. Eles são ferramentas-chave para a manipulação da biomassa dessas e de outras plantas usadas para bioenergia”, contou Buckeridge.

A terceira e última parte da obra, intitulada “Processamento de Biomassa”, aborda tanto os estudos de enzimas e pré-tratamentos voltados a degradar a parede celular e abrir a biomassa para possibilitar a produção de etanol celulósico, como também o uso da biomassa em biorrefinarias para obtenção de compostos químicos de alto valor agregado.

No capítulo assinado por Buckeridge – ao lado de Adriana Grandis, Amanda Pereira de Souza e Eveline Tavares, todas da USP – é descrito o mecanismo naturalmente utilizado pelas plantas para degradar a parede celular, situações como a derrubada de folhas e flores, o amadurecimento dos frutos e a defesa contra microrganismos.

“Existe um mecanismo comum, com pequenas variações, usados por diversas plantas em variadas situações. Fazemos uma revisão sobre as enzimas produzidas naturalmente para degradar a parede celular. Nossa proposta é usar esse conhecimento para ativar o sistema de hidrólise natural. Dessa forma, poderíamos diminuir ou até abrir mão de pré-tratamentos para o processamento da biomassa”, afirmou Buckeridge.

Os resultados apresentados por Buckeridge são frutos de pesquisas realizadas no âmbito do INCT do Bioetanol e também de um Auxílio à Pesquisa Regular apoiado pela Fapesp.


Plants and Bioenergy

Editores: Maureen C. McCann, Marcos S. Buckeridge e Nicholas C. Carpita

Lançamento: dezembro de 2013

Preço: US$ 159,00

Páginas: 289

Mais informações: www.springer.com/life+sciences/plant+sciences/book/978-1-4614-9328-0

 

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